sexta-feira, 18 de setembro de 2015

DERROTADO NO STF, CUNHA PREPARA VINGANÇA





Esse canalha é o 3º na linha sucessória da Presidência da República. Cadei nele antes que isso aconteça.



A jogada ensaiada com o ministro Gilmar Mendes não deu certo. Eduardo Cunha foi o grande derrotado na goleada por 8 a 3 imposta pelo STF contra o 'liberou geral' da grana de empresas para campanhas eleitorais aprovado pelos deputados fiéis ao presidente da Câmara.


Afinal, oficializar o financiamento empresarial das campanhas, que permitiu a Cunha montar sua própria bancada, era o principal - na verdade, o único - objetivo da sua reforma política.

Não era o dia de Cunha. Na noite da mesma quinta-feira, o presidente da Câmara botou a camisa rubro-negra para torcer pelo Flamengo no Mané Garrincha, em Brasília, e viu seu time perder por 2 a 0 para o Coritiba.

Engana-se, porém, quem imaginar que o grande líder de fato das oposições ao governo vai se dar por vencido. A disputa pelo poder central está só começando.

Antes de ir para o estádio, à tarde, Eduardo Cunha promoveu um ato solene no gabinete da presidência para receber o principal pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que passa a ser seu maior trunfo contra as denúncias que envolvem seu nome nas propinas da Operação Lava Jato. Para ele, a melhor defesa sempre foi o ataque.

Além dos principais líderes dos partidos de oposição, participaram da solenidade dissidentes da base governista e representantes dos movimentos de rua, tendo à frente o jurista Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça de FHC. "Lutamos contra a ditadura dos fuzis, agora lutamos contra a ditadura da propina", proclamou o jurista, ao passar a papelada para um sorridente Eduardo Cunha. Todos pediram pressa ao presidente da Câmara.

Agora, está nas mãos dele o destino do governo petista. Enquanto a tropa de choque das oposições se posicionava na Câmara, o ex-presidente Lula chegava ao Palácio da Alvorada para discutir com Dilma os próximos passos do enfrentamento da crise, com as votações do pacote fiscal e a reforma ministerial.

Após a reunião, anunciou-se novamente que Lula irá às ruas para defender o governo, o que não aconteceu das outras vezes, embora tenha restrições ao pacote fiscal. Pode ser tarde demais.

Para dar uma ideia do clima desfavorável ao PT, recomenda-se não começar por João Pessoa, na Paraíba, a única capital nordestina governada pelo partido. O prefeito Luciano Cartaxo anunciou na mesma quinta-feira que irá sair do PT e se filiar ao PSD para disputar a reeleição. "Não queremos e não vamos perder mais nenhum minuto sequer com explicações sobre erros que outras lideranças tenham, eventualmente, cometido", justificou.

Em São Paulo, lideranças de 40 movimentos sociais e sindicatos - a antiga base do PT na época da fundação do partido - marcaram para a tarde desta sexta-feira um ato de protesto na avenida Paulista contra as medidas anunciadas pelo governo, que jogam nas costas dos trabalhadores, segundo elas, uma crise "produzida pelo capital".

Em Brasília, pelo mesmo motivo, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, outro setor historicamente ligado ao partido, anunciou greve geral para a próxima quarta-feira, em protesto contra a decisão do governo de adiar de janeiro para agosto o reajuste da categoria. No mesmo dia, estão previstos protestos do MST e do MTST, duas siglas que sempre apoiaram os governos petistas.

"Lula está triste, estamos encurralados. Precisamos sair dessa situação", desabafou Frei Chico, o irmão mais velho de Lula, durante almoço ontem num bar ao lado da sede do PT, no centro de São Paulo.

E vida que segue.



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