sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

POR TRÁS DE TUDO ISSO HÁ O SILÊNCIO DOCE, FEMININO, UM POUCO TRISTE, DE DILMA ROUSSEFF








Parte do texto de Miguel do Rosário no blog "O Cafezinho"




É neste momento de profunda crise política, desencanto, frustrações, emergência de novos fanatismos conservadores, que muitas vezes flertam com a intolerência fascista, que devemos enxergar as manifestações desta quarta-feira.

Não foram manifestações monstruosas.

Mas foram grandes, múltiplas, dignas, coloridas.

Foram tão ou mais pacíficas do que as manifestações coxinhas, nas quais são comuns os casos de agressões gratuitas a pessoas que passam usando cores vermelhas, muitas vezes sem que estas sequer estejam usando o vermelho por algum razão partidária.

Em São Paulo, o ato reuniu 55 mil pessoas, segundo o Datafolha. O mesmo instituto estimou a manifestação coxinha do domingo passado (13/dez) em 40 mil pessoas.

Então a coisa ficou assim: 55 mil X 40 mil, a favor do campo progressista.

E isso no momento mais difícil para o campo progressista, por causa da crise econômica, do declínio da aprovação do governo, das violências políticas da oposição.

Imagine se houver um golpe, e a esquerda se ver livre dos constrangimentos inevitáveis de ser governo?

A precariedade histórica do Estado brasileiro, o atraso mental de nossas elites e classes médias, a baixa instrução política do povo, a existência de um monopólio midiático sem paralelos no mundo democrático, tornam o Brasil um país extremamente complexo para governar. Para qualquer partido!

Não sou fã de Dilma como estadista. Mas acho que é honesta e, como tal, possivelmente é a pessoa certa na hora certa. Porque Dilma, sobretudo, não é uma pessoa autoritária, que proíbe ou desincentiva manifestações, ou que trabalha para conter investigações.

Por trás das conspirações judiciais, mas também por trás da implementação, pela primeira vez em nossa história, de um combate sistemático, mesmo que num primeiro momento seja partidarizado e tiranizado pela mídia, à corrupção política, por trás disso tudo há o silêncio doce, feminino, um pouco triste, de Dilma Rousseff.


3 comentários:

  1. O blogueiro disse que não gosta de Dilma como estadista.

    Estadista é aquele governante que não trabalha apenas pelo sucesso eventual do seu governo mas que tem uma visão das necessidades futuras do seu país e trabalha para criar as bases desse futuro. Um verdadeiro estadista não se preocupa em se manter no poder, faz o que acha que seja preciso para que o seu país melhore, sem se deixar abater com críticas pontuais. Estadista é uma figura raríssima no meio político e no mundo, pode se contar nos dedos. No Brasil só considero Getúlio Vargas como verdadeiro Estadista. No seu governo o país deixou de ser um país quase feudal para a condição de país moderno. Suas realizações foram incontáveis como a CLT, a Petrobrás, a primeira Siderúrgica, etc. Isso, certamente com todos os eixos que pode ter cometido, o saldo final foi muito favorável. Um abraço!!!

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  2. O blogueiro disse que não gosta de Dilma como estadista.

    Estadista é aquele governante que não trabalha apenas pelo sucesso eventual do seu governo mas que tem uma visão das necessidades futuras do seu país e trabalha para criar as bases desse futuro. Um verdadeiro estadista não se preocupa em se manter no poder, faz o que acha que seja preciso para que o seu país melhore, sem se deixar abater com críticas pontuais. Estadista é uma figura raríssima no meio político e no mundo, pode se contar nos dedos. No Brasil só considero Getúlio Vargas como verdadeiro Estadista. No seu governo o país deixou de ser um país quase feudal para a condição de país moderno. Suas realizações foram incontáveis como a CLT, a Petrobrás, a primeira Siderúrgica, etc. Isso, certamente com todos os eixos que pode ter cometido, o saldo final foi muito favorável. Um abraço!!!

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