sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Mobilizar o povo contra o golpismo na campanha eleitoral









Com o objetivo de alertar e mobilizar o povo brasileiro em defesa do pré-sal e da Petrobras, sob ataque da mídia conservadora e dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), organizações sindicais como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e outras entidades do movimento popular convocaram para a próxima segunda-feira (15), no Rio de Janeiro, uma manifestação que contará com a presença de lideranças políticas, destacadamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


Temos insistido neste espaço em que o pré-sal se reveste de importância estratégica para o desenvolvimento do Brasil e as futuras conquistas sociais e econômicas do país. É imenso o seu potencial produtivo. A Petrobras precisou de apenas oito anos para extrair 500 mil barris diários de petróleo do pré-sal, sendo que no Golfo do México foram necessários 19 anos para que as multinacionais alcançassem esse mesmo volume.

Graças a políticas adotadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff e pelo Poder Legislativo, com a maioria formada nas duas casas congressuais pelos partidos de sustentação do governo, parte substancial dos recursos provenientes da exploração do pré-sal será destinada à educação e à saúde. Nos próximos 35 anos, esse montante será de R$ 1,3 trilhão em royalties que se destinarão à saúde e à educação. Isso equivale a mais de dez vezes o atual orçamento do governo federal para essas áreas.

Em outra iniciativa de envergadura, mais de 250 organizações dos movimentos sociais realizaram atos de massas e uma consulta popular por uma reforma política democrática que inclui a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. A consulta popular propriamente dita realizou-se durante a Semana da Pátria, sob o influxo da ação de centenas de comitês populares.

Nas últimas semanas, incrementou-se a campanha de rua pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Comícios com a participação de milhares de pessoas foram realizados em Fortaleza, Salvador e Recife, esta última falsamente considerada como “reduto fechado” da candidata do PSB.

Do ponto de vista organizativo e da direção política, as mobilizações em defesa do pré-sal e pela reforma política democrática com participação popular, de um lado, e as ações de massas da campanha da presidenta Dilma, por outro, são iniciativas independentes, cada uma segue sua lógica própria. Mas no resultado são ações convergentes. 

A mobilização do povo, seu protagonismo político, ação organizada e consciente são os meios pelos quais este exerce seu papel de sujeito principal do desenvolvimento político do país e o mais importante agente das mudanças. A força do povo em movimento é que pode transformar o cenário político e produzir o milagre da transformação da “água barrenta e escassa em torrente cristalina e caudalosa”, como assinalou a presidenta Dilma no comício do Recife, um contraste com a visão elitista e messiânica da candidata do PSB e a concepção truculenta do candidato do PSDB.

A luta popular politizada é o caminho para avançar para outro sistema político, em face da superação do atual, correspondente ao próprio esgotamento histórico das classes dominantes retrógradas.

O Brasil está vivendo uma luta política acirrada, em que de um lado se conjugam os interesses do imperialismo, do grande capital financeiro, da mídia conservadora e das principais candidaturas oposicionistas – Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), uma aliança que, em face do esboroamento dos seus planos, articula manobras golpistas na reta final da campanha eleitoral. Do lado oposto, estão as forças vivas e emergentes do povo brasileiro, seus trabalhadores, estudantes, intelectuais e empreendedores produtivos e engajados no desenvolvimento nacional. 

Tais manobras se expressam por meio de denuncismo generalizante, em que a mídia tudo faz para envolver irresponsável e levianamente a presidenta da República em atos de corrupção, ignorando que foram os governos de Lula e Dilma que mais combateram a corrupção, fortalecendo os órgãos independentes de fiscalização, investigação e controle.

É uma luta adversa, pelos poderosos meios de que dispõem os inimigos da democracia, da soberania nacional e do progresso social. Só pode ser enfrentada e vencida com uma mensagem transformadora clara, um frontal debate político e de ideias, a unidade de amplas forças democráticas, patrióticas e populares e a mobilização das inesgotáveis energias do povo brasileiro. 

A campanha eleitoral, na reta final do primeiro turno, é objetivamente o leito em que deságuam as lutas políticas e sociais do povo brasileiro, não pode ser vista como uma disputa apenas entre partidos e candidatos ou um fato isolado da “política”. A ação dos movimentos sociais pode ser decisiva para o seu desenlace a favor dos interesses do povo. 

O Brasil viverá momentos decisivos nos próximos dias. Está em jogo a continuidade do ciclo político inaugurado com a primeira vitória eleitoral de Lula, em 2002. Há dois caminhos opostos. A disjuntiva é continuar ampliando e aprofundando as mudanças, de sentido progressista, com a reeleição da presidenta Dilma, ou retroceder, com a perda das conquistas alcançadas, o que ocorreria em caso de vitória de uma das candidaturas oposicionistas, de Marina Silva (PSB) ou Aécio Neves (PSDB). 

