domingo, 13 de julho de 2008

GILMAR MENDES Desnorteia Judiciário: Suborno de Granfino a Policial Não é Crime.

Algemas de quadrilheiro granfino: chaves com Gilmar Mendes.

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IMPEACHMENT JÁ!!!
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De consultor jurídico do governo Collor a advogado-geral da União no governo FHC, esse pretenso candidato a presidente da república, derrapa na lama dos seus protegidos e troca a cara de abusado pela amarela de sorridente desconfiado, ao constatar que usou seu conhecimento jurídico para castrar o que restava de esperança do brasileiro em suas instituições.
Nunca, em toda a história desse país, a Polícia Federal cumpriu seu papel com tanto entusiasmo, com tanta certeza de que não virá uma ordem do Palácio do Planalto mandando arquivar as investigações quanto nesse governo de Luiz Inácio.
É desastroso para o país, suas instituições e o astral do seu povo, ver todos os dias o desbaratamento de quadrilhas comandadas por políticos, mega-empresários e até autoridades policiais, esbarrar nas instâncias superiores do nosso judiciário. Logo esse judiciário que já teve tantos dos seus membros engaiolados por delegados federais. Será uma desforra!? O que nos resta então!? O poder legislativo, na pessoa do presidente do senado federal Garibaldi Alves (PMDB-RN) saiu às pressas em defesa do despacho e das declarações insensatas do presidente do STF, GILMAR MENDES. Ou seja, os dois outros poderes que, juntos ao Executivo deveriam compor a base de sustentação legal de todas as instituições, dão provas inequívocas, a cada dia, de que estão apodrecidas e infestadas de delinqüentes, aproveitadores e quadrilheiros granfinos.
É próprio dos grandes “juristas” abrirem os processos mais polêmicos com uma opinião já formada, bastando justificar seu parecer “à luz da legislação vigente”. Essa capacidade – pode-se ler também esperteza – é o que lhes habilita aos tribunais superiores. O que GILMAR MENDES usou em seu despacho foi justamente isso. Encontrar argumentos para justificar seu autoritarismo, concedendo hábeas corpus ao mega-trambiqueiro Daniel Dantas pela segunda vez em menos de dois dias, numa atitude revanchista, jogando por terra um trabalho árduo da Polícia Federal.
Ofendida, a Associação dos Delegados da Polícia Federal, reagiu: “É inadmissível que a Polícia Federal, responsável por trabalhos conjuntos com o Ministério Público e o Poder Judiciário, norteados para a desejada e tempestiva mudança de um sistema historicamente focado à prisão de criminosos desassistidos, seja atribuída a pecha de ‘canalhas’ e ‘gângsteres’.
A contrário senso, investigados pelo desvio de bilhões de reais dos cofres públicos, inclusive com a tentativa de suborno de Delegado de Polícia Federal, são tratados com beneplácito.”.
Em nota divulgada neste último sábado , a Conamp – Associação Nacional dos Membros do Ministério Público - afirma que “apóia, ratifica e se solidariza integralmente”, com o procurador da República e o juiz federal Fausto Martin De Sanctis. “Condutas como esta engrandecem e dignificam as entidades, que de forma inflexível exigem o integral cumprimento das garantias e prerrogativas constitucionais postas a seus membros, para atuarem em defesa da sociedade brasileira”, afirma a entidade.
Os pronunciamentos em defesa da dignidade deste país não pararam por aí. Segundo ainda declarou Wálter Fanganiello Maierovitch, presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovani Falconi de Ciências Criminais ( Istituto Brasilano di Scienze Criminali Giovanni Falcone), em entrevista concedida à Rádio CBN dia 10 de julho, houve flagrante precipitação de Gilmar Mendes na concessão desse habeas corpus, e o uso de algemas está incluído no poder discricionário das polícias de todo o mundo, declarando ainda que o ministro Gilmar Mendes, nesse caso, teria "rasgado a jurisprudência do Supremo" - o único precedente seria a soltura de outro banqueiro, Salvatore Cacciola, que fugiu - e que "o Supremo é um órgão colegiado e que somente em casos excepcionalíssimos pode um único ministro antecipar a decisão dos dez outros." Em entrevista concedida para o Portal do Terra ao jornalista Diego Salmen, Maierovitch diz que já é hora de pensar num impeachment do presidente do Supremo. Para o desembargador Maierovitch, o novo habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ao banqueiro Daniel Dantas mostra que o presidente do STF estaria "extrapolando suas funções": "Ele (GILMAR MENDES) está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele."
GILMAR MENDES ficou só. Restaram-lhe apenas os que vêm jogando lama sob seus passos vesgos.
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