sexta-feira, 19 de setembro de 2014

MARINA: ESPIONAGEM AMERICANA NÃO TEM NADA DE MAIS






Marina minimiza crítica à espionagem e defende “nova” política externa




A posição reacionária de Marina Silva (PSB) vai se aprofundando a cada entrevista ou declaração em ato político de campanha. Desta vez, a candidata do PSB resolveu tecer posições sobre a política externa brasileira em entrevista a The Associated Press, que foi comentada e celebrada pelo jornal britânico “The Independent”, desta quinta-feira (18).



Marina minimizou a espionagem norte-americana, mas quando questionada se manteria a política de relações com Cuba, Venezuela, China e Irã, ela tergiversou afirmando que o Marina diálogo nesses casos é essencial.


Segundo Marina, o povo cubano precisa de ajuda para “fazer uma transição do regime atual para a democracia”, mas por outro lado, defendeu a aproximação com o governo dos EUA e, indiretamente, criticou a postura da presidenta Dilma Rousseff, que rechaçou na ONU a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.

Em defesa da soberania brasileira, Dilma denunciou a ação criminosa em plenária da ONU e cancelou um convite feito pelo presidente norte-americano Barack Obama para uma visita formal de Estado.

O que Marina não se conforma é com o fato do convite de Obama - que foi o primeiro feito a um líder brasileiro em duas décadas e a primeira vez que um líder internacional rejeitou -, é resultado o protagonismo do Brasil na política externa, que buscou novos polos de poder e a intensificação dos laços com a América Latina, diferente da política tucana - elogiada por Marina - que priorizava as relações com as grandes potências fechando acordos que ampliavam a dependência externa do Brasil.

Marina tomou distância da posição brasileira em face da espionagem ianque. Mesmo dizendo quese trata de “grave erro”, afirmou também que se estivesse no lugar de Dilma seguiria em frente. “Ambos os países precisam melhorar esta situação, para reparar os laços de cooperação”, disse ela. “O governo brasileiro tem o direito absoluto de não aceitar tal interferência, mas também não pode ficar simplesmente estagnado por conta deste problema. Vamos ter força de vontade suficiente para reconstruir esse relacionamento”, completou Marina.

Erro é consequência de uma ação inesperada, sem planejamento ou conhecimento, o que não pode ser atribuído à espionagem norte-americana. As revelações feitas no ano passado pelo ex-agente da CIA, Edward Snowsen, mostrou um vasto esquema de espionagem eletrônica, organizado e planejado pelo Pentágono com anuência e supervisão de Washington. 

Mas em sua subserviência, Marina acredita que as ações terroristas, arrogantes e antidemocráticas do governo norte-americano não devem ser repelidas. Ao contrário do tratamento aos governos progressistas, cujo compromisso é promover a igualdade e a qualidade de vida do seu povo, como Cuba, Venezuela e China.

Subserviência não muda

Em 2010, a então pré-candidata pelo PV e senadora Marina Silva endossou o coro da grande mídia e criticou, em entrevista à rádio CBN, a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos governos da Venezuela e de Cuba. 

No ano passado ela escancarou o seu direitismo político e o rancor quando em 5 de outubro, ao oficializar a aliança com o PSB, disse que estava na chapa para lutar “contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil”. 

Com tais posições, o jornal britânico coloca a candidata num pedestal afirmando que Marina “poderia melhorar as relações do Brasil com os Estados Unidos, além de ampliar a pressão internacional em prol dos direitos humanos”.

Como vemos, sua aliança é com os setores mais reacionários e atrasados do Brasil. A “nova política” que tanto papagueia e diz representar, não passa da velha subserviência à oligarquia e aos ditames imperialistas.




Como entender Marina?





Vale confiar em uma candidata que atribui a sua chance à Providência Divina?


Editorial da "Carta Capital"


A candidata do PSB, sem ser socialista, é um poço de confusão e contradições



Volto de viagem ao exterior e retomo meu espaço habitual. Em Roma, li uma análise a respeito da candidatura de Marina Silva que coincide com a avaliação de CartaCapital. No jornalLa Repubblica, dos três de circulação realmente nacional, o de maior tiragem juntamente com o Corriere della Sera, e, na minha opinião, o melhor de todos.

