terça-feira, 30 de junho de 2015

A visita de Dilma aos EUA matou o último surto golpista









A visita de Dilma aos EUA matou o último surto golpista, surgido na esteira das delações forjadas e manipuladas de Ricardo Pessoa, presidente da UTC.

Vão surgir outros, mas esse último morreu. Merval deve ter voltado a chorar muito.

Dilma atacou a serpente golpista pelos dois lados: pelo econômico e pelo político.

Pelo econômico, a presidenta promoveu o seu plano de infra-estrutura no Brasil e conversou com a elite do capitalismo imperial.

A elite imperial sabe que Dilma está disposta, mais que qualquer outra governante, a investir em infra-estrutura.

Dilma fez o governo que mais investiu em infra-estrutura em nossa história.

Nesse quesito, Lula fez um bocado, mas Dilma fez mais. A comparação com os tucanos, então, é covardia: eles não fizeram nada.

Dilma construiu refinarias, transposições, hidrelétricas, plataformas, ferrovias, linhas elétricas, sem falar em estádios, conjuntos habitacionais, creches e unidades de saúde.

Já o governo de SP, administrado há mais de 20 anos pelo PSDB, não investiu sequer numa infra-estrutura hídrica básica, que permitisse ao paulista tomar seu banho e beber sua água tranquilamente.

As recentes conspirações midiatico-judiciais tem como estratégia central asfixiar a economia brasileira, através da paralisação de grandes obras. Não é por outra razão que Moro deseja que a Odebrecht interrompa todas as suas obras feitas junto a municípios, estados e governo federal.

Entretanto, com a entrada da China, e agora a venda de concessões para investidores americanos, Dilma deu um xeque-mate nos golpistas.

Se os procuradores e o juiz Sergio Moro insistirem na loucura de quebrarem as maiores empresas brasileiras de construção civil, será uma lástima. Mas o Brasil irá superar mais esse golpe e veremos outras empresas, inclusive estrangeiras, substituindo as vítimas de Moro.

Dilma sabe qual é o jogo, e por isso atacou frontalmente a estratégia central do golpe que tentam aplicar em seu governo e em seu partido: o golpe da delação premiada.

“Não respeito delator”, afirmou Dilma.

É um recado forte da presidenta contra o circo midiático da Lava Jato, inteiramente montado numa quantidade ridícula de delações.

Junta-se um grupo de delatores, os quais combinam seus depoimentos, dizendo exatamente o que os procuradores e os jornais golpistas querem ouvir, e pronto.

Após delatarem, o juiz-justiceiro lhes deixa ir pra casa, os procuradores golpistas páram de perseguir suas famílias, e a mídia ganha conteúdo sensacionalista para vender mais crise.

O que tem atrapalhado mais as conspirações judiciais é que elas não podem se estender para fora do país.

Os juízes brasileiros ainda não podem mandar prender os presidentes de China e EUA.

O máximo que eles fazem é bater na porta do Tio Sam e pedir ajuda para destruir a Odebrecht e Petrobrás.

Mas não podem impedir americanos e chineses de virem investir no Brasil, com ou sem Lava Jato.

Leia a matéria abaixo.

***
No El País.

Dilma ‘vende’ concessões nos EUA e desdenha de delação da Lava Jato

Presidenta promove plano de infraestrutura. A jornalistas, diz que “não respeita delator”

ANTONIO JIMÉNEZ BARCA, de Washington 29 JUN 2015 – 23:12 BRT

A presidenta Dilma Rousseff chegou aos Estados Unidos esta semana para ‘vender’ o plano de investimento em logística, enquanto a temperatura das investigações da Lava Jato sobe no Brasil. Em Nova York, primeira etapa de sua viagem aos EUA, a presidenta tentou convencer empresários e representantes de fundos de investimento sobre o futuro promissor da infraestrutura no Brasil. Ela apresentou à plateia de investidores o plano de infraestrutura que prevê uma injeção de recursos (privados) de 200 bilhões de reais e garantiu, entre outras coisas, que o fato de que existam empresas públicas e privadas sendo investigadas não afetará os negócios. Era uma clara referência ao caso Petrobras, que envolve os presidentes das maiores empreiteiras do país, acusados de envolvimento num esquema de subornos a altos funcionários da petroleira, atravessada de cima a baixo por uma trama corrupta que operou por muitos anos.

