sábado, 18 de março de 2017

OPERAÇÃO CARNE FRACA: ÁCIDO E PAPELÃO ERAM USADOS PARA MASCARAR A CARNE PODRE




SERRÁGLIO, A CARNE PODRE DE TEMER - O esquema já durava pelo menos 9 anos e sempre foi comandado por Osmar Serráglio em conjunto com o ex superintendente federal de agricultura no estado do Paraná Daniel Gonçalves Filho. Colocado por Temer no Ministério da Justiça para dar um breque nas ações da PF que incomodassem o PMDB, Serráglio hoje está nas mãos da Polícia Federal que tem grampos telefônicos envolvendo o ministro.



"O status do Brasil como exportador de produtos de carne de qualidade passou a ser ameaçado nesta sexta-feira depois que a Polícia Federal revelou um esquema de propina que identificou casos que permitiram a comercialização de alimentos estragados e maquiados por insumos como papelão e produtos químicos como ácidos", diz reportagem da agência internacional de notícias

O frigorífico JBS foi o principal doador da campanha do então candidato Osmar Serraglio (PMDB) nas Eleições 2014, de acordo com dados do TSE (Tribnunal Superior Eleitoral). Na ocasião, o atual ministro da Justiça disputava uma vaga na Câmara dos Deputados e, por isso, recebeu R$ 200 mil da empresa.

A doação foi feita, via transferência eletrônica, da empresa para aa direção nacional, sendo que o destinatário final era Serraglio. Ao todo, o peemedebista conseguiu juntar R$ 1.495.649,45 na campanha eleitoral daquele ano.

Serraglio apareceu em grampo da PF em diálogo com o líder do esquema criminoso que adulterava produtos alimentícios.

O delegado da PF (Polícia Federal) Maurício Moscardi Grill afirmou nesta sexta-feira (17), em coletiva de imprensa em Curitiba (PR), que parte do dinheiro arrecadado pelo esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais federais do Ministério da Agricultura e maiores frigoríficos do País abastecia o PMDB e o PP.

— Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era, sim, revertido para partido político. Caracteristicamente, já foi falado ao longo da investigação dois partidos que ficavam claro: o PP e o PMDB.

O esquema de corrupção foi descoberto pela Operação Carne Fraca, a maior da história da Polícia Federal realizada até hoje.

Os setores mais importantes da economia brasileira estão sendo devastados por operações policiais; com a Lava Jato, foram destruídas empresas atuantes nos setores de construção pesada e óleo e gás; a prova mais recente foi o fato de o leilão dos aeroportos não ter tido a presença de nenhuma construtora brasileira; agora, com a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foram atingidas as principais empresas de alimentos do Brasil, que é líder mundial na exportação de carne bovina e de francos, com vendas de US$ 13,9 bilhões em 2016, mas que certamente será alvo de novas barreiras sanitárias; as grandes questões que devem ser colocadas são: haveria uma maneira de combater a corrupção sem destruir empresas e empregos? a quem interessa a destruição de mais uma cadeia produtiva brasileira?

Preso preventivamente pela Operação "Carne Fraca" por suspeita de corrupção, o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Goncalves Filho "possuiria veículos com valor de mercado incompatíveis com a sua renda", destaca decisão judicial da 14ª Vara Federal Criminal de Curitiba que autorizou os 309 mandados que são cumpridos pela Polícia Federal (PF) em seis estados e Brasília.

De acordo com a decisão judicial, Gonçalves Filho teria comprado, à vista, uma BMW 320i, placas ARD-0345, um Ford Fusion placas AQS-4572 e um Subaru Forester placa ATA-3518.A investigação aponta ainda uma série de imóveis que o ex-chefe de fiscalização teria adquirido e que seriam incompatíveis com os vencimentos dele enquanto ocupou o cargo público: apartamento em Caiobá (Av. Atlantica, 738, Cond. Solar de Caiobá); propriedade rural no município de Jacarezinho/PR; apartamento no Edifício Jardim Champagnat (Rua Cel. Aristides Athayde Junior, 560; sobrado no Residencial Costa do MArfim, em Matinhos; apartamento no Condomínio Residencial Biscayne Tower (Av. Anita Garibaldi, 354); Residência no Jardim Schaffer; e terrenos em Morrettes na localidade de Mundo Novo de Saquarema.Os bens estão registrados em nomes de terceiros, segundo a PF.

A Operação "Carne Fraca" revelou suposto esquema nacional de pagamentos de propinas a fiscais do Ministério da Agricultura por executivos de grandes frigoríficos do país.

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