Diz o diário que Marina Silva tem um passado honroso e nem por isso as qualidades necessárias ao exercício da Presidência de um país do tamanho e da importância do Brasil. Sua formação política é precária e suas ideias, quando manifestadas com um mínimo de clareza semântica, são confusas e contraditórias, de sorte a ressaltar a dramática incógnita que a candidata representaria se eleita.
O texto do La Repubblica confirma as nossas previsões, feitas nesta página no momento em que ficou assentada a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva. Ou seja: ela seria tragada pelo apoio da mídia nativa, autêntico partido de oposição, porta-voz da casa-grande, e por esta arrastada inexoravelmente para a direita mais retrógrada.

E aí começam a confusão e a contradição da candidata do PSB sem ser socialista. Ela passou a ocupar a cena política brasileira como inimiga do latifúndio e da devastação ambiental, o que implica uma postura oposta àquela dos seus atuais arautos e conselheiros, adeptos, além de tudo, da involução globalizada, dita neoliberalismo, a desencadear a crise mundial. Eis perfilada a ameaça: o retorno à política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando, em nome da estabilidade, o Brasil quebrou impavidamente três vezes e foi entregue ao presidente Lula com as burras à míngua.
Uma ação leva a outra, e haveria a se temer também pela renúncia a uma política exterior que, depois de FHC, desatrelou o Brasil dos interesses de Washington. Há quem diga que o fenômeno Marina Silva de certa forma repete deploráveis momentos históricos vividos em 1960 com Jânio Quadros e em 1989 com Fernando Collor. Com o endosso maciço da mídia, o homem da vassourinha e o caçador de marajás foram eleitos. A Presidência de ambos redundou em desastre.
CartaCapital acredita que nas mãos da ex-seringueira o destino do Brasil não seria promissor. Mas acredita também que desta feita o País saberá evitar o risco, e não receia abalar-se a um vaticínio que muitos reputarão prematuro. Nadar contra a corrente estimula quem dá a braçada honesta.

Vale registrar, de todo modo, que esta nossa ribalta se oferece a personagens singulares, ou, se quiserem, peculiares, prontamente engolfados pela direitona sempre disposta a agarrar em fio desencapado. Não me permito incluir no rol de alternativas desesperadas o já citado Fernando Henrique, habilitado a tornar-se paladino de quaisquer ideias e tendências ao sabor do que entende como conveniência pessoal.
Nunca esquecerei aquela noite em Rafard, interior de São Paulo, na campanha para a primeira eleição a governador do estado em 1982. O príncipe dos sociólogos concedia sua arenga aos boias-frias da área enquanto a brisa noturna sussurrava nos canaviais, e Mario Covas sentou-se ao meu lado na amurada da boleia de um caminhão transformada em palanque. Meneava a cabeça, a significar: “Quantas besteiras...”
O mesmo Covas que ameaçou largar o PSDB caso FHC aceitasse o convite de Collor para ser seu chanceler. E não é que o homem quase embarcou na canoa furada? Sobra minha surpresa ao constatar que dentro do próprio ninho tucano o candidato Aécio, que me mereceu simpatia desde o tempo em que carregava a pasta do avô Tancredo, confia no ex-presidente. Tancredo, aliás, dizia do sociólogo: “É o maior goela da política brasileira”.
Ao cabo, pergunto aos meus botões se vale confiar, em contrapartida, em uma candidata que, ao se apresentar como tal, atribui a sua chance à Providência Divina. Teríamos de entender que a mesma manifestação do Altíssimo determinou a morte trágica de Eduardo Campos? Os botões, como Mario Covas, exprimem o oximoro do espanto resignado.
P.S.: O governador do Ceará, Cid Gomes, um dos melhores do País com 80% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha de agosto passado, move ação por calúnia contra a semanal IstoÉ, que o acusa de envolvimento no Caso Petrobras. É o recurso recomendável contra quem carece de provas, como é da tradição dos porta-vozes da casa-grande. Não precisava, contudo, pedir a apreensão da revista. Isto equivale a oferecer aos caluniadores munição de graça..



