quarta-feira, 30 de setembro de 2015

NEYMAR TEM BENS BLOQUEADOS: AÉCIO DÁ AZAR









O cambaleante Aécio Neves parece que deu azar para os seus "famosos" apoiadores nas eleições do ano passado. O "cantor" Latino teve pena de prisão decretada por não pagar pensão de seu filho; o "ator" pornô Alexandre Frota foi processado após se jactar de um estupro; Luciano Huck caiu com avião e família; o técnico Bernardinho do velei masculino perdeu o campeonato mundial; e o lutador Anderson Silva foi pego no antidoping. Agora, outra "celebridade" que até postou um vídeo em apoio ao tucano está encrencada. Na semana passada, a Procuradoria da Fazenda Nacional bloqueou na Justiça R$ 188,8 milhões do jogador Neymar, sob a acusação de sonegação de impostos.


Em nota, o craque da seleção brasileira e do Barcelona negou que tenha cometido o crime e disse que ocorreram apenas lacunas na declaração sobre sua venda ao time espanhol. A Receita Federal, porém, garante que a sonegação foi de R$ 63,6 milhões e cita, entre outros fatos, a omissão de rendimento de fontes com publicidade e a "omissão de rendimentos oriundos de vínculo empregatício pagos pelo Barcelona". x

Segundo reportagem da Folha, "foi pedido o bloqueio dos bens do jogador, das empresas e de sua família porque o débito cobrado pela Receita representa mais de 30% do total de seu patrimônio, avaliado pelos seus advogados em R$ 242,2 milhões. Ou seja, haveria um risco de que o valor não fosse pago. Surpreendentemente, apenas R$ 19 milhões desse total estão no nome do jogador, sendo o restante de posse de seus pais, Neymar Santos e Nadine, e de três empresas da família... Os bens bloqueados são apenas aqueles permanentes, como imóveis e carros. Os ativos financeiros, dinheiro em contas em bancos e aplicações, por exemplo, continuam disponíveis para o jogador e sua família".

Os advogados do jogador até tentaram impedir o bloqueio dos bens. Alegaram que não havia risco de falta de pagamento já que eles têm bens suficientes para a cobrança, e o jogador é uma figura pública, cujos rendimentos estão expostos. Mais do isso, argumentaram que não houve tentativa de transferir os bens para escondê-los do Fisco. O desembargador Carlos Muta, porém, rejeitou esses argumentos. "A Receita vem investigando Neymar desde sua transferência para o Barcelona, quando foram pagos € 40 milhões pelo clube espanhol pelos direitos do atleta, em operação que enganou o Santos. Desde então, auditores do Fisco de Santos e advogados do jogador têm travado uma verdadeira batalha jurídica. Agora, a Receita conseguiu uma vitória", descreve a Folha.



FINANCIAL TIMES DIZ QUE IMPEACHMENT PÕE EM RISCO REPUTAÇÃO DO BRASIL





Não há nenhum nome ou partido com legitimidade moral ou política para substituir a presidenta.




Situação irônica.

Mas coerente em relação ao que tem acontecido há muito tempo.

O Brasil só tem sido defendido lá fora. Aqui dentro, a nossa imprensa promove o vira-latismo e o golpe.

Primeiro foi o New York Times, jornal de perfil mais progressista (embora sempre chancelando os clichês pró-imperialistas da Casa Branca), a fazer um duro editorial contra o impeachment.

Agora foi o Financial Times, jornal ultraconservador, sem absolutamente nenhuma simpatia pelo PT ou por qualquer agremiação política com preocupação social, que publicou um longo editorial, de página inteira, alertando para os riscos de uma paralisia em caso de impeachment.

Eu reproduzo abaixo matéria da BBC Brasil, que fez uma resenha sobre o editorial do Financial Times.

A BBC enfatizou a parte do editorial que menciona os riscos à "reputação do Brasil de erguer instituições fortes".

Eu assinei o Financial Times e li a matéria no original. É um resumão sobre a situação política brasileira, com entrevistas feitas, na maioria, com pessoas ligadas à oposição. O "jurista" entrevistado é Joaquim Falcão, o homem da Globo dentro da FGV, o comentarista oficial do julgamento do mensalão.

