sexta-feira, 3 de julho de 2015

JOANNA MARANHÃO: 'NO PAN, NÃO REPRESENTO QUEM APLAUDE EDUARDO CUNHA'










A nadadora pernambucana Joanna Maranhão publicou vídeo em sua conta no Facebook para criticar a aprovação, pela Câmara, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos.
A nadadora, que disputar pelo Brasil os Jogos Pan-Americanos no Canadá, disse que não irá representar "quem aplaude" os deputados federais Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ).
"Vou para o Pan-Americano defender o meu país, mas não vou estar representando essas pessoas que batem palma para Feliciano, Bolsonaro, Eduardo Cunha, Malafaia... Não são vocês que eu estou representando. A torcida de vocês não faço questão nenhuma de ter. Do Eduardo Cunha, Daniel Coelho (PSDB-PE), do pessoal da bancada de Pernambuco que votou a favor (da redução da maioridade penal). É pelas outras pessoas", disse Joanna.
A nadadora foi finalista olímpica aos 17 anos e revelou em 2008 que sofreu violência sexual quando criança. Em 2013, decidiu se aposentar da natação, porque se dizia cansada de brigar contra a gestão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Passou, então, a se dedicar à ONG Infância Livre, que acompanha crianças e adolescentes vítimas de violência infantil em Pernambuco.
"Criei uma ONG que acho que teria muita adesão se tivesse criado uma gangue pra espancar pedófilo. Porque aí as pessoas iam falar 'ah, que legal, tem que espancar mesmo'. Mas como eu montei uma ONG para se prevenir dos pedófilos e tratar dos próprios pedófilos, entender que tem outro caminho para erradicar esse problema, como a minha proposta demanda muito mais tempo, a adesão é pequena", lamentou ela no vídeo.
A nadadora não é filiada a nenhum partido político e garante que não tem interesse em se candidatar um dia. "Eu seria expelida pelo sistema". Além da Infância Livre, Joanna ajuda o namorado, o judoca Luciano Corrêa, que oferece treinos para crianças carentes em Belo Horizonte e em Piranhas (AL).




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