sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A ONDA VERMELHA NAS RUAS DO PAÍS VIROU O JOGO







Mais do que propaganda política nas TVs, o que está fazendo a diferença nessa eleição é a ação da militância nas ruas e nos locais de trabalho, conversando, debatendo, mostrando as diferenças entre os projetos que estão em disputa - o nosso, que garante avanços e conquistas; e o da direita, que quer nos impor retrocessos, como flexibilização da CLT. O que está fazendo a diferença é a militância ir para as ruas dizer em alto e bom som: #NemQueaVacaTussa vamos admitir perda de direitos conquistados com tanta luta.
Espaço de propaganda eleitoral na TV todo mundo tem, marqueteiro todo mundo tem. Mas militância só Dilma tem. E é isso que faz a diferença, podem ter certeza disso.
Pegue sua bandeira, ponha a estrela do PT no peito, informe-se nos sites e blogs comprometidos com a verdade dos fatos, que não manipulam nem distorcem as informações, são contrapontos à pauta única, negativa e mentirosa de parte da grande mídia e vá para o debate, conquistar cada vez mais votos.
Leia o Muda Mais, o Brasil da Mudança, a Rede Brasil Atual, acesse as páginas dos blogueiros progressistas que têm compromisso com a informação, respeitam o leitor e vá para o debate bem informado, pronto para conquistar cada vez mais votos, com orgulho e confiança.
A militância já virou outras campanhas e garantiu vitórias históricas como as de Lula, em 2002 e 2006 e a de Dilma 2010.
Essa semana uma socialite de São Paulo mostrou porque a elite nos teme. Ela disse para uma repórter da Folha de S. Paulo que não quer que Dilma reeleita porque tem medo que os pobres passem a mandar no País.
Nosso recado a ela é esse: Vamos ganhar com Dilma lá, e no Senado Suplicy! E sabe por quê? Porque temos o que dizer, temos o que defender, temos discurso, formamos a maior liderança popular do País, somos militantes de uma causa e por isso não descansamos. Estamos transformando o País e queremos que todos sejam beneficiados com mais emprego e renda, saúde e educação de qualidade. Queremos mais segurança e a consolidação das políticas públicas que garantem a todos o sonho da casa própria, alimento na mesa três vezes ao dia e chances reais, concretas de melhorar de vida.
O governo Dilma gerou mais de 5 milhões de empregos, tirou 36 milhões de pessoas da extrema pobreza e distribuiu renda. Além disso, sancionou Leis como a que instituiu a Política de Valorização do Salário Mínimo, ampliou o aviso prévio de 30 para 90 dias, aprovou a PEC das domésticas, a PEC 81 que determina a desapropriação de terras sem qualquer indenização de propriedades urbanas ou rurais em que se constatar a prática de trabalho análogo à escravidão, entre tantas outras medidas. E ela vai fazer muito mais no próximo mandato.
Dilma vai ser reeleita com a força, a garra, a persistência e capacidade de trabalho da militância petista, que não desiste nunca porque acredita em um Brasil melhor e para todos.
Nesta reta final vamos ocupar mais as ruas. Vamos defender as nossas propostas, o legado dos doze anos de governo, de 34 anos de existência do PT e 31 da CUT. Vamos defender nossos direitos.

#NemQueaVacaTussa vamos eleger candidatos que querem tirar direitos dos trabalhadores. Vamos continuar transformando o Brasil numa Nação mais justa e inclusiva.