Aos jornalistas que a esperavam no final, a presidenta foi mais enfática para blindar o plano de concessões. Ela procurou desqualificar a delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC, que, segundo informações vazadas de seu depoimento, afirmou ter pago caixa 2 para diversos representantes do PT, incluindo o atual ministro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha à reeleição de Rousseff na reta final da corrida eleitoral. “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora naquela época”, disse a presidenta, numa reação emblemática ao depoimento do ex-presidente da UTC, Ricardo Pessoa, que vazou para a imprensa na semana passada.

Aos investidores, porém, Rousseff procurou ressaltar o mar de oportunidades no país continental onde há tudo por fazer, apesar da crise política e econômica do momento. “Estamos em uma fase de construção das bases para um novo ciclo de expansão do crescimento. E faz parte dessa estratégia a adoção de medidas de controle da inflação e a busca do equilíbrio fiscal, bem como todas as medidas de incentivo ao investimento e, sobretudo, ao aumento da produtividade”, disse a presidenta.

Ela lembrou que o Brasil precisa de estradas, ferrovias, aeroportos, infraestruturas imprescindíveis para os brasileiros. No longo prazo, isso significa que há uma demanda latente para esse tipo de obra pública, segundo Rousseff. Era uma mensagem para que os investidores presentes se interessassem pelo plano, cujo sucesso depende da iniciativa privada –brasileira e estrangeira– que se dedique aos projetos e os assuma confiando que ganhará dinheiro com sua exploração.

Mas, a julgar pelas objeções de integrantes da plateia, o que pode dificultar a adesão dos donos do capital privado ao plano de infraestrutura não são os ecos da Lava Jato. Muitos empresários e representantes de fundos de investimento se queixaram da excessiva regulação, da burocracia brasileira e da atual volatilidade do real. Eles pediram estabilidade monetária e contenção da inflação como premissas para aderir aos projetos apresentados pela presidenta.

Mais comércio entre Brasil e EUA
Além de vender o plano de investimentos em logística, Rousseff trabalha para ampliar o intercâmbio comercial com os Estados Unidos, hoje na casa dos 62 bilhões de dólares anuais. A presidenta lembrou que já há 3.000 empresas americanas estabelecidas no Brasil e que o setor privado brasileiro vem ampliando também a sua presença em território americano. Ela lembrou que os dois países têm uma ampla história de cooperação e compromisso tecnológico e apelou para a confiança como necessária para atrair mais investimentos estrangeiros. “Somos otimistas sobre nossa capacidade de aumentar o nível de cooperação entre os governos e empresários”, assinalou a mandatária.

Rousseff afirmou que a sua intenção é trabalhar junto com o presidente Barack Obama para estreitar e aumentar as relações comerciais entre as duas nações. “É minha intenção trabalhar junto com o presidente Barack Obama. Estamos verdadeiramente interessados em desenvolver mais as relações com os Estados Unidos, com a sociedade e círculos acadêmicos”, completou Rousseff na sua primeira viagem oficial aos EUA depois de cancelar a visita em 2013, logo após o incidente de espionagem relevado pelo ex-agente da Agência de Segurança Nacional, Edward Snowden. Na sequência, a presidenta seguiu para Washington, onde se encontrou com o presidente Obama para visitar o monumento ao ativista Martin Luther King. Os dois presidentes jantam esta noite na Casa Branca.


Nesta terça-feira, o dia mais importante da visita aos EUA, ela se encontra novamente com Obama para discutir uma pauta diversificada, que passa por mudança climática e novos negócios. Os dois vão discutir sobre vários temas, mas, sobretudo, tentarão deixar para trás, de uma vez por todas, o incidente de espionagem que congelou a relação diplomática entre as duas nações por dois anos.




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