Entretanto, de fato, o Financial Times alerta que um impeachment poderia causar uma paralisia econômica e política no país, e por uma simples razão: não há nenhum nome ou partido com legitimidade moral ou política para substituir a presidenta.

O FT, esperto, conclui que a única "coisa boa" que pode resultar da crise política brasileira é obrigar o governo a fazer reformas conservadoras radicais...

Acontece que nem New York Times nem Financial Times tem noção exata do que está acontecendo no Brasil, sobretudo porque eles não tem capacidade ou interesse para fazer uma análise crítica dos procedimentos judiciais totalmente extraordinários que tem sido usados para dar consistência à crise política.

As conspirações têm, deliberadamente, paralisado a economia nacional, visando o golpe. É o caso da Lava Jato.

Em que outro país do mundo, os sigilos bancários, eletrônicos e telefônicos de um ex-presidente da república, dos principais quadros do partido desse ex-presidente, além de emails estratégicos das grandes companhias nacionais de engenharia, são expostos e vazados seletivamente para a mídia?

Em que outro país do mundo, que não seja uma ditadura ou um regime autoritário, os dirigentes das principais empresas de engenharia são presos por tempo indeterminado antes mesmo de qualquer sentença ou condenação, apenas como prática de tortura?

Hoje a capa do Globo faz mais um violento ataque político ao ex-presidente Lula e à Dilma, vazando emails dos diretores, do presidente da Odebrecht, de ex-ministros de Estado.

Não há governo nem companhia que resista a uma devassa tão imoral, tão arbitrária, tão truculenta desse tipo.

Até os emails da Odebrecht discutindo suas preferências políticas por este ou aquele indicado, coisa que evidentemente todas as empresas do país fazem, são tratados como "prova do crime".

A Lava Jato se tornou uma espécie de Midas sui generis. O antigo rei bíblico transformava tudo que tocava em ouro. A Lava Jato, com apoio da mídia, transforma tudo que toca em crime.

Temos alertado há tempos: se o ministério da justiça não exercer a autoridade sobre uma polícia federal transformada em polícia política antigoverno, como interromper a marcha do arbítrio?

O ex-presidente Lula viajava com delegações de empresários. Ele defendia, abertamente, o interesse das empresas brasileiras, porque é assim que fazem todos os chefes de Estado do mundo.

Defendem os interesses das empresas de seu país. No Brasil, a nossa imprensa e os estamentos golpistas devem considerar que nossos dirigentes políticos devem defender empresas americanas, como sempre fizeram os tucanos, jamais empresas nacionais.

Os jornalões brasileiros apenas disfarçaram seu apoio ao golpe. Na verdade, eles repetem a estratégia que tem usado há muitos anos. Ao contrário dos jornais europeus e americanos, que dão sua opinião nos editoriais e tentam ser isentos no noticiário, os congêneres brasileiros juram isenção em seus editoriais, e enfiam sua opinião, suas narrativas combinadas, na seção de notícias.

***




RENAN X CUNHA: BRIGA DE CACHORRO GRANDE NA GUERRA DOS VETOS





Montagem Bastidores


Se esta quarta-feira, 30, já prometia ser um dia D na crise política, mais decisiva ficou depois do confronto aberto entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o da Câmara, Eduardo Cunha. Renan, como já noticiado, não aceitou a imposição de Cunha, em nome da maioria dos partidos na Câmara, de só apreciarem os vetos presidenciais se fosse incluído na pauta este último, que a presidente impôs ontem ao financiamento privado de campanhas, no projeto de lei da reforma eleitoral, em sintonia com recente decisão do STF, que o considerou inconstitucional.
  
Em resposta, Cunha encerrou a sessão na noite de ontem convocando sucessivas sessões extraordinárias a partir das 9 horas da manhã de hoje, quarta-feira. Renan marcou uma sessão conjunta para as 11 horas, mas, pelo regimento comum, ela não poderá começar enquanto uma das duas casas estiver reunida separadamente.