O casamento de conveniência de Marina com a alta sociedade paulistana





Me dá um dinheiro aí




Se Marina Silva apareceu nas Jornadas de Junho como uma certa esperança de mudança de uma certa juventude, ela vai se consagrando como voto útil e sectário de gente cuja principal motivação para escolhê-la é o ódio figadal ao PT.
No balaio de gatos dos neosimpatizantes de sua candidatura cabe de tudo. Agora é o flerte com a — cof, cof — high society paulistana, um grupo cuja caricatura é a da empresária Rosângela Lyra, ex-representante da Dior do Brasil, católica militante, sogra de Kaká (cuja mulher é pastora).
Rosângela organizou um encontro de Walter Feldman, articulador da campanha marinista, com o supra-sumo da rua Oscar Freire, onde se concentram todas as grifes chiques de São Paulo.
Walter (“Waltinho”), que debandou do PSDB depois que viu que não teria mais espaço, acredita numa debandada generalizada do partido em caso de derrota.
Aproveitou para tranquilizar as moças sobre um possível governo socialista do PSB, na possibilidade remota — descartada há décadas — de o PSB ser coerente com o que a sigla significa.
Os tais conselhos populares de que Marina fala, segundo ele, não serão parecidos com “sovietes” ou “organizações de esquerda”. Enfim, muita calma nessa hora, tamo junto, confia, segura na mão de Deus e vai.
É do jogo Marina buscar voto em qualquer lugar, seja de onde for e de quem vier (e como for?). Mas você não precisa ser muito esperto para ver que isso não tem nada a ver com “nova política”.
O marinismo sai do armário em pequeno estilo. Do outro lado, é difícil imaginar as amigas de Lyra tomando chá com a ex-seringueira se estivéssemos em circunstâncias normais.
No vale-tudo da eleição, Marina topa servir de cavalo de Troia para quem a quer apenas para executar o trabalho sujo de tirar da frente o inimigo.
Nesse casamento, é enorme a chance de decepção de ambas as partes. Aécio é o funcionário do mês, que todos já conhecem. Marina está na frente, mas uma incógnita. Alguém precisa lembrar que não existe almoço grátis.
Sua aura de pureza se evapora a cada dia. Marina ganhou 1,6 milhão de reais entre 2011 e 2014, fruto de palestras. Declarou que não podia revelar os nomes dos contratantes por causa de uma cláusula de confidencialidade.
Segundo a Folha, a cláusula não se aplica a vários dos contratos. Muitas entidades não assinaram nada que obrigasse ninguém ao silêncio. Como sempre, Marina usa seu comportamento passivo-agressivo para dizer que isso é perseguição.
“Vou votar na Marina. Ela quer a mudança que todos almejamos e não sabemos onde tá nem como fazer. E ela sabe”, diz Rosângela Lyra. “Marina tinha algumas ideias, mas a gente acredita que, com o passar dos anos, ela pode ter mudado”.
Ela tinha milhares de ideias, não há dúvida. Mudou porque muda de opinião de um dia para outro, dependendo do interlocutor.
O problema é quando esse defeito grave vira virtude apenas porque é conveniente. Não há nada mais velho, moribundo e desprezível do que isso.




Por que ninguém dá a pesquisa que diz que o brasileiro é um dos sujeitos mais felizes do mundo?





O BV, Brasil de Verdade


Como é o país que você na mídia? E como é o Brasil visto pelos brasileiros?
Bem, parecem dois países diferentes.
Acaba de sair uma pesquisa mundial do instituto Gallup, em associação com a empresa americana de bem estar Healthways.
Foram ouvidas pessoas de 135 países, com o objetivo de avaliar o grau de satisfação delas. As entrevistas focavam em aspectos vitais da vida de cada um de nós: de dinheiro a saúde, das relações sociais ao encaixe na comunidade.
O Brasil ficou em quinto lugar.
É uma posição excepcional. Nas piores colocações você encontra países em guerra, como Iraque e Afeganistão.
Isto significa que o brasileiro está feliz. É feliz. É otimista. Gosta de seu país e de sua vida, e acha as coisas vão melhorar.
Não preciso dizer que este levantamento foi virtualmente ignorado pela imprensa brasileira. O único lugar em que o vi – além do próprio DCM – foi no site da Exame.
Compare o brasileiro tal como é apresentado pela mídia com este que emergiu da pesquisa.
O BM – chamemos assim o Brasileiro da Mídia – é um sujeito atormentado, neurótico, infeliz, revoltado. Tem ódio do seu país, e desprezo pelos seus conterrâneos. Sente vergonha de dizer que é brasileiro no exterior.
Ele pode ser personificado em Jabor, numa referência masculina, ou em Rachel Sheherazade, numa referência feminina.
Agora examinemos o BV, o Brasileiro de Verdade. É aquele que os estrangeiros escontraram nas ruas, na Copa do Mundo. Afável, sorridente, bem humorado, gentil. De bem com a vida, de um modo geral.
O BV é a negação do BM.
Um desses dois brasileiros não faz sentido, e você pode bem imaginar qual.
O que está por trás do retrato grotescamente distorcido do Brasil e dos brasileiros feito por jornais, revistas, telejornais etc?
É o pavor de que, mostrando o brasileiro médio como um sujeito feliz, você esteja promovendo, indiretamente, o PT.
É um pensamento de brutal obtusidade.
O BV, o Brasileiro de Verdade, tem um caso de amor não com este partido ou aquele – mas com o Brasil.
Pode mudar o partido no Planalto que a alegria que está na alma do brasileiro permanecerá.
Compare o BM com as palavras ditas e escritas por Jabor. Num artigo recente publicado no Globo, ele escreveu: “Hoje, sabemos que somos parte da secular estupidez do país. Assumir nossa doença talvez seja o início da sabedoria.”
“Nossa doença”?
Jabor deveria olhar para o espelho ao formular este tipo de pensamento. Ele é um infeliz, um amargurado, um derrotado.
Um BM, em suma.

O BV, como mostra a pesquisa do Gallup, e como todos nós sabemos por experiência própria, é o oposto de Jabor.