segunda-feira, 15 de setembro de 2008

GILMAR MENDES: A Psique de um Ególatra Rabugento.

Meio-perfil psicológico de um "abusado",
para quem ser apenas homem é muito pouco.
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Do ponto de vista lógico, Gilmar Mendes deveria estar numa relação de dependência quanto às reivindicações do seu povo, bem como quanto aos imperativos e exigências dessa sociedade, mas, do ponto de vista dinâmico, Gilmar tem representado eminentemente o conflito neurótico, o pólo desagregador do que resta de forças nessa mesma sociedade, ao insistir em decisões que assumem um aspecto compulsivo, repetitivo e irreal, ao tempera-las com mecanismos de auto defesa motivados pela percepção de que leva uma vida angustiante, afetivamente miserável, e por sentir-se um indivíduo que não compreende os próprios sentimentos nem identifica o que, na verdade, poderia um dia faze-lo feliz.

Deixando Freud nos bancos da Fumec de Belo Horizonte, ele, ou é filho único ou foi criado por avós.

Fazendo aquele biquinho de criança mimada quando diz “seu chaaaato!!!” a alguém que não achou nenhuma graça nas suas repetitivas palhaçadas, Gilmar soltou, em menos de 48 horas, duas vezes o mega ladrão Daniel Dantas, mudou a lei do uso de algemas para que bandidos granfinos não fossem constrangidos, ameaçou punir juizes de primeira e segunda instâncias que não acompanhassem sua suspeita maneira de fazer justiça, forçou a revisão da legislação das escutas telefônicas e chamou ”às falas” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa de um grampo telefônico feito, supostamente, pela Agência Brasileira de Inteligência. Essa irresponsável acusação resultou no afastamento do diretor-geral da Agência, Paulo Lacerda, sem uma única prova de culpa e, pasmem, baseada numa acusação falsa perpetrada pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim (ex-ministro do STF).

Paulo Lacerda era o chefe do delegado Protógenes Queirós quando estava na Polícia Federal como Diretor Geral, e foi sob o comando dos dois que teve início a Operação Satiagraha.

Afastado Lacerda agora do comando da Abim, o comandante da força terrestre, General de Exército Enzo Peri foi o primeiro a informar categoricamente que, o aparelho comprado pela Abin sob a supervisão do Exército, o Oscor – Omni Spectral Correlator 5.000 serve verdadeiramente apenas para fazer varreduras. O segundo a se manifestar em defesa da Abin e de Paulo Lacerda foi Thomas H. Jones, gerente geral da Research Electronics International, fabricante do Oscor 5.000: “O Oscor só pode ser utilizado em contravigilância, detectando e identificando escutas clandestinas. Não foi desenvolvido e nem serve para interceptações de conversas telefônicas”.

Sem provas e sem argumentos, Gilmar Mendes desistiu – sem explicar porquê – de ir depor à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara dos Deputados. Ao optar covardemente pelo silêncio, deixou como rastro esta fétida e inédita interferência do Poder Judiciário na vida política do Brasil, que teve início no dia seguinte à prisão do larápio Daniel Dantas.

A chance para Jobim se explicar foi dada a partir de um convite para depor na CPI dos Grampos no Senado, mas, depois dos esclarecimentos do Exército, e em seguida do fabricante do Oscor 5.000, dificilmente esse também ex-postulante ao cargo de Presidente da República aparecerá lá pela CPI.

As manifestações pró Daniel Dantas após a Operação Satiagraha não vieram apenas do Supremo Tribunal Federal na pessoa desse “não me toque” que é Gilmar Mendes. Na ter-feira passada – 09.09.08 – aproveitando depoimento no Senado do presidente afastado da Abin, Paulo Lacerda, o senador Artur Virgílio do PSDB, tentou constranger Lacerda, e ficou vermelho como um pimentão, gritando sozinho ao ter suas falsas acusações rebatidas firmemente pelo depoente.

Já na Câmara dos Deputados, o circo foi armado pelo Deputado Federal Raul Jungmann que, sintonizado com Gilmar Mendes, entrou com uma representação disciplinar no CNJ – Conselho Nacional de Justiça (que existe para fiscalizar “externamente” o judiciário mas, incrivelmente, é dirigido por Gilmar Mendes) contra o Juiz De Sanctis que, juntamente com o Procurador da República Rodrigo De Grandis e o Delegado Protógenes Queirós da Polícia Federal, formaram o tripé de sustentação para a prisão dessa quadrilha dourada que tanto tirou o sono e fez crescer o “bico” desse rabugento Gilmar Mendes.


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Hoje à tarde (17.09.08), depondo na CPI do Grampo no Senado, Nelson Jobim negou, sem o menor constrangimento, que a ABIN tivesse equipamento para escuta. Era ele que devia perder o cargo de Ministro, depois de causar os transtornos que causou e de jogar por terra a carreira de um servidor público como Paulo Lacerda.
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