É isso que Cunha pretende fazer, mantendo o plenário ocupado. Renan, mesmo informado, manteve sua convocação. Ele recusou também a pressão de Cunha para colocar em votação a emenda que introduz na Constituição o financiamento privado que o STF condenou. Com isso, há quem entenda que a decisão do Supremo perderia a validade. Há quem pense que não, que ela tem o valor de uma cláusula pétrea.

O que separou os dois peemedebistas? Interesses diferenciados. Boa parte dos senadores não quer fazer do financiamento privado de campanhas um cavalo de batalha, como querem os deputados. Renan, hoje em paz com a Casa, não quer marola. Além do mais, está empenhado em ajudar o governo a manter os vetos para superar as desconfianças econômicas. Cunha, cada vez mais atolado na Lava Jato, busca vingar-se do governo.

Os vetos que o Planalto quer votar e manter, para demonstrar ao mercado compromisso com a austeridade e controle de sua base política, tratam das duas mais retumbantes pautas-bomba aprovadas pelo próprio Congresso, o aumento dos servidores do Judiciário e a extensão dos reajustes do salário-mínimo a todos os aposentados. Juntos, criam despesas de mais de R$ 60 bilhões até 2018. Uma votação tão crucial para a presidente Dilma já estava complicada pelo afunilamento com a reforma ministerial, ainda não concluída por conta de dificuldades com o PMDB. Agora, entrou em cena este elemento novo, a briga Renan-Cunha.

Ela pode ser danosa para o governo se Cunha conseguir impedir a sessão bicameral. Os vetos não serão apreciados e o governo perderá a chance de dar sua prova de força política e compromisso fiscal ao mercado. Mas pode ser também frutuosa caso ocorram as votações. Mesmo que Cunha consiga votos para derrubar os vetos, Renan deve fazer o contrário. E como se sabe, a derrubada de um veto exige maioria absoluta de votos nas duas casas. Não basta em uma. Se forem derrubados pela Câmara mas não pelo Senado, estarão mantidos. Dilma terá tirado mais um bode da sala. Mas o maior continua lá, o do impeachment.



CIRO: "SE CANDIDATO, VOU VENCER"









Ciro Gomes disse:


- Lula quer voltar;


- parte da campanha Golpista é para queimar o Lula e a Dilma, para evitar o Lula;



- o PSDB não aguenta ficar 16 anos fora do poder;


- Eduardo Cunha é o bandido maior;

- Aécio não tem preparo e por isso violenta a memória do Tancredo;

- Cerra passou. Graças a Deus!;

- Marina queria que a gente assumisse um compromisso internacional dizendo que a energia hidráulica não é renovável!;



- dois ex-presidentes se digladiando: o FHC quer se vingar e Lula que se acha semi-Deus;



- se Lula quiser ser candidato vai jogar fora uma biografia extraordinária!;


- Lula está vulgarizando sua presença na vida brasileira;

- o Brasil não precisa de um Pai da Pátria;

- Lula devia saber que quando entregou Furnas ao Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha ia pra lá para roubar;

- o que vai salvar a Dilma de um impeachment será o povo;

- hoje há uma mágoa, mas o povo ainda pode se reconciliar com ela;

- o Governo mentiu: votamos numa coisa e recebemos outra;

- o PMDB quer saber onde tem lugar para roubar;

- Ciro não participaria de um Governo que não é nosso, mas do PMDB;

- Ciro não participaria de um Governo do PMDB;

- sobre FHC e o "pacto da Dilma com o demônio" - FHC pode andar nu, e a imprensa é complacente com ele;

- Dilma replica o que FHC fez;

- quem comandava o mensalão do PMDB no Governo do FHC era o mesmo Eliseu Padilha;

- o líder do FHC no Senado era o Romero Jucá;

- Michel Temer transformou a coordenação política a uma distribuição de cargos;

- e depois lava as mãos;

- quando precisou , FHC comprou voto com dinheiro, por R$ 200 mil por pessoa, na reeleição;

- impeachment trará vinte anos de ingovernabilidade no país;

- operação da Caixa com dinheiro do Bolsa Família não é pedalada, não é crime!;

