quarta-feira, 1 de julho de 2015

LULA REUNE LIDERANÇAS EM BRASÍLIA E TRAÇAM PLANO DE REAÇÃO CONJUNTA CONTRA O GOLPE









O ex-presidente Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, e as bancadas petistas na Câmara e no Senado acertaram ontem um plano de reação conjunta ao cerco político que vem se fechando contra o governo Dilma. Lula e Rui farão viagens pelo país buscando reconectar o partido com os movimentos sociais e com sua base histórica, enquanto no Congresso as duas bancadas tratarão de unificar o discurso e a ação em defesa do governo, resistindo à agenda conservadora com propostas que apontem para a superação das dificuldades econômicas.
"Não existe PT sem Dilma ou sem Lula nem vice-versa", disse o ex-presidente, conclamando os petistas a uma ordem unida diante da conjuntura que se agravou com o vazamento de partes da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Tão grave como o "vazamento seletivo" ele considerou a ofensiva do TCU para rejeitar as contas do governo Dilma em 2014. Diferentemente do que fez dias atrás, evitou críticas ao governo e fez uma firme exortação à defesa do mandato de Dilma.
– Saímos fortalecidos deste encontro para reagir à ofensiva conservadora. Como pode este estardalhaço porque houve uma doação legal de R$ 7,5 milhões para a campanha da presidente e nem se fala da doação de R$ 8,3 milhões para a campanha de Aécio? Vamos reagir aos ataques e à agenda conservadora do Congresso, que amanhã mesmo tem a redução da maioridade penal na Câmara, enquanto no Senado vão discutir as mudanças no pré-sal – disse ao 247 o líder da bancada na Câmara, Sibá Machado.
Segundo o líder do governo, José Guimarães, Lula e Rui Falcão farão um giro pelo país "recordando as conquistas destes últimos 12 anos para as plateias que vêm sendo intoxicadas pela enxurrada de denúncias da Lava Jato, que seleciona vazamentos para nos atingir". Não estou vendo, disse ainda, "nenhuma indignação com as revelações que envolvem tráfico de influência do filho do presidente do TCU, por exemplo".
Lula considerou a conjuntura grave, admitiu que o quadro deteriorou-se mais nas últimas horas mas tratou de animar o partido, dizendo que o PT "poderá sair fortalecido lá na frente" se nenhum deles abaixar a cabeça e se forem capazes de se comunicar com a sociedade e com o movimentos sociais, dizendo claramente o que está em jogo. Insistiu para que expliquem o ajuste fiscal como uma necessidade do momento que vai garaatir, em seguida, a retomada do crescimento e a continuidade das mudanças sociais.
Nesta terça-feira pela manhã Lula toma café com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Neste momento em que a oposição retoma a bandeira do impeachment de Dilma, o PMDB é uma espécie de pêndulo da balança. Um eventual afastamento de Dilma abriria caminho para a posse do vice-presidente Michel Temer, de quem Renan não é exatamente um fiel escudeiro. Neste momento, mais que em qualquer outro, é importante para o PT evitar que o PMDB se alie à oposição na tentativa de remover Dilma do Planalto.




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