sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Deputados entram com ação no Ministério Público contra Mainardi





Com sério problema familiar com o qual nunca conseguiu lidar, Mainardi destila seu ressentimento odiando Lula, Dilma e o povo.




Deputados entram com ação no Ministério Público contra Mainardi 

Ontem, quinta-feira (6), a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), junto com mais cinco parlamentares, entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o jornalista Diogo Mainardi, por conta dos comentários discriminatórios contra o povo nordestino.
  

No dia 26 de outubro, após o resultado que confirmou a reeleição de Dilma Rousseff na Presidência da República, o programa Manhattan Connection, transmitido pela Globonews, veiculou comentário de Mainardi se referindo à população nordestina como “bovina”. 


“O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno em relação ao poder. É uma região atrasada, pouco educada, pouco instruída, que tem uma grande dificuldade para se modernizar. A imprensa livre só existe da metade do Brasil para baixo. Tudo que representa a modernidade está do outro lado”, afirmou o jornalista, que atribui a vitória de Dilma ao voto dos nordestinos, esquecendo que a presidenta venceu a eleição no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, estado do adversário Aécio Neves.

Para a deputada Luciana Santos, Mainardi incitou a “violência e a intolerância” com seu comentário. “Este tipo de comentário ajuda a disseminar atitudes discriminatórias, como essas que temos visto. Por isso, achamos importante a investigação e punição. Preconceito é crime e não pode ser confundido com liberdade de imprensa”, alega.

A representação pede que o jornalista seja investigado “pela prática do crime de racismo, agravado por ser cometido através de meio de comunicação social, tipificado no art. 20, § 2º da Lei 7.716/1989”. No dia da veiculação do comentário, a Globonews tinha aumentado em mais de 200% sua audiência – em relação ao domingo anterior – por conta divulgação de informações sobre o resultado do pleito.

De acordo com o documento, os parlamentares querem ainda a responsabilização solidária da Globo Comunicação e Participações S.A. por dano moral coletivo, por instrumentalizar a ofensa à sociedade e ao convívio social; além da retratação pública do canal Globonews e a veiculação em sua programação de mensagens sobre igualdade regional, o povo nordestino e o Nordeste.

Na opinião da deputada Erika Kokay (PT-DF), uma das signatárias da representação, o comentário de Mainardi “estimula o ódio e o preconceito” e não pode ser ignorado pelo poder público.

“Não podemos achar natural que um veículo e um jornalista possam destilar tanto ódio contra uma parte dos brasileiros e contra a vontade popular que se expressou pelas urnas, pela via democrática. A fala do jornalista incita o ódio e a discriminação. Acima de tudo, essa fala atenta contra o Estado Democrático de Direito e contra a dignidade humana e atitudes como estas precisam ser punidas”, afirma a parlamentar.

A representação também foi subscrita pelas deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA) e pelos deputados Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara; Pedro Eugênio (PT-PE), coordenador da bancada do Nordeste; Luiz Couto (PT-PB), e Beatriz Barbosa, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

No último domingo (2), o comentarista de política chegou a se retratar e disse que queria se referir, no calor das declarações, ao apoio maciço da população da região à Dilma.




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