- não foi ela quem fez, mas o Secretario do Tesouro;

- isso não é razão para impeachment e ponto final!;

- Michel Temer é um sem-voto - 71 deputados de São Paulo e ele era o menos votado!;

- se o Temer assumir, vou exigir o impeachment dele no dia seguinte!;

- duas tarefas hoje: defender a Democracia e brigar para a Dilma mudar;

- estou na linha de frente, encabeço movimento contra Temer;

- Golpe agora não é sargentada, mas via manipulação das instituições para dar versão jurídica ao Golpe;

 - TSE aprovou por unanimidade contas da campanha da Dilma e teve a coragem de reabrir a votação;

- se o TSE condenar a Dilma, assume o Aécio, o segundo colocado: com que cara íamos ficar? qual a governança?;

- povo não suporta Golpe!;

- Fernando Henrique fez pedalada a rodo, o Lula também!;

- a única qualidade moral do Helio Bicudo é ser ex-petista! que legitimidade ele tem?;

- Temer conspira de forma vulgar: nunca vi vice se mexer tanto;

- se eu for presidente vou fazer o que precisa ser feito e pode haver crises de popularidade;

- são os ricos que mandam na mídia;

- popularidade se apura é na eleição;

- essa escalada de ódio, agredir pessoas no individual daqui a pouco vira briga de rua;

- eu digo à Dilma o que digo aqui agora, com todo o respeito;

- ela é uma senhora - essa agressividade contra ela... se eu pego um cara desses ele vai se ver comigo!;

- essa austeridade fiscal é estúpida;

- essa alternativa do ajuste é que não presta;

- a picaregatem está novelizada no horário nobre;

- no Plano Real, nosso rating era zero!;

- PT e PSDB se exauriram;

- o PT era o pregador e cometeu o pecado do pregador;

- a Marina é esse negocio de todo mundo é podre e eu sou santa;

- Marina é o ambientalismo difuso;

- que autoridade moral tem o PSDB depois de votar contra o Fator Previdenciário e a CPMF?;

- o PT está acovardado e não defende a Dilma;

- o PT tem que fazer auto-crítica;

- o PT se encantou com o carrão preto;

-  Lula se auto-constituiu em semi-Deus;

- Lula não é corrupto: não rouba mas fecha os olhos;

- a Petrobras vendeu uma refinaria na Argentina abaixo do preço e comprou Pasadena acima do preço;

- a Graça fechou um monte de off-shores da Petrobras;

- a Lava Jato não vai fazer milagres;

- quem soltou a Polícia Federal foi o Marcio Thomaz Bastos;

- e a Policia Federal do Fernando Henrique? O Procurador dele era o Engavetador;



- na Democracia tudo se resolve!  


terça-feira, 29 de setembro de 2015

PMDB & MARTA: SEGUE A FARSA E COMÉDIA









Segue o Reality Show da Política. Fatos & Farsas, Tragédia & Comédia...Show pós-moderno, interação multimídia de atores e platéias.


Espetáculo por vezes grotesco, cenas de hipocrisia e cinismo. No sábado, Marta Suplicy filiou-se ao PMDB.


Tendo ao lado Eduardo Cunha e Renan Calheiros, Marta disse querer "um Brasil livre da corrupção". E tratou Sarney como "gigante da política".

E a platéia ainda aplaudiu e pediu bis, em coro: "Marta pra São Paulo e Temer pro Brasil". O vice de Dilma fez a habitual cara de paisagem.
Fernando Henrique opinou na Folha: "Dilma tenta vender a alma ao diabo para governar. E não vai governar, vai ser governada". 

Fernando Henrique tem razão. Entregar Saúde e mais quatro ministérios ao PMDB para tentar seguir no Poder é grotesco.

Fernando Henrique sabe o que diz. Fez pactos semelhantes, com os mesmos.

Renan foi seu ministro da Justiça, Eliseu Padilha, dos Transportes, Jáder Barbalho presidiu o Congresso... E muito mais. 

Fernando Henrique foi presidente amarrado a ACM e PFL. Duas vezes presidente do Congresso, ACM foi "dono" dos ministérios da Previdência e Minas e Energia.

