quinta-feira, 25 de junho de 2015

Inspirados no Kata Guris e Revoltados Online, comitiva de Aécio borra as calças e bate em retirada





A única foto em que Cássio Cunha Lima não aparece




A viagem dos oito senadores à Venezuela teve inspiração em dois episódios recentes similares: a Marcha da Liberdade, empreendida pelos kataguiris de São Paulo a Brasilia, e o passeio de Marcello Reis, chefão dos Revoltados On Line, a Salvador durante o congresso do PT.
Todos os casos envolvem um suposto esforço superior, um tour de force, para enfrentar o “inimigo” na casa dele. Assim como todos eles se utilizam da tática de bater a carteira e gritar pega ladrão. Especificamente com relação a Reis e os parlamentares, a ideia é ir a um lugar onde não são bem vindos, provocar uma confusão, levar um troco e, afinal, posar de vítima.
A imbroglio de Caracas é farsesco do início ao fim. Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e combinaram de ver as mulheres de políticos detidos e estudantes oposicionistas por “razões humanitárias”, de “solidariedade”, segundo Aécio.
Enquanto o pedido para o vôo oficial era examinado, venderam à imprensa que ele fora vetado. O jornal O Globo, numa cobertura acintosa, comprou toda a balela de primeira, com direito a troca de título de matéria quando a versão dos senadores ficou insustentável.
Ronaldo Caiado mentiu no Brasil e na capital venezuelana. No Twitter, escreveu que a van que levava a turminha havia sido apedrejada. Completou alegando que estava impossibilitado de colocar o vídeo no ar por causa da internet ruim. Até agora as imagens continuam indisponíveis.
Os homens voltaram para casa por causa de um engarrafamento atribuído a uma sabotagem.
As únicas pessoas que correm o risco de acreditar na missão são os fanáticos de sempre. A Venezuela, como qualquer país do mundo, tem direito de não permitir a entrada de políticos assumidamente contra o regime. Leopoldo López não sairia da penitenciária depois de falar com o senador Petecão (Petecão!!!).
Mas isso jamais importou. Nunca foi pelos motivos elevados que Aécio elencou, mas para criar mais instabilidade para o governo e aparecer na mídia amiga jogando lenha na fogueira do “bolivarianismo”. Veja que coincidência: no dia da visita, a TV Cultura pôs no ar um antigo Roda Viva com a mulher de López, Lilian Tintori.
De certo modo, Aécio prestou um tributo ao anão moral Kim Kataguiri, o pequeno reaça cabeludo que traiu ao não comparecer no encerramento do marcha. Vem de qualquer revoltado on line a lição fascista de inverter a lógica democrática em nome da democracia, instigando distúrbios para reclamar deles, ensaiando golpes enquanto se reclama de golpismo.
Na noite em que os oito panacas retornaram, o Movimento Brasil Livre anunciou que está organizando um ato na frente do consulado venezuelano em São Paulo “em decorrência do ataque orquestrado por Maduro”. Importante: “TRAGAM CADEADOS!”
Vai ser uma bela cena quando todos se acorrentarem ao portão, em torno do mesmo ideal (e de Petecão; o que é Petecão??). Ali perto ficam bons restaurantes e dá para ir e voltar rapidinho.



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