terça-feira, 21 de outubro de 2014

"VAMOS GANHAR ESSA GUERRA, MOÇADA!" - Diz Dilma na Zona Leste em SP






Dilma Rousseff e Lula, durante o encontro Cultura e Juventude: Periferia com Dilma, em São Paulo 


Com a presença do ex-presidente Lula, representantes dos movimentos sociais, de Cultura, Comunicação, Juventude, Direitos Humanos e Moradia realizaram nesta segunda-feira (20), na Zona Leste, na capital paulista, um grande ato de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Na ocasião foram entregues a Dilma vários manifestos específicos de apoio a sua candidatura.


Participaram no encontro também o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o deputado federal reeleito Jean Wyllys (Psol), o ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, o rapper Emicida, a cantora Tulipa Ruiz, o ator Henri Castelli e a cantora Negra Li.

Antes da fala de Lula e Dilma, vários representantes dos movimentos sociais deram depoimentos emocionados sobre os avanços e as melhorias conquistadas por eles que eram antes esquecidos pelos governos passados.

Em seu discurso, Lula disse estar indignado com o clima de agressividade da campanha e criticou Aécio: "Jamais pensei que um candidato pudesse chamar uma presidenta de mentirosa diante das câmeras de televisão, de leviana... nunca imaginei que pudesse desrespeitar uma mãe, uma avó, uma mulher e, acima de tudo, a presidenta do Brasil só para deixar a Dilma nervosa", disse.

"Será que faria isso se fosse homem?", questionou. Lula lamentou ainda casos de violência contra militantes de esquerda e do PT, dizendo que "disseminaram o ódio ao PT". 

Lula ironizou dizendo que mesmo contra a vontade dos adversários, Dilma será reeleita. "Dilminha, mesmo contra a vontade da imprensa e do adversário, você será reconduzida à Presidência da República."

Dilma Rousseff

Em seu discurso, Dilma falou com os milhares de presentes que respondiam com palavras de ordem e gritos calorosos. "Queria agradecer essa imensa força que vem da periferia da maior cidade do Brasil. Aqui está diversidade, a cor do país", disse.

Dilma também comparou a vida da população antes do governo Lula com a de hoje. “Antes, podia-se batalhar o que quisesse que não se conquistava uma vida melhor. Agora nós temos condições de batalhar por uma vida melhor, cada vez melhor. E é isso que vai ser julgado na urna, no dia 26”.

"Este país não pode aceitar o preconceito"

A presidenta falou ainda do seu comprometimento com os movimentos sociais. “Eu tenho o compromisso de lutar contra a discriminação à juventude negra nesse país, contra os autos de resistência. Assim como tenho um compromisso de lutar contra a violência que vitima a mulher e também lutar contra a homofobia, temos que criminalizá-la, reafirmou. E para desenvolvermos, disse a presidenta, “vamos precisar de uma reforma política”, lembrou.

O Brasil tem de ter dois fundamentos morais nessa nova etapa, disse Dilma. O primeiro é a igualdade de oportunidades e o segundo, o combate sem tréguas à corrupção.

Descontraída, Dilma pediu a colaboração de todos para o êxito nestas eleições. “Eu tenho certeza e peço que vocês me ajudem a fazer que se torne realidade a vitória. Vamos ganhar essa guerra, moçada, essa guerra do bem, das boas intenções, do governo justo, essa guerra da paz. Vamos juntos e misturados votar com consciência, com paz e amor no coração, no 13!”




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