sábado, 19 de setembro de 2015

OS GOLPISTAS EDUARDO CUNHA E MENDONÇA FILHO A CAMINHO DO ESGOTO DA HISTÓRIA









Na noite desta terça-feira (15), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou questão de ordem solicitada pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE) sobre o andamento do processo de impeachment presidencial. Apressadamente, o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), vice-líder do governo, e a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), subiram à tribuna da Câmara para defender a democracia e o mandato da presidenta Dilma Rousseff.

“Aqueles que pensam que Dilma Rousseff é igual a Fernando Collor de Melo irão se surpreender. Haverá luta política de nosso povo. Aqui no Brasil tem organização, os trabalhadores irão defender as conquistas. Não adianta querer fazer atalhos. Na mão grande ninguém levará o mandato da presidenta Dilma”, rebateu o více-líder do governo, Orlando Silva (PCdoB-SP).


Nos bastidores da Câmara, já haviam rumores de que partidos da oposição fariam o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff esta semana, mas eles aproveitaram a sessão no Plenário da Casa para dar início às tratativas de impeachment. A questão de ordem foi subscrita por deputados do PSDB, do Solidariedade, do PPS, do PSC e do PTB – mesmo grupo que na última semana lançou um movimento pró-impeachment. O líder do DEM pediu que todas as dúvidas sejam esclarecidas em três sessões.

“O DEM quando se presta a este papel demonstra que é legítimo herdeiro da Arena, o partido que sustentou o regime militar no Brasil. Não adianta querer cortar caminho, atitude democrática é aguardar as eleições de 2018. Vocês têm de ir para a rua ganhar voto a voto. Hora de crise é momento de refletir e construir alternativas para retomar o crescimento nacional. O povo lá fora não quer saber de briga entre governo e oposição, mas que responda aos desafios que o país enfrenta”, destacou o deputado Orlando Silva, em um tocante discurso.


O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a legitimidade do mandato da presidenta Dilma Rousseff. “Nós ganhamos a eleição e é com base nesse mandato popular que vamos governar pelos próximos três anos e seis meses. A oposição disputou a eleição e não aceita o resultado do voto popular”, disse.


O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou os oposicionistas de tentarem patrocinar um golpe de Estado: “Anunciaram aqui que estão dispostos, através do golpe, a tentar abreviar o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff”.

A líder do PCdoB na Casa, deputada Jandira Feghali (RJ), também saiu em defesa da estabilidade democrática no país. “Quem faz política tem lado e neste momento nosso lado é o da democracia brasileira. Uma democracia que veio depois de muita luta, de muita morte, e que não admite que sem nenhum delito da Presidência da República seja acatado um pedido de impeachment. Não há base técnica, política ou jurídica para isso. Estamos aqui defendendo um projeto de mais Estado, de mais políticas públicas, de mais emprego, de mais renda. Tentar emplacar um processo de impeachment agora é golpe.”



Após a fala de Orlando Silva, o deputado Jair Bolsonaro, enfurecido, fez ao microfone da Câmara acusações injustas e injuriosas à presidenta Dilma e ao deputado Orlando Silva. Já na Tribuna, a deputada Jandira tentou acalmar os ânimos. E fez um excelente discurso.


O presidente da Casa, Eduardo Cunha, não deu prazo para a resposta sobre a questão de ordem, mas, segundo fontes, ele deverá tratar do assunto na próxima semana.


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