domingo, 9 de agosto de 2015

NAGASAKI: HÁ 70 ANOS O "SOL" DESABAVA EM BRASA SOBRE 200 MIL CIVIS



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 O antes...

e o depois.

Com esta sétima publicação seguida sobre o maior crime cometido contra humanos em todos os tempos, que foi o uso da energia nuclear pelos EUA em forma de bombas, atiradas sobre civis, na sua maioria idosos, mulheres e crianças, nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, me dou por satisfeito este ano, nesta tentativa de divulgar quem são os verdadeiros carniceiros terroristas do planeta Terra.

 Comemorações em Washington e Wall Street pelo êxito das bombas.
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Enquanto os Japoneses choravam seus mortos e abaixavam suas cabeças diante do criminoso, Wall Street festejava a vitória, mesmo a esse custo, pois, para os norte americanos a única importância é a vitória, custe o número de vidas que custar ao inimigo, sem importar de forma alguma se serão considerados criminosos de guerra.
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 As primeiras gerações após os covardes ataques.
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Uma nação que detém bases militares espalhadas em 155 países, forças armadas maiores que as de todos os países do planeta juntas, poder de veto no Conselho de Segurança de uma instituição falida há dezenas de anos e sem a menor condição de evitar a prática de invasões de nações e destituições de líderes que não são simpáticos a essas práticas e a seus executores, deveria estar vermelha de vergonha.
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È a consciência desses crimes que faz com que mantenham todo esse poderio militar, já que metade do planeta quer esganá-los.




O Sol é, na maioria das culturas, inclusive as mais antigas, universalmente reverenciado como a fonte da vida. É a grande estrela que nos traz a luz do dia e nos permite vislumbrar, pegar ou apalpar, as coisas que antes, na escuridão, apenas pressentíamos.
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Os japoneses, por sua vez, tinham (não sei mais se ainda têm) uma relação ainda mais especial com o Sol. Além da presença dele na sua Bandeira Nacional, a origem do nome do país, vem do chinês Jin-pun, e deu origem a Ni-pon, "o país do Sol Nascente". De fato, é lá, nas mais de três mil ilhas que compõem o Japão, que a humanidade contempla primeiro os raios brilhantes do astro rei.
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De lá pode-se ver o alvorecer antes dos outros povos. Imagine-se, portanto, a surpresa e a perplexidade da população de Hiroshima – a primeira a ser atingida - quando verificou que o sol, aquele mesmo sol que nascera poucas horas antes naquele 6 de agosto medonho, ao invés de seguir adiante para irradiar outras terras, simplesmente desabou em brasas sobre a sua cidade.
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As gerações seguintes.
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Certamente deve ter sido assim que os habitantes que não evaporaram no primeiro segundo, interpretaram, nos segundos seguintes que antecederam as suas mortes, aquele clarão imenso, cegante, que se expandiu frente a seus olhos. Para eles, o Sol revoltara-se contra o Japão! 
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Outros, mais à distância do epicentro da explosão, que se deu a 580 metros acima da Ponte Aioi, ainda puderam ver como os ferros se retorciam, os vidros derretiam, como as paredes se esfarelavam, como o chão embaixo deles ardia, e as águas do rio ferviam.
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 Desde 1991 os EUA vêm utilizando petardos com urânio, causando deformidades genéticas.
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Os físicos calcularam depois que, nas proximidades da explosão das duas Bombas Atômicas, a temperatura oscilou entre 3 a 4 mil graus Celsius, três vezes o suficiente para fundir o ferro.
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Pelas ruas daquelas duas cidades, os poucos sobreviventes, misturados a cavalos, bois, cachorros e outros animais, disparavam em todas as direções enlouquecidos pelas queimaduras e pelo pavor de não entenderem sequer o que estava acontecendo.
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A pele dos humanos derretia como sorvete ao sol, suas mãos perderam a pele e a pouca carne, enquanto seus cabelos pulverizaram-se nos milésimos do primeiro segundo.
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De outros, os olhos simplesmente saltavam das órbitas. A nuvem negra que os cobriu, em 20 segundos avançou num raio de 11 quilômetros, devorando, insaciável, tudo que encontrou pelo caminho, tivesse vida ou não.
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Incinerou tudo à sua passagem. Quando finalmente fez-se silêncio, mais de 300 mil pessoas tinham perecido nas duas cidades pelas mais terríveis e diversas formas que se possa imaginar.
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Em 1938, após receber a visita de um físico refugiado alemão, Einstein alertou o presidente Roosevelt sobre as conseqüências dos progressos da física moderna que permitiriam, em breve, a fabricação de um artefato nuclear - uma superbomba - e recomendou a Roosevelt a sua imediata construção.
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Passados 28 meses, ao custo abismal de 2 bilhões de dólares (em valores daquela época), no dia 16 de julho de 1945 deu-se a primeira explosão experimental no Deserto de Álamo Gordo, no Estado de Nevada.
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O passo seguinte foi despejá-las sobre o Japão, que ainda resistia, embora cambaleante. A decisão final foi tomada pelo Presidente Harry Truman, que, desde maio de 1945, havia sucedido o falecido Roosevelt.
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Era a oportunidade de ouro – na visão dos criminosos – de mostrar ao mundo do que eram capazes, não tanto por possuírem a bomba, mas, e principalmente, pela falta de escrúpulos em utilizá-la.
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Daí o receio do líder cubano Fidel Castro que tem escrito insistentemente nos últimos meses sobre o iminente risco de se desencadear, sob o comando dos EUA, um conflito nuclear no Oriente Médio.
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 Deformidades ainda na quinta geração.
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Com certeza, se os Estados Unidos tivessem sido derrotados na guerra contra o Japão, o Presidente Harry Truman, o general Leslie Groves - apelidado de o General Atômico - o coronel-aviador Paul Tibbetts, e os físicos chefiados por Oppenheimer, teriam sido julgados e condenados por crimes horrendos contra a humanidade.
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Afinal, o artefato mortífero que jogaram sobre as duas cidades nipônicas, ceifou a vida de mais de 300 mil civis nas primeiras horas, elevando-se esse número para mais de meio milhão ao longo dos anos seguintes, e o nascimento até os dias de hoje de crianças monstruosamente deformadas. Mas, a vitória, como sempre acontece, absolve tudo, e aos olhos dos americanos e seus aliados, eles foram heróis. Mas, aos meus e de outros milhões de seres, são o exemplo vivo da desfaçatez, da hipocrisia e da barbárie.


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