segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FHC, O CORRUPTO MOR, DIZ QUE COMPRARAM OS VOTOS DA SUA REELEIÇÃO SEM QUE ELE SOUBESSE DE ALGUMA COISA. PODE?...





FHC assustado, se diz vítima


Em entrevista a Mariana Godoy e longe das perguntas enviadas pelo chefe Ali Kamel, a entrevistadora parecia uma espécie de Risadinha de Saias, ou, a versão mais feminina de Roberto Dávila.

A vida seria uma beleza se as entrevistas pudessem ser feitas apenas num ambiente de risadas.
Mas não é assim. E as melhores entrevistas da história contêm, todas elas, tensão e, não raro, antagonismo. Porque o objetivo não é alegrar o entrevistado e sim informar o público.
Uma clássica, da Playboy americana, foi bruscamente interrompida quando o entrevistado, o jovem Robert de Niro, pegou o gravador do jornalista e o espatifou contra a parede.
Mas, fora os sorrisos, o que mais me chamou a atenção na conversa de FHC com Mariana foi a postura dele em relação à compra de votos no Congresso para que ele pudesse ter um segundo mandato, então proibido pela Constituição.
FHC, durante muito tempo, negou essa realidade palpável, expressa em feias maletas cheias de numerário, conforme evidências tão fortes quanto as que trouxeram à luz as contas na Suíça de Eduardo Cunha.
Para tanto, FHC contou com o apoio da imprensa amiga, para a qual maletas com dinheiro não eram um assunto digno de ser colocado em entrevistas com FHC.
Mas a internet mudou as coisas, e em sites independentes a compra é frequentemente lembrada, em seus detalhes mais vívidos. E da internet o episódio ganhou, enfim, alguma atenção da imprensa.
Até no Roda Viva o assunto apareceu, claro que do jeito que você poderia esperar de um programa como aquele.
FHC, diante das novas circunstâncias, foi obrigado a aceitar o fato de que sua reeleição foi comprada.
Mas, e isto é fundamental, ele encontrou sua própria e personalíssima versão dos acontecimentos, como ficou claro no programa de Mariana Godoy.
FHC se coloca, indignado, como vítima da compra. O beneficiário foi ele. Tudo foi feito para ele. Cada cédula nas maletas tinha como objetivo proporcionar mais quatro anos de presidência para FHC. (Aqui, um vídeo de um repórter da Folha que cobriu a compra, em 1997.)

E no entanto ele fala do assunto como se tivesse sido vítima de uma armação infernal de forças ocultas.
Não foi coisa dele, não foi coisa do PSDB, não foi coisa do seu amigo Sérgio Motta, tesoureiro do partido e amigo seu de décadas.
Talvez FHC evolua, em breve, para a seguinte versão: foi coisa do PT. De Lula.
Em seu jorro de indignação, ele usa como argumento o fato de que a emenda foi aprovada com larga margem e que ele foi reeleito no primeiro turno.
Mas um momento.
Só faltava você comprar votos no Congresso e perder na votação, tanto mais que o dinheiro – limpo, naturalmente – só era entregue contra a demonstração do voto comprado.

Quanto à vitória nas eleições presidenciais, o que uma coisa tem a ver com a outra? Nada, mas FHC decidiu dizer que tem. Se entendi, é como se o voto popular absolvesse e abençoasse a compra.
Então ficamos assim, como vimos no programa de Mariana Risadinha Godoy.
FHC foi vítima do dinheiro que comprou seu segundo mandato.



EM JANTAR, AÉCIO E FHC CONSPIRAM CONTRA DILMA E NOSSA DEMOCRACIA




Assustados, Aecinho e Fernandinho HC regurgitam seus temores com o que conseguiram mater às escondidas até agora.


O probo presidente do PSDB e senador acima de qualquer suspeita Aécio Neves (MG) - aquele que teve como padrinho de casamento ninguém menos que o prisioneiro André Esteves, ex dono do Banco BTG Pactual - jantou ontem, domingo 29 à noite, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - aquele que nomeou Delcídio do Amaral para uma diretoria da Petrobrás. Juntos, conspiraram contra a presidente Dilma Rousseff. Em sua página no Facebook, Aécio postou a foto do encontro com a seguinte mensagem: "Com o presidente Fernando Henrique Cardoso, avaliando a extensão da crise".
No últimos dias, a prisão do senador e líder do governo Delcídio Amaral (PT-MS) reacendeu as esperanças golpistas no PSDB, que desde as eleições de 2014 tenta tirar Dilma do poder. Os tucanos, que haviam rompido com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agora esperam que o deputado abra um processo de impeachment.
A decisão pode ser tomada até sexta-feira 4, conforme anunciou o próprio Cunha na semana passada. A recusa ao pedido está condicionada ao apoio do PT no Conselho de Ética contra a cassação do presidente da Câmara, processo cujo relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), a favor da continuidade da investigação, será votado nesta terça-feira 1º.

Cunha também pode autorizar o pedido de impeachment apresentado pelo ex-petista e jurista Hélio Bicudo, que recebe o apoio da oposição, caso receba o apoio de parlamentares da oposição no Conselho de Ética e não seja aprovado, no Senado, o projeto que permite ao governo fechar as contas com déficit de R$ 51 bilhões.
Acontece que, nas últimas semanas, a imagem do presidente da Câmara deixou de ter legitimidade para tal iniciativa. Alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por recebimento de propina no esquema de corrupção da Petrobras, investigado na Operação Lava Jato, e apontado como dono de contas secretas na Suíça, Cunha acaba de ser acusado de receber R$ 45 milhões do BTG Pactual, cujo dono, André Esteves, foi preso na semana passada junto com Delcídio Amaral.
O áudio que embasou a prisão do senador e do banqueiro também revela fatos obscuros sobre o PSDB. Na conversa gravada com seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, o advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, e o filho do ex-diretor da Petrobras, Bernardo Cerveró, Delcídio demonstrou receio de revelações sobre seus negócios com a Alstom no governo FHC, período em que o senador ocupou uma diretoria na Petrobras. Além disso, André Esteves tem estreitas relações com o PSDB e especialmente Aécio Neves – chegou a participar da lua de mel do tucano em 2013, após ser seu padrinho de casamento.
Certamente sairam do restaurante deixando um rastro de merda no ar, já que FHC, sempre que o perigo lhe bate à porta, costuma borrar as calças.