terça-feira, 15 de novembro de 2016

PARCERIA ENTRE ALEXANDRE GARCIA E REVISTA ISTO É TEM FINAL TRÁGICO



Bajulador e protegido dos generais do golpe de 64, não viu ninguém sair em seu socorro ao caluniar o ex presidente Lula, e teve que se retratar publicamente


Alguém ainda acredita na IstoÉ depois de uma, duas, infindáveis barrigadas ao longo dos tempos?

Alexandre Garcia parece que sim.

Com base numa daquelas tantas denúncias ocas contra da IstoÉ, Garcia contou ao mundo que Lula recebera de presente uma mansão em Punta Del Este, balneário de luxo no Uruguai.

O doador teria sido o empresário Alexandre Grendene, que Garcia chama de Grandene.

Para encurtar: era mais uma balela da IstoÉ. Garcia teve que se retratar. A retratação é uma peça cínica: Garcia toca em outras supostas propriedades de Lula para, no meio, discretamente desmentir a si próprio.

Homem de bons propósitos, meu irmão Zeca pergunta numa reunião familiar: “Mas os caras não deveriam checar esse tipo de coisa antes de publicar?”

Sim, Zeca. Deveriam. Mas este mundo em que vivemos está longe de ser perfeito. “E o que acontece com quem comete um erro desses”, continua Zeca.

Nada é a resposta. Não acontece nada. Repórter nenhum jamais será punido por publicar notícias infundadas contra Lula. Importante, para as empresas jornalísticas, é manchar o nome de Lula com acusações — quaisquer que sejam elas. O compromisso com a verdade é zero.

O caso de Alexandre Garcia é particularmente grave. Ele sabe que a IstoÉ não é uma fonte confiável. Não é nenhum New York Times. Você tem certeza de que por trás de uma bomba do Times está jornalismo. A mesma certeza de que por trás de uma bomba da IstoÉ estão motivos políticos ou econômicos obscuros.

Se ele estava ciente da precariedade da fonte que utilizou para atacar Lula — ele, sempre ele — por que seguiu adiante?

Numa sentença clássica, Eça de Queiroz afirmou que certas canalhices são fruto ou de “obtusidade córnea” ou de “má fá cínica”.

Ignorância não foi. Garcia sonhecia o terreno em que pisava.

Sobra a segunda hipótese: má fé cínica.

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