domingo, 30 de novembro de 2014

São Paulo impediu que miséria em 2013 no Brasil caisse ainda mais





SÃO PAULO - UMA FAVELA INCENDIADA A CADA MÊS.




Em 2013, ano em que a miséria parou de cair no Brasil pela primeira vez desde 2003, primeiro ano do governo Lula, a maior contribuição para a estagnação da queda veio de São Paulo, estado mais rico e populoso da Federação e governado pelo PSDB há mais de dez anos.


A conclusão é de estudo feito a pedido da Folha por pesquisadores associados ao Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade(Iets) com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios(Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Segundo o levantamento, apareceram em 2013 no Brasil mais 834 mil pessoas extremamente pobres. Dessas, 125 mil viviam em São Paulo, cerca de 15%. Em nenhum outro estado, mesmo na região Nordeste, a mais pobre, o aumento do número de miseráveis foi maior naquele ano. Em segundo lugar está o Maranhão e em terceiro, o Pará. O Nordeste, no entanto, ainda é a região com maior número de miseráveis, 3,6 milhões, mais da metade do total de pessoas extremamente pobres do país.

Três estados nordestinos, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte, estão entre os que menos contribuíram para a evolução da miséria em 2013, segundo o estudo. Na Bahia, o número de miseráveis diminuiu. Além dela, só o Distrito Federal teve também decréscimo.

O estudo indica uma piora generalizada no acesso da população extremamente pobre ao mercado de trabalho e a deterioração da qualidade dos postos de trabalho. Mas mostra que a escolaridade dos miseráveis melhorando e o analfabetismo diminuindo, ainda que num ritmo mais lento.

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo não quis comentar as conclusões do levantamento. Para o Ministério do Desenvolvimento Social, houve apenas "uma flutuação estatística", e que a miséria é menor do que sugerem algumas interpretações.

Pelo Iets, 6% dos brasileiros eram extremamente pobres em 2013. Para o ministério, a taxa cai para 3% se forem descontadas da amostra pessoas que se declararam sem renda e os que não têm perfil de miseráveis, pelo nível de educação e pelo acesso a bens e serviços.




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