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Este texto foi redigido logo após a invasão do Iraque por tropas americanas – 20.03.2003 - portanto, entre o Carnaval e a Semana Santa, e ficou na contra-capa do Cardápio do Farândola, por seis meses.
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Mas, é muita coincidência!...
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Essa indecente intromissão na normalidade política mundial que ora presenciamos em solo iraquiano, estaria causando menos indignação em todo o mundo se o Conselho de Segurança da ONU tivesse agido, também nesse caso, com a costumeira indecente indiferença que sempre norteou suas decisões quando envolveram interesses norte americanos inadiáveis.
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O veto francês alertou o mundo. ”Vivela France !”
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Essa invasão é apenas a ponta de um imenso iceberg.
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O projeto de soberania incontestada dos Estados Unidos não é do presidente Bush. Ele é apenas uma pequena, embora importante, peça do projeto, e esse é anterior à sua eleição. Por isso o resultado das eleições americanas não poderia ter sido outro.
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A guerra preventiva contra o terrorismo, permite aos Estados Unidos, após forjar um "justo" motivo como esse que agora nos é apresentado, atacar qualquer território e lutar contra o inimigo que apresentar à mídia, quando isso melhor lhe convier!... Principalmente a partir de agora, que não tem mais vergonha de mostrar ao mundo que prescinde do aval do Conselho de Segurança da ONU.
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Para que tudo isso pudesse ser desencadeado, precisava-se de um fato que causasse comoção mundial, um fato de proporções alarmantes que justificasse a largada desse plano pelo caubói de plantão. E esse fato ocorreu em 11 de setembro de 2001 com as implosões das torres gêmeasem Nova Iorque , bem no início do Governo Bush, que apressou-se em mostrar ao mundo os culpados (que já conhecia); apresentou as provas que lhe foram trazidas pela CIA; escondeu o que tinha que esconder; efetuou centenas de prisões e mantém esses prisioneiros até os dias de hoje incomunicáveis em Guatánamo - base militar americana em solo cubano.
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Era tudo do que precisavam os neoconservadores americanos, para dar o pontapé inicial.
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Foi mesmo muita coincidência.
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Mas... Mr. George Bush - permita-me tratar-te aqui por “Gé” - “tens que tomar cuidado oh Gé ! Em terra alheia, pises no chão devagar, e não fiques de boca aberta em cidade que fores chegando”.
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Mesmo se essa cidade for nossa querida Olinda!... Aqui não haverá clima, certamente, para seres o prepotente caubói do apocalipse, mas, após muito ensaio de bloco, talvez um reluzente Caboclo de Lança, ou ainda um dançante Bastião do Boi Bumbá.
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Mas, é muita coincidência!...
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Essa indecente intromissão na normalidade política mundial que ora presenciamos em solo iraquiano, estaria causando menos indignação em todo o mundo se o Conselho de Segurança da ONU tivesse agido, também nesse caso, com a costumeira indecente indiferença que sempre norteou suas decisões quando envolveram interesses norte americanos inadiáveis.
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Colin Powell. Hoje recluso, mas sem a consciência pesada.
.O veto francês alertou o mundo. ”Vive
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Essa invasão é apenas a ponta de um imenso iceberg.
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O projeto de soberania incontestada dos Estados Unidos não é do presidente Bush. Ele é apenas uma pequena, embora importante, peça do projeto, e esse é anterior à sua eleição. Por isso o resultado das eleições americanas não poderia ter sido outro.
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A guerra preventiva contra o terrorismo, permite aos Estados Unidos, após forjar um "justo" motivo como esse que agora nos é apresentado, atacar qualquer território e lutar contra o inimigo que apresentar à mídia, quando isso melhor lhe convier!... Principalmente a partir de agora, que não tem mais vergonha de mostrar ao mundo que prescinde do aval do Conselho de Segurança da ONU.
