sábado, 20 de outubro de 2012

Haddad X Serra: O Debate Que Virou Abate






Em milhares de Seções espalhadas por toda a maltratada cidade de São Paulo



"Serra, por que vocês não fizeram os 66 kms de corredores de ônibus prometidos pelo Kassab? Serra, por que vocês não entregaram os três hospitais  que prometeram construir há quatro anos  --e ainda ameaçam privatizar 25% dos leitos do SUS ? Serra, por que até hoje vocês não conseguiram desapropriar um terreno na zona leste para instalar uma universidade federal na região? Serra, por que vocês não conseguiram preencher um simples formulário eletrônico para ter acesso a R$ 250 milhões do Ministério da Educação destinados à construção de creches em SP --um formulário que três mil prefeitos  do interior preencheram sem nenhum problema? Serra, você não vê que a cidade está vivendo uma crise depois de oito anos de administração sua e do Kassab? Serra..."


Fernando Haddad empareda Serra no debate da Bandeirantes, onde o petista já entrou com 17 pontos de vantagem sobre o tucano. Mas o Datafolha segurou a divulgação do desastre até encerrar o duelo. Faria um “ajuste”, talvez, se o seu candidato fosse bem.

A eleição entra na reta final do desespero tucano em SP. O retrospecto mostra que tudo é possível: “Escárnio”, as maquinações e cambalachos para influenciar as urnas no 2º turno de 2012.


A maior rede de televisão do país contrata uma pesquisa sobre a disputa eleitoral em São Paulo; omite o resultado esfericamente desfavorável a seu candidato no telejornal de maior audiência, comandado pelo “quinta coluna” do William Bonner (no seu registro de nascimento é Boinamerd, com “d” mudo).


O relator de um julgamento polêmico contra o maior partido de esquerda da América Latina estabelece um calendário desfrutável e acopla os trabalhos ao processo eleitoral em curso; na véspera do primeiro turno oferece as cabeças de algumas das principais lideranças partidárias à boca de urna; agora, alega consulta médica – na Alemanha – para acelerar o anúncio das penas, 48 horas antes do 2º turno. 


O candidato do conservadorismo em baixa nas pesquisas age com deselegância contra jornalistas, dispara ofensas no ar e boicota desairosamente os que não seguem a pauta de sua conveniência.

Os editoriais e colunistas da “indignação seletiva” emudecem miseravelmente. 


Os mesmos veículos que silenciam diante do comportamento ostensivamente beligerante do candidato conservador contra jornalistas,  fecham os olhos ante a seletiva forma de divulgar pesquisas eleitorais, e aplaudem a desconcertante alternância de rigor e omissão – a depender da coloração partidária - que empurra a suprema corte do país para além da fronteira que separa a legítima opinião política de um togado, de um cabo eleitoral de toga. 



É o escárnio dos centuriões da democracia restrita à livre expressão das suas conveniências.



Parafraseando Carta Maior

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