Que se pronunciem e entrem em ação os movimentos populares, contra o golpismo irradiado pela mídia conservadora.




Dilma: “Marina quer falar o que pensa e não quer escutar os outros”








Nesta quinta-feira (11), a candidata à reeleição Dilma Rousseff recomendou à adversária Marina Silva (PSB) que pare de “usar conveniências pessoais para fazer suas declarações” e classificou como “leviana e inconsequente” sua posição contra o Partido dos Trabalhadores 


Dilma refere-se às declarações de Marina sobre o caso Petrobras, em que a candidata diz, em entrevista aoEstadão, que o PT foi o responsável contratação de Paulo Roberto Costa na empresa. Mas, ao contrário do que diz Marina, Paulo Roberto foi um diretor de carreira dentro da Petrobras em gestões anteriores, sendo alto funcionário do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso também.

“Os melhores quadros da Petrobras transitam de governo para governo. Ele veio de dentro da Petrobras”, afirmou, esclarecendo que se trata de um quadro técnico, sem vinculação política.

Dilma advertiu ainda que a diferença é que, a partir do governo Lula, não existiu mais a prática de esconder a corrupção na gaveta: “Corrupção você combate diurna e noturnamente, todos os minutos do dia. Não há proteção contra ela. O que protege um país da corrupção é não ter impunidade. A Polícia Federal poder investigar quem quer que seja e quem quer que seja pagar pelo que faz”.

A presidenta lembrou também que Marina já integrou a militância do partido e que deve a isso todos os mandatos que exerceu. “Dos 12 anos aos quais ela se refere, oito ela esteve no governo ou na bancada no Senado Federal”, advertiu, destacando que “não é possível as pessoas terem posições que não honrem a sua trajetória política e tentam se esconder atrás de falas que não medem o sentido dos seus próprios atos durante a vida”.

Dilma foi ainda mais dura ao dizer que Marina “quer falar o que pensa e não quer escutar o que os outros pensam” e frisou que é possível aprender com a realidade e mudar posições quando for necessário. “Mudar de posição de cinco em cinco minutos não é certo. Presidente sofre pressão grande, não pode ser leviano ou temer qualquer Twitter contra ele”, completou a presidenta.

Os jornalistas também questionaram a presidenta sobre as críticas feitas ao programa de governo de Marina que atendem aos interesses do sistema financeiro e da defesa pública da adversária a sua conselheira Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú e responsável pelo plano.

“Neca educadora é a Neca educadora. Agora, na medida que eu sou herdeira do Banco Itaú e defendo uma política que beneficia claramente os bancos, que é a política de independência do Banco Central, de redução do papel dos bancos públicos, eu estou fazendo papel de banqueira e eu não estou falando sobre educação, sobre criança ou sobre creche”, afirmou a presidente.

A presidenta ainda alfinetou dizendo esperar que Marina não mude de posição novamente. “Espero que não mude agora sua posição quanto à independência do Banco Central. Se mudou contra o pré-sal, e eu acho que não muito convincentemente, espero que não mude em relação à independência do BC. Espero, porque estou aqui aguardando para ver quais são os desdobramentos, porque cada vez que a gente abre o debate com a candidata Marina, ela se dá como vítima e diz que nós estamos atacando.”

Atraso das hidrelétricas

Indagada por jornalistas em entrevista ao portal IG e à Rede TV, também nesta quinta-feira (11), Dilma lembrou das dificuldades criadas pela candidata do PSB, que na época era ministra do Meio Ambiente, no andamento das obras de construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. 

Ela destacou que os problemas foram causados pela demora na concessão de licenças ambientais, o que causa divergências. “Nunca houve embate assim, muito ácido. Mas houve divergências sim. A candidata tinha uma reação muito acentuada. Houve muitas demoras, sempre por responsabilidade dela. Todo mundo tem que ter prazo. Ninguém no governo está acima de cumprir prazos”, lembrou Dilma.

Com informações de agências




Dilma dispara - Oito pontos de vantagem na pesquisa Ibope




Tchau!...



Divulgada nesta sexta-feira (12), a pesquisa CNI/Ibope mostra que a presidenta Dilma Rousseff abriu oito pontos de vantagem sobre a candidata da oposição Marina Silva.