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Cowbush
.Para que tudo isso pudesse ser desencadeado, precisava-se de um fato que causasse comoção mundial, um fato de proporções alarmantes que justificasse a largada desse plano pelo caubói de plantão. E esse fato ocorreu em 11 de setembro de 2001 com as implosões das torres gêmeas
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Era tudo do que precisavam os neoconservadores americanos, para dar o pontapé inicial.
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Foi mesmo muita coincidência.
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Mas... Mr. George Bush - permita-me tratar-te aqui por “Gé” - “tens que tomar cuidado oh Gé ! Em terra alheia, pises no chão devagar, e não fiques de boca aberta em cidade que fores chegando”.
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Mesmo se essa cidade for nossa querida Olinda!... Aqui não haverá clima, certamente, para seres o prepotente caubói do apocalipse, mas, após muito ensaio de bloco, talvez um reluzente Caboclo de Lança, ou ainda um dançante Bastião do Boi Bumbá.
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Te receberemos, não com as merecidas metralhadoras fumegantes do Campo das Princesas, mas, promoveremos teu casamento com a nossa Rainha do Maracatu, sob o som das Cornetas de um Batalhão de Jumentos, enquanto Zé Limeira, com mais de Cem Anjos Pernetas, cuidará da recepção.
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Tua primeira noite será a dos Tambores Silencioso, onde a Calunga te revelará o Carnaval. E ao veres o Carnaval bem ali, escancarado à tua frente, tenho dúvidas de como reagirás: se como um Leão do Norte, como nós pernambucanos; se como um Boneco do Mestre Vitalino como Tony Blair, ou se assumirás tua real identidade de um Mamulengo de São Bento do Uma.
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No dia seguinte, saberás que o teu pedido para conhecer o Farândola fora negado, e essa proibição estendida aos teus conterrâneos e aos de Tony Blair. Ao pressentires o perigo iminente, te travestirás em Frei Caneca no Pastoril do Faceta, e levarás a Flor da Lira para nossa Nova Jerusalém.
No dia seguinte, saberás que o teu pedido para conhecer o Farândola fora negado, e essa proibição estendida aos teus conterrâneos e aos de Tony Blair. Ao pressentires o perigo iminente, te travestirás em Frei Caneca no Pastoril do Faceta, e levarás a Flor da Lira para nossa Nova Jerusalém.
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Lá, já desmascarado, serás Jesus de Nazaré e de José na cena da Crucificação e, sorrateiramente, cuidaremos para que tudo seja aterrorizantemente real, como as tuas atroadoras bombas de fragmentação sobre Bagdá.
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Neste dia então, a Paixão de Cristo da Nova Jerusalém terminará mais cedo, por via das dúvidas, antes da ressurreição. E ali mesmo, com os corações em júbilo, despacharemos tua pobre alma sob um coro comandado por Marrom Brasileiro, com Silvério Pessoa, Denis Raz, Edinho PP, Carlos Nascimento, Mazo Melo, Mestre Salu, Nadja Rolim, Maciel Salu, Racine e Ravel, Aandréia Luiza, e Zeto - em memória - cantando e dançando aos pulos, como numa coreografia de Chiquinho Science:
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SALVE OH! TERRA DOS ALTOS COQUEIROS
DE BELEZA SOBERBA ESTENDAL
NOVA ROMA DE BRAVOS GUERREIROS
PERNAMBUCO, IMORTAL!!! IMORTAL!!!
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Eu sou o Coração do Folclore Nordestino... Sou a Folia que desce aqui de Olinda... Sou Luiz Gonzaga, e vou continuar dando cheiros em meu bem. Tens que tomar cuidado, oh Gé !!!
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Nossa que recepção você daria ao "Gé"!! Não creio que ele merecesse tudo isto ...
ResponderExcluirVocê é simplesmente ótimo!
Ysolda Cabral
Meu caro Rodolfo,
ResponderExcluirFique tranqüilo.
O Bush, conhecido por você como Gé, não chegará a Pernambuco, imortal, imortal.
No seu trajeto, em fuga pra lá de Bagdá, será abatido no Planalto Central.
