quarta-feira, 2 de setembro de 2015

BRASIL CHEGARÁ A 2017 COM 2 MIL MEGAWATTS DE ENERGIA SOLAR









Com a realização do leilão de energia na segunda-feira, 31, pela Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel), no qual foram comercializados 833,81 MW, fez com que a previsão para ativações até 2017 chegasse a 1.930,33 MW. É um salto enorme comparados aos poucos 15,23 MW atualmente em operação.
O preço médio do MWh vendido ficou em R$ 301,79, com deságio de 13,5%, bem acima do que tem ocorrido nos últimos leilões de energia. Foi comercializada a energia de 30 novas usinas na Bahia (12).
O certame viabilizou usinas na Bahia (12), Piauí (9), Minas Gerais (5), Paraíba (3) e Tocantins (1), que representarão investimentos de cerca de 4,3 bilhões de reais, segundo a Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE). Entre as vencedoras do leilão aparecem a italiana Enel Green Power, com 14 usinas, e a joint venture entre a norte-americana SunEdison e a brasileira Renova, com dois parques.
Para novembro deste ano está previsto leilão de energias alternativas, no qual espera-se mais uma vez o sucesso da energia solar. O site Energia Mapeada, que faz o acompanhamento dos dados de energia no Brasil, elaborou o quadro abaixo, com os valores em Megawats (MW) para 2017:


A Região Nordeste é a mais favorável para geração de energia porém, em muitos Estados fora do Nordeste, há áreas com ótimo potencial de geração. As grandes vantagens da energia solar são a velocidade para implantação das usinas, mínimo impacto ambiental, baixo custo de manutenção, e possibilidade de localização junto aos grandes centros consumidores, evitando longas linhas de transmissão.
Segundo o engenheiro Alarico Neves, que mantém o site Energia Mapeada, devido a queda acentuada dos custos de implantação e manutenção desta modalidade de energia, não será surpresa alguma se superar o forte interesse dos últimos anos pela energia eólica.
Pela média internacional, para cada Megawatt instalados, são gerados 9 empregos diretos e 15 indiretos, na fase de construção das usinas. Após essa etapa, para manter as usinas operando, basta um empregado direto para cada MW.
Quanto à geração de energia solar nos telhados das casas, sucesso nos Estados Unidos e Europa, o Brasil continua patinando devido à burocracia das distribuidoras de energia e a cobrança de impostos, principalmente o ICMS, sobre a energia gerada. Apenas São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará adotaram a medida de isentar a cobrança de ICMS.




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