Dilma tem 39% das intenções de voto, contra 31% da adversária do PSB. O tucano Aécio Neves (PSDB) se manteve isolado na terceira posição, com 15%.

Na pesquisa do instituto divulgada no dia 3, Dilma tinha 37%, Marina, 33%, e Aécio, 15%. Na comparação, portanto, Dilma cresceu dois pontos, Marina caiu dois e Aécio se manteve com 15%.

Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, a pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os demais candidatos à Presidência da República somados acumulam 2% dos votos. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 5%. 

O levantamento do Ibope revela ainda que as duas primeiras colocadas empatam tecnicamente em simulação de segundo turno. Marina Silva teria 43% das intenções de voto e Dilma Rousseff, 42%. 

Cresce aprovação ao governo Dilma

Entre os entrevistados que consideram o governo "ótimo" ou "bom", houve um aumento de 31% para 38%. Aqueles que consideram o governo "ruim" ou "péssimo" baixaram de 33% para 28%.

Dilma lidera as intenções de voto no primeiro turno nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste e nos municípios com até 100 mil habitantes.

Com informações de agências




Castañon afasta-se do PSB: Marina Silva está em liquidação




Marina Silva, em eterna mudança...



Em sua coluna no blog Quem tem medo da democracia?, Gustavo Castañon*, doutor em Psicologia e professor de Filosofia na UFJF, filiado ao PSB desde 2001, anuncia que entrega seu pedido de desfiliação do PSB "e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação". Segue abaixo a íntegra do artigo:


“Há um sentimento de mudança no ar. Os 12 anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.

Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à Presidência.

O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia e Marcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.

Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à Presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.

Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à Presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB.

A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo, de um fazendeiro do DEM.

Num golpe de sorte, também mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.

E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.

E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história.

Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou a sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros.

Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário,enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro tuítes de Silas Malafaia mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.

Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e afirmou que sua posição histórica era uma ‘lenda”.

Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela, hoje candidata, se nega a dizer a origem de 1,6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente R$ 135 mil ao TSE. Uma senadora da República.

Finalmente, na semana passada, Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia.

Dois dias depois, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.

Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar sua dívida com seu povo pobre para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.

Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Por um bom acordo eleitoral vende qualquer convicção. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.




DILMA CULPA MARINA POR ATRASO EM HIDRELÉTRICAS




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“Marina quer falar o que pensa e não quer escutar o que os outros pensam”, disse a Presidenta.



Em sabatina realizada pelo iG e pela RedeTV nesta quinta-feira (11), a presidenta Dilma Rousseff criticou a gestão de Marina Silva à frente do Ministério do Meio Ambiente durante o Governo Lula. 


Dilma informou que projetos como as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau sofreram atrasos “por responsabilidade” da ex-senadora, agora candidata do PSB.

“Houve muitas demoras, sempre por responsabilidade dela (…) Houve divergência, sim. A candidata tinha uma reação muito acentuada quando se tratava de licenciamentos de hidrelétricas”, disse a presidenta.


Em tempo: em coletiva no Palácio do Alvorada, a Presidenta Dilma Rousseff comentou declarações da candidata Marina Silva (PSB), que fez duras críticas aos governos do PT. ” Marina ficou 27 anos no partido e todos os seus mandatos obteve graças ao PT. Dos 12 anos, oito foram no governo ou na bancada. A militância do PT e a história do PT foram fundamentais pra Marina chegar onde ela chegou”, afirmou a petista na tarde desta quinta-feira (11).

Dilma também opinou sobre a reclamação de Marina de que seria atacada pelo PT. “Cada vez que nós abrimos o debate com a candidata Marina, ela se coloca como vítima e diz que está sofrendo ataque. Marina tem que parar de usar suas conveniências pessoais para fazer declarações. Debate de ideias em relação ao pré-sal é debate de ideias. Ela deixou claro que não daria prioridade ao pré-sal. Se ela quer mudar, tem direito de mudar (sobre o pré-sal). Mas não pode dizer que foi por causa de ataque”, respondeu a Presidenta, que continuou:  “Marina quer falar o que pensa e não quer escutar o que os outros pensam. Todas as coisas que dissemos que a candidata falou ou fez ou estão no seu programa ou podem ser encontradas facilmente”.

Questionada sobre Neca Setúbal, do Itaú, a Presidenta foi enfática: “O que mudou em relação à Neca Setúbal é que agora ela age como banqueira. Não dá pra vestir as duas roupas. O que mudou com a Neca foi a postura da pessoa”. E completou, sobre a proposta do PSB para o Banco Central: “A independência é para os poderes. Os bancos não terão independência, isso não é característico na legislação”.