Existe aqui um cabra-da-peste, filho de seu Abé da Farmácia, sobrinho do Djalma de Umbuzeiro, e tantos outros que queremos bem, que abaterá o Gé em pleno ar de seus pulmões.
Já estou no front, fazendo barricada e esperando o avião das forças aéreas do Ge, no sentido de malucas – como a aéreo é também conhecido por essas bandas – para torpedeá-lo.
Precavido, mandei buscar 11 bacamarteiros de Caruaru, um time que não precisa de reservas, e muita pólvora. “Será um barulho infernal.”
Com certeza, o Gé ficará em polvorosa.
Em conversa durante o rango, o João Grilo me falou que o Ge é o maior mentiroso de quem já ouviu falar. Não posso deixar de acreditar.
Não se esqueça, meu caro Rodolfo, que as tropas daqui não têm um General, elas são comandadas pelo Coroné Ludugero, que tem como estratégia imobilizar o adversário pelo riso.
O alto-comando, também conhecido nos bastidores com o “Auto da Comadre Cida” (ou seria da Maria Bonita?), conta com o Lampião e Corisco, esquecidos por você, e que resolvi convocá-los. São eles que indicarão ao Gé o caminho do inferno.
Aguarde para breve o relato do “Abatimento do Ge no Planalto Central”, que será cantado em versos de cordel por Conceição Campos, com o folheto com capa do Dila, Costa Leite e J. Miguel, a santíssima trindade da xilogravura.
Os restos de todo o instrumental bélico, inclusive os das aeronaves, serão vendidos como ferro-velho na “feira da sulanca”, lá em Caruaru.
Quem sabe, não rendem uma graninha pra gente visitar o Farândola e abraçá-lo aí na Praça do Sítio dos Reis, adequada localização para você, meu caro Rodolfo.
Receba o abraço do primo Abelzinho (como ainda me trata).
abelprazer@uol.com.br
Pense que criei esse Blog com um único objetivo, poder comentar os brilhantes textos de meus amigos, em especial de meu amigo Rodolfo Vasconcelos... O cidadão tem um dom especial em descrever suas histórias, todas verídicas, que o mesmo teve o prazer de viver, e hoje sinto que deve ter grande alegria em retratá-la para todos os seus amigos... Vou ver se tomo vergonha na cara e escrevo alguma coisa substancial aqui nesse meu espaço.
ResponderExcluirPOSTED BY IGUINHO AT 12:45 PM 0 COMMENTS
AINDA É UMA gota no oceano, mas tem gente levando a sério esta história de boicote aos produtos americanos e britânicos. Regina Weissmann, dona do Semente, bar badalado na Lapa, no Rio, parou de servir Coca-Cola desde que Bush jogou a primeira bomba sobre Bagdá. A grande maioria dos clientes apóia. Regina não é a única. O pernambucano Rodolfo Vasconcellos foi mais radical. Proibiu a entrada de americanos e ingleses no seu bar, o Farândola, em Olinda. "Quem sabe o mundo desperta e não se une em torno de uma causa tão nobre, como a luta pela paz?", sonha Regina
ResponderExcluir1 2 3 4 5 6 7 8|Índice |Biblioteca|Matérias Especiais|Assinatura
ResponderExcluirLeia também as colunas: Cartas | Não tropece na Língua
JORNAL HORA DO POVO
Dono de bar em Olinda proíbe entrada de cachorros, americanos e ingleses
Em solidariedade ao Iraque, o dono do bar Farândola, em Olinda, Rodolfo Vasconcelos, decidiu barrar a entrada de norte-americanos e ingleses no estabelecimento.
“Quero que eles sintam na terra dos outros como os árabes e os iraquianos são tratados por eles. É bom que saibam o que é não ser bem-vindo”, declarou Rodolfo. Não tendo como diferenciar os que são contra dos que são a favor de Bush e Blair, “é melhor nem conversar com eles, só deixar claro que aqui norte-americanos e ingleses não tem vez”.