Pouco antes de morrer, via fax, Sergio Motta aconselhou o amigo: "Presidente, não se apequene...".

Fernando Henrique diz faltar "narrativa convincente" para um impeachment. Mas falta, também, coesão ao PSDB.

Aécio quer pra já. Alckmin sabe que sua chance é 2018. Serra joga para ser com Temer o que Fernando Henrique foi com Itamar. 

O PSDB segue votando contra seu ideário, e hesita. Por temer pegadas e DNA na História, espera que seja o PMDB a comandar a derrubada.

Perdendo prefeitos, parlamentares, e Poder, o PT encolhe. Começa a pagar pelos erros. 

Teve grandes acertos, mas cometeu erros fundamentais. Inclusive o da corrupção, que com razão sempre criticou nestes adversários. 

O PMDB foi à Tv e rádio para seu Reality Show: Eduardo Cunha, Renan, Padilha, Romero Jucá... com Temer, e por Temer, em nome dos "sonhos" e da "verdade".



OS MISTÉRIOS DA OPERAÇÃO ZELOTES









Por André Pereira, no Sul21

“Daqui a 50 anos, os livros de História descreverão 2015 como um dos anos mais conturbados da história republicana brasileira, mas vamos torcer para não ter que esperar pela arqueologia histórica para desencavar alguns dos mistérios mais intrigantes da Operação Zelotes. Alguns, aliás, já começam a ser esquecidos, tais são o ritmo e a quantidade de fatos. Ei-los, para refrescar a memória”.

1. AFONSO MOTTA. O nome apareceu na imprensa e foi noticiado por veículos do próprio grupo RBS mas o título da matéria foi: “Investigação cita deputado “ Só que Motta não é suspeito de suposta falcatrua como parlamentar federal do PDT e sim como dirigente da RBS. Fazendeiro da fronteira oeste, ele foi vice-presidente do grupo afiliado da Rede Globo até 2009. Há, claro, a atitude corporativa conhecida mas ,acima de tudo, impõe-se a criminalização da política, dos políticos, do homem público, e não do executivo da iniciativa privada.

2. R$ 565 BILHÕES. Porque uma operação que envolve suspeição sobre a cifra estratosférica de mais de meio trilhão de reais sonegados não tem uma só centelha da repercussão explosiva de outros escândalos de desvios de dinheiro público? Simples: envolve grandes empresários e empresa da mídia. Ou seja, patrocinadores dos conglomerados de comunicação. Isto é, a elite da iniciativa privada.

3. AUGUSTO NARDES. Também é nome que surgiu entre os suspeitos do esquema de corrupção. Nardes é gaúcho, ex-deputado do PP e tem posição política partidária, portanto. Como Motta, ele tem foro especial já que é ministro do Tribunal de Contas da União e será investigado pelo Supremo Tribunal Federal. E é ele que está com o processo da contas da presidenta Dilma sobre sua mesa de relator.

4. SANTO ÂNGELO. Foi uma das cidades gaúchas visitadas pela Policia Federal mas, ao contrário de outras operações fartamente televisionados com suspeitos levando algemados por policiais encapuzados, esta padeceu de estranho silêncio visual midiático. Neste município, segundo escassos informes, teriam sido aprendidos computadores de um parente de Nardes de quem ele foi sócio. Até o deputado federal Paulo Pimenta, relator da subcomissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, estranhou a inclusão de Santo Ângelo do interior do RS ao lado de capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro que são centros políticos e econômicos do país.

5. JORNALISTAS INVESTIGATIVOS. Eles se auto intitulam assim e têm até clube com sócios cativos bem remunerados e melhor empregados. Mas até agora nenhum se dignou a escarafunchar as entranhas do escândalo da Zelotes. Sobre os crime da sonegação, silencia-se e, assim, sonegam-se informação aos leitores. É este o papel de jornalistas investigativos verdadeiros? Ou só mexem em conformidade com o que pensam e determinam os patrões?

