quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

COM A FAMÍLIA NA LAVA JATO, INCLUSIVE ELE PRÓPRIO, COMO É QUE EDISON LOBÃO VAI CONDUZIR A SABATINA DE ALEXANDRE DE MORAES PARA MINISTRO DO STF?



O Lobão que vai virar carniça

A jornalista Andreza Matais, editora da Coluna do Estadão, questionou pelo Twitter: "Com que cara Edison Lobão vai conduzir a sabatina de Alexandre Moraes para o STF na CCJ agora com o filho sendo alvo da Lava Jato?".
 
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) teve o filho, Marcio Lobão, alvo da operação Leviatá nesta quinta-feira 16, um desdobramento da Operação Lava Jato. O próprio Lobão também é citado em delação.

A sabatina na CCJ confirmará o nome de Alexandre de Moraes, tucano e aliado de Michel Temer, delatado mais de 40 vezes em apenas uma delação da Odebrecht, para o Supremo Tribunal Federal. Oito senadores da comissão são investigados.

A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira 16, durante a Operação Leviatã, um desdobramento da Lava Jato, 1.200 quadros na casa de Marcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Como se não bastasse, o colunista Lauro Jardim assim descreveu Marcio Lobão nesta manhã:

Márcio Lobão é conhecido por ser amante de bons vinhos tintos franceses (dá preferência aos de Bordeaux). Participa de várias confrarias de amantes de boas safras. É dono de uma adega de qualidade.
 
Notabilizou-se também, desde que foi morar no Rio de Janeiro, há pouco mais de uma década, por colecionar obras de arte. Tem um excelente acervo. Parte deles adorna paredes até dos banheiros e lavabos do seu apartamento de frente para o mar do Leme.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia e delator da Lava Jato, Flávio David Barra, foi quem apontou o senador Edison Lobão (PMDB/MA) como o suposto responsável por coordenar o recebimento de propinas para o PMDB envolvendo as obras de Belo Monte e da usina nuclear de Angra 3.

Segundo o ex-presidente da Transpetro e também delator, Sergio Machado, era Marcio Lobão quem recebia, em mãos, um mensalão de R$ 300 mil do esquema. Por meio de seus advogados, Marcio Lobão se disse inocente e chamou a Operação Leviatã de "drástica medida judicial".

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