terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Um SENado SEM nada: SEM dignidade, SEM decência, SEM coragem, SEM vergonha, SEM futuro.

A caminho de onde sempre esteve.
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1. A seção de cassação do senador Renan Calheiros foi aberta com o senador Artur Virgílio pedindo a degola do indiciado;
2. em seguida, o próprio Renan Calheiros sem usar a tribuna renunciou à presidência da casa;
3. Artur Virgílio voltou à tribuna e, sem conseguir esconder o entusiasmo com a possibilidade de escolher um novo presidente para o senado, indicou o pmdebista Jarbas Vasconcelos;
4. Epitácio Cafeteira, quase sem conseguir caminhar, dirigiu-se à tribuna e defendeu o mandato do delinqüente Renan, alegando que um nome construído ao longo de tantos anos não pode ser jogado na lama assim, sem mais nem menos;
5. acreditem, Marco Maciel, pela primeira vez em sua vida pública, foi capaz de tomar partido em questão relevante e expôs o seu voto acompanhando o relator, ou seja, pela cassação de Renan Calheiros. Será que Marco Maciel pensa que alguém é capaz de acreditar que ele, na calada do voto secreto, cumprirá o que pronunciou? Logo ele, que nunca se posicionou nem contra nem a favor de nada?...
6. Meu querido Eduardo Suplicy, soletrando as palavras, por duas vezes deixou todos enervados ao levantar questões constitucionais e regimentais sobre a votação;
7. Pedro Simon esbravejou no sentido de que o relatório de Jefferson Perez fosse lido antes de todo aquele debate;
8. Marconi Perillo defendeu a importância dos indícios apresentados pelo relator e revelou o voto a favor da cassação;
9. Magno Malta revelou seu voto pela cassação;
10. Agripino Maia, com sua voz reveladora, aproveitou e "revelou" que votaria com o relator;
11. o pernambucano Jarbas Vasconcelos, de antemão aceito pela oposição como candidato à vaga de presidente do senado, pediu que seus pares votassem pela honra da instituição;
12. o careca Paulo Duque PMDB-RJ, apontando para Renan Calheiros, gritou: esse homem é inocente! Quem for santo que atire a primeira pedra!... E fez questão de mostrar a todos toda a sua insensatez e deficiência moral, lembrando que é um suplente, que não teve um único voto, e que nem está preocupado com a próxima eleição. Uma vergonha para o Rio de Janeiro ser representado por figura tão desqualificada;
13. aproveitando os resquícios de imundície deixados na tribuna por Paulo Duque, o puxa-saco de Renan Calheiro, senador Almeida Lima, mas conhecido como Rolando Lero, defendeu veementemente seu padrinho político, tendo a coragem de dizer que votaria pela defesa do acusado em nome da dignidade;
14. o senador Marcelo Crivella, não revelou o voto, mas disse que votaria não como senador, mas como homem e pai (?), deixando-nos perplexos de como conseguiu votar anteriormente despindo-se dessas qualidades;
15. o senador Demóstenes Torres questionou a honra da casa lembrando que na votação secreta anterior, no dia seguinte o número de senadores que diziam ter votado pela cassação superava em muito o número de votos contados. Lembrou os indícios que justificam a cassação de Renan inclusive nos processos arquivados, e pediu a cabeça do ex-presidente, concluindo que houve negociação no Palácio do Planalto para que os do PMDB votassem para prorrogação da CPMF enquanto os do PT votassem para absolver Renan Calheiros, e disse mais: ele não renunciou porque quis, renunciou por conta do acordo no Palácio... Se não serve para ser presidente, não serve para ser senador;
16. subiu à tribuna o senador Aloísio Mercadante e abriu seu voto em favor do relatório do senador Jefferson Perez;
17. José Nery foi o próximo, abrindo seu voto pela cassação de Renan;
18. Francisco Dorneles justificou seu voto em defesa de Renan Calheiros, alegando que só o STF poderia julgar o senador;
19. Pedro Simon, como sempre, enobrece a casa e anuncia seu voto pela cassação;
20. O senador Artur Virgílio voltou à tribuna, desta feita como advogado de acusação para pedir, com a veemência de sempre, a cassação de Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar, principalmente por ter arrastado a casa até o fundo do poço.
21. O Senador Jefferson peres faz a leitura do relatório que levanta sérios indícios das negociatas de Renan Calheiros para aquisição de meios de comunicação em Maceió, pedindo a cassação do mandato do senador acusado.
22. Renan se defende por trinta minutos.
23. Concluída a votação, prevaleceu o conselho de Paulo Duque: "Quem for louco que atire a primeira pedra!" Renan foi absolvido por 48 X 29.
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Publicações minhas sobre o assunto:
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http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/06/o-circo-est-armado-mais-uma-vez.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/06/o-epitfio-de-cafeteira.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/06/wellington-salgado-com-aftosa-de-renan.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/06/sib-machado-nome-cientfico-pau-mandado.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/06/leomar-quintanilha-mais-um-presidente.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/07/dilogo-com-um-imbecil.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/08/ladro.html
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http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/10/renan-calheiros-de-presidente-do-senado.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/10/senado-federal-troca-de-cadeiras.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/10/renan-calheiros-com-as-pernas-de-fora.html
http://vassoura-de-bruxa.blogspot.com/2007/12/senador-marco-maciel-dois-metros-de.html
http://rodolfovasconcellos.blogspot.com/2007/08/sombra-e-agonia.html