6. SONEGAÇÃO CRIMINOSA. Se fosse evitada tão criminosa sonegação talvez o país não precisasse fazer o ajuste fiscal, com medidas tão amargas como as que estão sendo apresentadas. Se os empresários fossem honestos e pagassem o que devem é bem possível que o Brasil já tivesse avançado ainda mais em políticas públicas para os mais pobres. Ao promoverem tamanha sonegação os ricos e poderosos prejudicam a maioria da nação e o próprio Brasil.

7. VALORES ALTOS. Entre as 74 empresas investigadas, estão o Grupo Gerdau, com R$ 1,2 bilhão de crédito, a RBS com R$ 672 milhões e a Marcopolo com R$ 260 milhões.

8. IRREGULARIDADES VARIADAS. A propina aos conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para os empresários apagarem dívidas tributárias envolvia, também, venda de sentença, negociação para indicar conselheiros, redução de valores de multa e até mesmo singelo pedido de vista do processo que prolonga indeterminadamente o julgamento.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

PROPINA A CUNHA FOI PAGA DA SUÍÇA, DIZ LOBISTA À PF









Em depoimento à Polícia Federal no âmbito das investigações da operação Lava Jato, o empresário João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB na arrecadação de propinas em contratos da Petrobras, afirmou que abriu uma conta na Suíça para operacionalizar o pagamento de propina ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O pagamento de propina refere-se a um contrato de compra de um campo de exploração em Benin, na África, pela estatal. Preso há uma semana, Henriques disse à PF que o repasse a Cunha foi um pedido de Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG) – morto em 2009.
"Em relação à aquisição pela Petrobras do campo de exploração em Benin, a pessoa que lhe indicou a conta para pagamento foi Felipe Diniz; que Felipe Diniz era filho de Fernando Diniz; que Felipe enfrentava dificuldades econômicas; que a conta indicada para o pagamento pertencia a Eduardo Cunha", diz trecho do depoimento do lobista à PF. 
João Henriques teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro na sexta-feria, 25, e afirmou também que não sabia que o destinatário da suposta propina era o presidente da Câmara, que nunca teve relação com o presidente da Casa e que só ficou sabendo da titularidade da conta há cerca de dois meses. 
Investigado por ter intermediado negócios na área Internacional da Petrobras e ter recebido mais de R$ 20 milhões de fornecedoras da estatal, Henriques havia sido preso temporariamente na 19ª Fase da Operação Lava-Jato. Segundo o Ministério Público Federal, além de ter participado da transação da compra do campo de petróleo no Benin, Henriques intermediou a venda da refinaria San Lorenzo, a compra de 50% de um bloco de exploração offshore na Namíbia, a contratação do navio-sonda Titanium Explorer e o contrato de US$ 825,6 milhões firmado para a Odebrecht em 2010 para prestação de serviços de certificação na área de segurança e meio ambiente.




DILMA NA ONU: "O BRASIL VAI CONTINUAR NO CAMINHO DA DEMOCRACIA"





Dilma deixou claro que governo e a sociedade não toleram a corrupção e o Brasil vai continuar no caminho da democracia


Em discurso de abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira (28), a presidenta Dilma falou sobre a crise migratória e a questão dos refugiados; as metas para a Agenda 2030 e o atual processo político do Brasil. Neste ponto, deixou claro que o país “vai continuar trilhando o caminho democrático”.


Dilma destacou os avanços obtidos nos últimos anos no Brasil, como a saída do Mapa da Fome e a superação da extrema miséria. Pontuou que isso só foi possível em um ambiente de “consolidação e aprofundamento da democracia, graças à plena vigência da legalidade e do funcionamento do Estado”. Explicou que o Brasil não tem problemas estruturais graves, mas sim conjunturais, e afirmou que “temos condições de superar as dificuldades atuais e avançar no trilho do desenvolvimento, para um novo ciclo mais profundo, sólido e duradouro”. 


