quarta-feira, 19 de outubro de 2016

MORO ABRE AÇÃO PARA INVESTIGAR PROPINA A FALECIDO DO PSDB






O juiz federal Sergio Moro recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal contra os executivos Idefonso Colares Filho, ex-diretor do grupo Queiroz Galvão, e Erton Medeiros, empresário ligado à Galvão Engenharia, na Operação Lava Jato. Os empreiteiros se tornaram réus por corrupção ativa pelo oferecimento de R$ 10 milhões em propina, em 21 de outubro de 2009, ao então presidente do PSDB Sérgio Guerra (falecido em 2014), diz reportagem do Estado de S.Paulo.
 
"A Procuradoria da República, no Paraná, aponta que os valores teriam sido repassados a Sérgio Guerra e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás daquele ano. A denúncia sustenta que reriam participado dos acertos o então diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e os intermediadores de pagamento de propinas Alberto Youssef e Fernando Antônio Falcão Soares.

Eduardo da Fonte foi denunciado perante o Supremo Tribunal Federal. A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Supremo desmembrou o inquérito em relação aos investigados sem foro privilegiado para a 13ª Vara Federal de Curitiba, sob a condução de Sérgio Moro.

“Quanto a Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Fernando Antônio Falcão Soares, provavelmente não foram denunciados por conta dos acordos de colaboração e das prévias condenações. Mas o Ministério Público Federal não explicitou os motivos”, afirmou Moro na decisão que recebeu a denúncia. “De todo modo, presentes indícios suficientes de materialidade e de autoria em relação aos acusados Ildefonso Colares Filho e Erton Medeiros Fonseca, recebo a denúncia contra eles.”

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