domingo, 25 de novembro de 2012

PGR Promete Continuar Investigações da CPMI do Cachoeira








Essas informações permitirão que o Ministério Público Federal dê continuidade a esse trabalho de investigação”. A frase é do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel ao receber nesta quinta-feira (22), uma representação referente à CPMI do Cachoeira das mãos do senador  Randolfe Rodrigues, acompanhado dos senadores Pedro Taques,  Pedro Simon e 

O documento foi elaborado em contraponto ao relatório final da CPMI do Cachoeira relatado pelo deputado Odair Cunha  (PT-SP), apresentado  e que depois de duas tentativas de apresentação, será lido somente na próxima quarta-feira (28).  Ao receber a representação, Roberto Gurgel disse dar continuidade às investigações

De acordo com Randolfe o relatório do deputado Odair Cunha, embora tenha cinco volumes, não corresponde ao conjunto das investigações realizadas pela Comissão.  No documento do relator mais de 40 pessoas foram indiciadas, porém foram desprezadas algumas investigações que na visão do Senador Randolfe Rodrigues são imprescindíveis para aprofundar as relações da organização criminosa de Carlos Cachoeira com agentes públicos.

“Aproximadamente 160 requerimentos, em grande parte propostos por esses parlamentares que assinam a representação, não foram sequer apreciados pela Comissão. Entre eles o pedido de quebra de sigilos de 15 empresas consideradas fantasmas que receberam recursos da construtora Delta”, lembra Randolfe, destacando que a Comissão deixou de investigar 80% das empresas fantasmas que receberam recursos da Delta.
De acordo com Randolfe, essas empresas tinham como única finalidade receber recursos da empreiteira. Levantamento feito pela assessoria do Senador mostra que elas receberam mais de R$ 500 milhões da Delta, enquanto que no relatório da Comissão foi possível apurar apenas R$ 100 milhões desse montante.  Outro ponto destacado na representação entregue hoje,  sãos os contratos firmados entre a Delta e o governo do Rio de Janeiro.

Mesmo assim não existe uma linha do relatório que aborde essa questão e sequer cite o governador do estado Sérgio Cabral. Para Randolfe uma clara manobra da Comissão para não investigar Cabral.

Retaliações: Durante a conversa com o grupo de parlamentares, Gurgel disse que vai esperar a leitura do relatório final da Comissão para confirmar as informações de que o documento pede para que ele seja investigado. O procurador se mostrou tranquilo quanto à essa informação e diz considerar normal a atitude do relator. “São frequentes as retaliações quando o Ministério público cumpre seu papel de investigar. Impedir o MP de investigar é um atentado ao Estado de direito, é uma forma de desfigurar a instituição”, enfatizou Gurgel.

Do Blog do Randolfe




Um comentário:

  1. Anônimo10:58 AM

    Não existe nenhum prova contra Sérgio Cabral, não adianta tentarem acusá-lo.

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