quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lúcia Helena, Meu Amor!...







Lúcia Helena - Tenente PM de Pernambuco, em entrevista ao programa de Ana Maria Braga, da Rede Globo.
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Manchetes que teriam saído nos jornais cariocas na segunda-feira passada, 02.06.08: 

“BOTAFOGO PERDE JOGO, MAS DÁ DE GOLEADA NA PM DE PERNAMBUCO”; “TENENTE DA PM DE PERNAMBUCO É DESMORALIZADA EM PLENO ESTÁDIO”; “ZAGUEIRO ANDRÉ LUIS, SOZINHO, É MAIS FORTE QUE TODA A PM DE PERNAMBUCO”.

Pois é!... Estas poderiam ter sido as manchetes dos parciais jornais cariocas se a nossa tenente Lúcia Helena não tivesse honrado sua farda e conduzido com sobriedade e coragem sua tropa de choque para deter esse delinqüente travestido de jogador de futebol que é o zagueiro do Batafogo carioca André Luis.


O moleque zagueiro do Botafogo-RJ André Luiz, desrespeitoso com o povo pernambucano.


Vi e revi muitas vezes as imagens da confusão criada pelo “atleta” Botafoguense – que aparentemente estava drogado – e em momento algum notei excesso de força por parte da PM. A força utilizada foi a necessária para conter aquele bandido que, por vir do sul do país e por ter aquela cara de víbora pré-histórica, achou que amedrontaria nossa pequena Lúcia Helena. A oficial o interpelou de braços abertos e foi recebida aos gritos e com gestos de quem parecia querer agredi-la. Quase sem alcançar, segurou-o pelo braço, e foi chamada de “policial de merda!”. Deu-lhe então voz de prisão imediatamente, no que foi atendida por sua tropa. Depois de imobilizado ainda fez gestos chamando seus companheiros de clube para juntarem forças a ele contra a nossa Polícia Militar. Ainda bem que não vieram, pois, sabe-se lá onde teríamos chegado.

Ver aquela morena com sua boina arriada sobre uma das orelhas, com o fardamento de choque a masculinizar-lhe as formas femininas, dirigindo-se ao perigo com o caminhar determinado qual o de um guerreiro a desfilar diante do seu general, me fez imaginar como o treinamento militar pode retirar da mulher toda a sua doçura, feitiço e suavidade. Não, eu não gostaria de ter uma dessas dividindo a vida comigo.


Aos berros e com gestos, chamava seus companheiros para participar da molecagem, enquanto um PM o imobilizava e o outro lhe pedia calma.

Mas, no dia seguinte, no programa de Ana Maria Braga – da Rede Globo – o que vi me encheu ainda mais de orgulho por haver escolhido ser pernambucano, e me encheu de encanto também. Encantou-me a doçura, a beleza, a suavidade tamanha que quase levou-me a acreditar que não era a mesma pessoa da tarde anterior que não recuou um milímetro diante do gigante enlouquecido. Mas era... Era ela mesma! Segura de si, foi graciosamente convincente ao justificar as decisões que tomara no embate; enobreceu a Polícia Militar de Pernambuco ao mostrar a todos que estava preparada para comandar; mostrou para todo o país como a mulher pernambucana – seja de que cor for, até mesmo da cor de “jambo” como Lúcia Helena – pode ser suave sem perder o destemor.

Duvido que algum torcedor pernambucano, seja do Santa, do Náutico ou do Sporte, não tenha acordado como eu, perdido de amores por Lúcia Helena.



Lucia Helena no meu Bar Farândola - Barzinho Encantado de Olinda. Ficamos amigos, e fãs um do outro.
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