sábado, 22 de agosto de 2015

"CUNHA... GUERREIRO!..." - MAIS UM DESMORALIZADO





"Cunha guerreiro", "mexeu com ele, mexeu comigo", grita Paulinho sem Força



Jornal GGN - Um dia após ter sido denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Lava Jato, pela Procuradoria Geral da República, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) foi recebido, em um evento organizado por Paulinho da Força (SD), aos gritos de "guerreiro do povo brasileiro", "mexeu com ele, mexeu comigo", e "ai, ai, ai, agora a Dilma cai".
Segundo informações de O Globo, o evento no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo foi organizado pela Força Sindical e divulgado na quinta-feira (20), poucas horas antes de a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot contra Cunha ser protocolada no Supremo Tribunal Federal.
O presidente da Câmara é acusado de receber propina no esquema de corrupção instaurado na Petrobras. Ele teria, segundo a denúncia de Janot, feito uso até mesmo de doações à Igreja Evangélica Assembleia de Deus para cobrar pagamentos em espécie do lobista Julio Camargo, que trabalhava para a Samsung em um contrato de fornecimento de navios sonda à estatal de petróleo.
Deputados encabeçados pelo PSOL reagiram à denúncia solicitando o afastamento imediato de Cunha de sua função de presidente da Câmara. O jurista Luiz Flávio Gomes, em entrevista aoGGN, levantou a tese, que invoca o artigo 86 da Constituição, de que ninguém na linha de sucessão presidencial pode ser réu diante do Supremo (leia mais aqui).
No evento da Força Sindical, Cunha disse que é direito seu permanecer no comando da Câmara enquanto o processo "que será longo", na opinião dele, não for concluído. "Renúncia não faz parte do meu vocabulário e nunca fará. Assim como a covardia. Não há a menor possibilidade de eu não continuar à frente da Câmara", disparou, segundo relatos de O Globo.
O evento da Força tinha a intenção de discutir projetos no Congresso que interessam ao sindicato, mas acabou virando um ato de homenagem e apoio ao peemedebista. Gritos de "Fora Dilma" também foram entoados pelos militantes. Paulinho da Força, por sua vez, disse que Cunha é a pessoa mais "correta" que ele já conheceu na vida e o chamou, também, de "herói", segundo a Folha desta sexta-feira (21).
Cunha voltou a insistir na linha de defesa que abandona argumentos que contrariem o que a PGR apresentou contra ele, e preferiu atacar o governo, dizendo que há um acordão entre Janot e aliados de Dilma para incriminá-lo.
"É muito estranho que num dia em que tem evento [organizado por CUT e outros movimentos sociais contra o impeachment] daqueles que recebem dinheiro público, pão com mortadela [...], querem achar que toda essa lama tenha que ir para o colo de alguém que não participou dela", disse, segundo a Folha.
Ele afirmou categoricamente que é inocente e que não vai usar seu poder para retaliar "quem quer que seja".






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