Dilma comemora "o ano do crescimento da renda média”





Dilma comemora "o ano do crescimento da renda média”



A presidenta Dilma Rousseff comemorou nesta quinta-feira (18) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “É um retrato do Brasil naquele momento, em 2013, que mostra que foi o ano da qualidade do trabalho e do crescimento da renda média”, disse a presidenta.

“Todos os brasileiros tiveram aumento de renda real (acima da inflação) no período. Ninguém perdeu. Mas, na classe média o crescimento foi maior”, exaltou Dilma. Segundo a presidenta, a pesquisa aponta melhoria na qualidade do emprego, com aumento da formalização dos trabalhadores com carteira assinada, inclusive entre os trabalhadores domésticos, por efeito da Lei.

“Diminuiu o trabalho entre os jovens de 15 a 29 anos. Isso quer dizer que mais jovens passaram a estudar”, explicou a presidenta. Por outro lado, houve aumento no índice de empregados em todas as faixas da população acima de 30 anos. A tendência do desemprego, segundo a presidenta, é de queda. Dilma lembrou que em seu governo foram criados 756 mil empregos. “Este ano criamos 101 mil empregos, enquanto no mesmo período o mundo apresenta 100 milhões de desempregados no G-20, segundo a Organização das Nações Unidas ONU”, disse.

O aumento na formalização do trabalho e a melhoria da qualidade do trabalho foram exaltados pela presidenta, que citou o crescimento do número de microempreendedores formalizados, de 16,6% para 18%, e de micro e pequenas empresas, que subiu de 76% para 79%.

Mais Educação

“Caiu o trabalho infantil! Em 2013, 438 mil crianças e adolescentes saíram do mercado de trabalho”, alertou a presidenta. O analfabetismo também caiu no Brasil, segundo a pesquisa. “O melhor nessa notícia é que, nas crianças e nos jovens, o analfabetismo fica na faixa de 1%”, afirmou Dilma, lembrando que, para a Unesco, um país livre do analfabetismo é aquele que possui índices inferiores a 5%.

Mesmo apresentando queda, o índice mais alto de analfabetismo registrado no Brasil está entre os mais velhos, que não tiveram a oportunidade de estudar no passado, na idade certa. “Esta redução é mais lenta, mas isso não significa que desistimos deles. Pelo contrário, temos que insistir e viabilizar a entrada deles no mundo das letras, pois isso é essencial para a cidadania”, disse. “Mas, isso significa que o analfabetismo caiu e que a torneira que produzia analfabetos foi fechada”, continuou.

Na educação inicial, de quatro a cinco anos, o acesso ao estudo deu um salto de 78% para 81%. “Isso mostra que vamos conseguir universalizar, o que era a nossa meta com o PNE (Plano Nacional de Educação)”, garantiu Dilma. A presidenta atribui o resultado às políticas públicas de seu governo para a Educação, como a construção de creches de alto padrão, a Alfabetização na Idade Certa, a Educação em Tempo Integral, o ensino técnico por meio do Pronatec, o aumento de oportunidades para jovens ingressarem na universidade e o programa Ciência Sem Fronteiras.

Dilma disse que seu plano de governo inclui aumento do investimento em Educação com qualidade para o país se tornar sustentável, com redução das desigualdades, inovação e conhecimento. Essa meta será viabilizada, segundo ela, com a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

Renda e Serviços

Sobre o acesso a bens duráveis, a presidenta Dilma citou aumentos significativos na aquisição de máquinas de lavar (de 55% para 58%), que segundo ela “tira as mulheres do tanque”; de televisão, que está em 97,2% das residências brasileiras; da geladeira, com 96,7%; e de computadores, que hoje já existem em 43,1% das moradias. “Com isso, verificamos também um aumento no acesso à Internet, que saiu de 46,5% para 50,1%, em 2013. Em 2008, era 34,8%, um crescimento acelerado”, disse.

Em relação ao acesso dos brasileiros a serviços, Dilma se disse muito orgulhosa do índice apontado para energia elétrica, que passou de 99,5%, em 2012, para 99,6% em 2013. “Sob qualquer critério internacional, isso é universalização”, exaltou, dizendo que o Governo Federal tem o compromisso de encontrar a pequena parcela da população que ainda falta ser alcançada.