sábado, 17 de julho de 2010

Espião Cubano Passou 30 Anos Dentro do Departamento de Estado dos EUA.

Walter e Gwendolyn: Felizes e em paz com suas consciências.

Walter Kendall Myers, de 73 anos, funcionário aposentado do Departamento de Estado dos EUA foi sentenciado na sexta-feira passada (16.07.10), a prisão perpétua por ter passado mais de três décadas espionando para o regime cubano, por puro idealismo.  Ele tinha acesso a informações sigilosas do Departamento de Estado. Sua esposa, Gwendolyn, de 72 anos, trabalhava num banco e foi condenada a 6 anos e 9 meses de prisão, pelo mesmo motivo. O americano disse ao tribunal que o casal espionava não por dinheiro ou antiamericanismo, mas por admiração ao regime comunista da ilha de Fidel.


"Nosso objetivo maior era ajudar o povo cubano a defender sua revolução. Compartilhamos dos ideais e sonhos da Revolução Cubana", disse ele.


Myers disse que as relações EUA-Cuba são marcadas por hostilidade, incompreensão e arrogância por parte do seu país, e que gostaria de aliviar os temores do povo cubano, que se sente constantemente ameaçado.


O juiz Reggie Walton disse que o casal traiu seu país, não demonstrou remorso e ainda parecia se orgulhar do que fez. "Se vocês acreditavam na revolução", disse ele ao casal no tribunal lotado, "deveriam ter desertado".

 A eterna "pedra no sapato" de Tio San.


A sentença ocorre uma semana depois de o governo Obama trocar dez espiões a serviço de Moscou por quatro  norte americanos que haviam sido flagrados e presos na Rússia por contactarem com agências ocidentais de inteligência.


Nesta semana, um cientista nuclear iraniano fugiu de volta ao seu país dizendo ter sido sequestrado por agentes dos EUA para prestar informações. Autoridades norte-americanas, impossibilitadas de negarem o fato, dizem que ele de fato passou informações sobre o programa nuclear iraniano, mas voluntariamente.


Kendall Myers chegou a analista-sênior da inteligência europeia e, como tal, tinha acesso a documentos na categoria "top secret" e era conhecido como Agente 202. O casal, que vive em Washington, foi preso há mais de um ano pelo FBI, e foi recrutado por Havana no final da década de 1970.


 A alegria do povo cubano independe do humor de Obama.


O promotor Michael Harvey disse que o casal chegou a ser condecorado por Cuba, e que em 1995 teve um encontro privado com o então presidente Fidel Castro.


"Ele é um traidor", disse Harvey sobre Myers. "Ele traiu os colegas do Departamento de Estado e a nossa pátria."
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