Sobre o atual processo de instabilidade política que o país passa, a presidenta destacou ainda a importância da investigação e da punição de todo e qualquer político envolvido em processos de corrupção. Não titubeou ao afirmar que “o governo e a sociedade não toleram a corrupção”. Afirmou ainda que em um ambiente soberano e democrático, como é o do Brasil, os juízes devem julgar com liberdade, sem pressões ou paixões políticas; e os governantes devem se comportar de acordo com suas atribuições. “A lei vai cair sobre todos que praticam atos ilícitos.” 

Segundo Dilma, o Brasil conseguiu, durante seis anos, amenizar os impactos da crise mundial que atingiu duramente os países do Norte, principalmente os Estados Unidos e os integrantes da União Europeia. Mas que agora “este esforço chegou no limite, tanto por razões fiscais internas, quanto pelo quadro externo”. Na contramão do que acontecia em outras partes do mundo, durante este período o Brasil aumentou a oferta de empregos e a renda de seu povo, explicou a presidenta. 

Esclareceu que neste momento de readequação econômica, o Brasil fez cortes drásticos de despesas e redefiniu suas receitas, com o objetivo de reorganizar o quadro fiscal, reduzir a inflação e aumentar a confiança na economia, a fim de retomar o caminho do desenvolvimento. Explicou também que, mesmo neste período de recessão, o processo de inclusão social e ampliação das oportunidades não foi interrompido. “Esperamos que o controle da inflação e a retomada do desenvolvimento contribuam para o consumo das famílias, de forma a movimentar e fortalecer nossa economia”. 

Imigrantes e refugiados 

Dilma levou à comunidade internacional uma mensagem sensível de solidariedade aos imigrantes e refugiados, vítimas de violação dos Direitos Humanos em muitas partes do mundo. Neste sentido, exigiu um posicionamento mais firme da ONU com relação a esta questão que atinge duramente o mundo neste momento. 

“Este inquietante pano de fundo nos impõe uma reflexão sobre o futuro das Nações Unidas e nos exige agir rapidamente. Atuar com presteza e eficácia em situações de guerra e crise localizada”, defendeu. Para a presidenta, a multiplicação de conflitos regionais que vem atingido o mundo mostra que a ONU está sob um grande um desafio. 

“Um país formado por refugiados”, foi desta forma que a presidenta definiu o Brasil ao afirmar que estamos de “braços abertos” para acolher os refugiados de todo o mundo. “Somos um país multiétnico, que convive com as diferenças e sabe a importância delas para nos tornar mais fortes, ricos e diversos, tanto cultural e social, quanto economicamente”, disse. 

Cuba e Palestina

Dilma defendeu, uma vez mais, a criação imediata de um Estado Palestino, livre de ocupações e soberano, que possa conviver com Israel. E condenou duramente as invasões israelenses na Palestina. “Não são aceitáveis os assentamentos nos territórios ocupados”, afirmou. 

Sobre a recente aproximação bilateral de Cuba com os Estados Unidos, Dilma disse que “nossa região, onde imperam a paz e a democracia, se regozija”, e defendeu o fim do bloqueio do país norte-americano sobre Cuba. 

Celebrou também o acordo logrado com o Irã, que, segundo a presidenta, vai permitir ao país desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. 

Agenda 2030

Com já era esperado, Dilma falou sobre a meta ousada do Brasil para conter a mudança climática. Segundo ela, o país pretende reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025. Para 2030 a ambição é chegar a uma redução de 43%. Estas serão as metas que o país vai levar para a Conferência do Clima em Paris, a COP-21, em dezembro. 

Dilma destacou ainda a importância de se gerar condições dignas de trabalho e ampliar a distribuição de renda para melhorar a vida dos mais pobres. “Na transição para uma economia de baixo carbono, consideramos importante a geração de emprego e garantia de oportunidades”, explicou. 

Para encerrar, a presidenta falou sobre a reinauguração dos painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, que aconteceu recentemente na sede da ONU. “A obra denuncia a violência e a miséria e exorta os povos a buscar entendimento. É um símbolo para as Nações Unidas quanto às suas responsabilidades de evitar conflitos armados e de promover a paz e a superação da pobreza. A mensagem dos murais [doados pelo Brasil em 1957] permanece atual, alude tanto às vítimas das guerras, quanto aos refugiados que buscam abrigo”, finalizou.