A candidata à reeleição enalteceu as suas posições ao mencionar o seu projeto de gestão. “Sou Presidenta há 4 anos, meu programa de governo eu já tenho feito. Eu já divulguei as minhas diretrizes. Mudar de posição de 5 em 5 minutos não é sério. Presidente da República não pode ser leviano, tem que saber o que é pressão”, ressaltou.

Por fim, Dilma repudiou a posição de Marina Silva, que afirmou hoje que  o PT colocou Paulo Roberto para “assaltar” cofres da Petrobras. “A declaração dela (Marina) é leviana e eu repudio veementemente.  Eu repudio com muita indignação essa declaração da candidata”.

Clique aqui para ler “Lembra do bagre? Bláblárina não é sustentável”.


Por João de Andrade Neto e Alisson Matos




Brasil gera 101,4 mil novos empregos formais em agosto





Brasil cria 101.425 empregos formais em agosto.



A economia brasileira criou 101.425 novos empregos com carteira assinada em agosto, contra 11.796 vagas formais em julho e 25.363 em junho. Este é o melhor resultado dos últimos três meses, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (11), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


Com esse desempenho, o Brasil se firma como um dos poucos países do mundo a continuar ofertando trabalho, mesmo em meio a uma das piores crises internacionais da história, destacou o ministro da pasta, Manoel Dias. O saldo é a diferença entre 1.748.818 admissões contra 1.647.393 demissões.

“Como havíamos previsto, o ritmo das demissões na indústria de transformação continua caindo. O saldo deste mês foi de apenas um terço do saldo do mês anterior, pois houve alta na atividade industrial em muitos setores, contrariando muitas previsões que têm sido feitas por ai”, comentou o ministro.

Somente neste ano, já foram gerados 751.456 novos empregos formais. O setor que mais gerou empregos foi novamente o de serviços, com 71,2 mil novas vagas. O desempenho está associado, segundo o ministro, à importância crescente dos serviços no dia-a-dia dos brasileiros e na ascensão de um grande número pessoas para a classe média. “As pessoas tem melhorado de vida e procurado serviços que trazem mais conforto para o seu dia a dia”, explicou.

O desempenho também foi positivo em vários setores, com destaque para indústria de alimentos, uma das que mais contratou, conforme estava previsto no mês anterior, onde foram agregadas 13 mil novas vagas. A indústria química e a indústria da madeira também cresceram, junto com a de papelão e celulose, que é considerada indicativo de melhoria na economia, pela produção de embalagens.

O comércio também foi destaque, com 40 mil novas vagas. O ministro do Trabalho e Emprego considerou que esse desempenho está associado ao nível de consumo e a preparação do setor para o final de ano. “Devemos ter também a contratação de temporários nos próximos meses, o que deve manter a geração de postos aquecida”, continuou Manoel Dias, lembrando que a Confederação Nacional do Comércio estimou, esta semana, a contratação de mais de 137 temporários para o final de ano.

Houve perdas pontuais nos setores da indústria e na agricultura, esse último explicado pelo ministro como um resultado da “desmobilização da mão de obra, uma vez que se trata de uma atividade sazonal”.

O final do ciclo do café, em Minas Gerais e no interior de São Paulo, deixou o saldo de empregos na agricultura negativo em 9 mil postos, mas com tendência de recuperação para os próximos meses. O setor começa a se preparar para as safras de verão, como as de soja e milho e sente os reflexos da procura internacional pela carne brasileira, que vai demandar mais insumos para a alimentação das criações. “A indústria de alimentos foi a que mais contratou este mês”, lembrou o ministro. 

Construção Civil

A retomada dos lançamentos de novos empreendimentos imobiliários, segundo o ministro, também está aquecendo o emprego na construção civil. Esse mês o aumento nas vagas foi de 2,39 mil, com destaque para as áreas de preparação dos empreendimentos, o que indica que o setor deve continuar demandando mão de obra nos próximos meses, para o início das construções. O setor também está reagindo às medidas de estímulo ao crédito, que visam manter esse mercado aquecido.

Mais vagas em regiões mais carentes

O Caged de agosto também confirma a melhoria no nível de emprego nas regiões mais car



entes do País. Em relação ao estoque de empregos, as regiões Norte e Nordeste foram as que mais abriram novas vagas no mês.

Entre os destaques está o Ceará, com 9,5 mil novas vagas, Pernambuco com 8,5 mil novas vagas e Alagoas com 4,2 mil novas vagas. No Pará, o mês registrou 5 mil novas vagas.

Fonte: Portal Brasil com informações do MTE