domingo, 8 de abril de 2012

Senador Randolfe Rodrigues: A Estrela que o PT Perdeu – Ou: O Líder que o Brasil Ganhou.







Na mesma direção do povo.


Só tomei conhecimento da existência do Senador Randolfe Rodrigues há cerca de duas semanas, com a outra surpresa – esta horripilante – que foi a descoberta do verdadeiro caráter do senador Demóstenes Torres.

Chamou-me a atenção, primeiramente, a sua juventude para o cargo. Daí em diante foi fácil perceber que não era mais um “mauricinho” da política nacional, como tantos outros que fazem da política profissão, após receber dos seus pais os “ensinamentos” de como viver nababescamente às custas do povo.

Aqui em casa passamos a prestar mais atenção sempre que ele aparecia na telinha, com sua voz peculiar, seu olhar sagaz e desenvoltura e segurança na exposição dos pensamentos.

Hoje resolvi procurar na internet mais informações sobre esse jovem promissor, e constatei mais uma vez o tremendo mal que o “mensalão” fez ao PT. Perdemos políticos dignos como Chico Alencar e esse menino (dentre outros) que, constato, não encanta apenas a mim e minha família.


Aos 38 anos, com cara de menino e riso fácil, foi apelidado de Harry Potter quando resolveu disputar a presidência do Senado contra José Sarney, jogando farofa na festa da unanimidade. Randolfe recorreu ao filho Gabriel, de 15 anos, sua cópia mais rechonchuda, para entender a saga do bruxo adolescente. Não deixa escapar nada, e queria saber o que significava aquele apelido e, sobretudo, suas nuances subjetivas. Não deu outra, o que mais lhe perguntaram os jornalistas foi “quem é o Voldemort?”, inimigo de Harry na saga.


Para responder a essa pergunta o jovem senador do Amapá exercitava outra de suas habilidades, a diplomacia: “meus inimigos são todos aqueles que fazem da política instrumento de conquistas pessoais e vitimam a sociedade”. Essa característica surpreendeu grande parte dos decanos do Senado. Para quem esperava um senador estridente e radical, por ser do PSOL, encontrou um político habilidoso, que dialoga e diz tudo o que precisa e quer dizer com equilíbrio e “elegância”, expressão utilizada pela imprensa nacional para identifica-lo.


Brincalhão e gentil, aprendeu a ser convincente sem forçar a barra. Ouve as pessoas em quem confia, mantém uma relação fraterna com seu grupo de trabalho, mas a decisão final vem sempre de seu olhar de lince sobre a política e a conjuntura. Aliado a isso carrega outra rara característica, vira a página das desavenças e não pessoaliza o debate político. Utiliza sempre a expressão “não vamos fulanizar a disputa”. Por essa e outra razão consegue transitar entre os mais diversos segmentos da sociedade com naturalidade.


Para o Brasil quer “uma reforma política com participação popular”; defende a cassação popular de mandatos, e quer também mais autonomia para órgãos de fiscalização e combate à corrupção.


A TV Senado, em plena crise do DNIT, não transmitiu na íntegra o depoimento de Luiz Antonio Pagot, então dirigente do órgão. Apesar das contundentes denúncias contra o DNIT e, das expectativas dos brasileiros em relação ao caso a TV Senado preferiu dar destaque à reunião de outra comissão, que passou a maior parte do tempo votando projetos e requerimentos sem nenhuma importância.  O ponto alto do depoimento aconteceu no final da reunião, quando Pagot teria que responder às contundentes perguntas do senador Randolfe Rodrigues, todas baseadas em relatórios do TCU devidamente documentadas. A presidente da comissão neste exato momento quebrou a rotina da sessão e permitiu que mais dois senadores escritos fizessem as perguntas e que Pagot respondesse todas em bloco. Antes de responder, Pagot pediu para fazer xixi, e quando voltou só respondeu às perguntas dos outros dois senadores.


O Senador Randolfe Rodrigues era mais conhecido até poucos dias atrás como um dos três mosqueteiros. Além de colegas, ele, Pedro Taques (PDT-MT) e Demóstenes Torres (DEM-GO), compunham o trio. Atuavam afinados, em pronunciamentos enfáticos, da tribuna do Senado, em defesa da ética e da moralidade na política.

“O Demóstenes que nós conhecemos e confiávamos não é o Demóstenes que está nas manchetes dos jornais. O Demóstenes que nós conhecíamos não existe mais”, disse o senador Randolfe Rodrigues.


“Ele não conseguiu dar explicação alguma. Tentamos conversar com ele e não tivemos resposta. Então, deixamos claro que precisaríamos tomar providências”, afirmou Randolfe.


No dia 28 de março, o PSOL protocolou um requerimento que pede abertura de processo no Conselho de Ética do Senado para verificar se houve quebra de decoro parlamentar por parte de Demóstenes, até então líder do DEM no Senado.


“Tínhamos de cumprir com o nosso dever e a nossa postura. Creio que, se fosse ele [Demóstenes] na nossa posição, faria o mesmo”, diz Randolfe sobre o requerimento.


A mídia caiu em cima do senador Randolfe com a certeza que o constrangeria com a derrocada moral de Demóstenes. Mas, acabou dando-lhe a brecha de que precisava para se tornar um nome nacional, pois, o que esperamos de um político é justamente o que nos tem apresentado esse menino.


Só nos resta torcer para que não se contamine, nem caia em qualquer das armadilhas que os abutres que habitam aquela Casa costumam preparar, visando  agregar às suas quadrilhas os poucos que relutam em ceder.

Parabéns, Senador.