quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Execução de Troy Davis - Circo dos Horrores à USA

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 A execução, inicialmente prevista para as 20:00 h de aontem em Brasília, acabaria  por se concretizar às 00:08 h de hoje após o Supremo Tribunal dos Estados  Unidos ter recusado um apelo dos advogados.
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O caso de Davis é apresentado pela defesa como típico cidadão negro  condenado injustamente pela morte de um branco, e reabriu o polêmico debate  sobre a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos.
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Em 2008, o Supremo Tribunal tinha concedido a suspensão temporária da  execução e determinou uma audição no ano seguinte para que Davis pudesse  provar a sua inocência, uma tentativa que, segundo um juiz federal, não  conseguiu e que levou a justiça a manter o veredito.
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Familiares e amigos de Davis.
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Troy Davis já tinha conseguido evitar a sua execução em três ocasiões  desde 2007 e procurava consegui-lo novamente. Foi condenado à morte em 1991  pelo homicídio em 1989 de Mark MacPhail, um agente policial. 

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Dilma, no Financial Times: Hora de determinação e ousadia

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Brasil vai enfrentar os manipuladores da moeda
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September 21, 2011 8:28 pm
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Vivemos dias turbulentos. A crise financeira de 2008 não acabou, especialmente nas economias avançadas. Com o crescimento ainda fraco, estes países tem adotado políticas monetárias extremamente expansivas, em vez de buscar um maior equilíbrio entre estímulos fiscais e monetários. As economias emergentes têm sustentado o ritmo de crescimento, mas não podem assumir o papel de motores globais sem ajuda.
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Economias que emitem moeda estão gerenciando a liquidez internacional sem considerar o bem coletivo. Estão recorrendo a taxas de câmbio subvalorizadas para garantir sua fatia dos mercados globais. Esta onda de desvalorizações unilaterais cria um círculo vicioso que leva ao protecionismo no comércio e nas taxas de câmbio. Isso tem efeitos devastadores para todos, mas especialmente para os países em desenvolvimento.
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O grande desafio para os próximos anos é tratar da dívida soberana e dos desequilíbrios fiscais em alguns países, sem parar — ou reverter — a recuperação global.
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Só o crescimento econômico, baseado em distribuição de renda e inclusão social, pode gerar os recursos para pagar a dívida pública e cortar déficits. A experiência da América Latina nas últimas décadas mostra quanto a recessão traz em perda de produção, aumento das desigualdades sociais e desemprego.
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Se pretendem superar a crise, as maiores economias do mundo deveriam dar sinais claros de coesão política e coordenação macroeconômica. Não haverá recuperação de confiança ou crescimento sem maior coordenação entre os países do G-20. É vital — para a Europa em particular — que se recupere o espírito de cooperação e solidariedade demonstrado no ápice da crise.
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É por isso que o Brasil apoia o Quadro para Crescimento Forte, Sustentável e Equilibrado do G-20, que precisa ser gerenciado por todos e para todos, sem exceção.
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Outras iniciativas são necessárias no campo internacional: maior regulamentação do sistema financeiro, para minimizar a possibilidade de novas crises; redução dos níveis de alavancagem. Precisamos avançar com as reformas das instituições financeiras multilaterais, aumentando a participação dos países emergentes que agora têm a responsabilidade primária pelo crescimento econômico global.
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É urgente combater o protecionismo e todas as formas de manipulação das moedas, que promovem competitividade espúria às custas de parceiros comerciais. O G-20 pode oferecer uma resposta coordenada, na qual as grandes economias ajustem políticas fiscais, monetárias e/ou de câmbio, sem medo de atuar isoladamente. Um sistema aberto de comércio global requer a sensação de confiança mútua.
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Enquanto isso, ameaçados pela entrada de capital largamente especulativo e pela rápida e insustentável apreciação de suas moedas, os países em desenvolvimento que adotam taxa de câmbio flutuante, como o Brasil, são forçados a adotar medidas prudenciais para proteger suas economias e suas moedas nacionais. Não vamos sucumbir a pressões inflacionárias vindas de fora. Com firmeza e serenidade vamos manter a inflação sob controle, sem abrir mão do crescimento econômico, que é essencial se vamos promover a inclusão social. Nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e a estabilidade dos preços não é negociável e a sintonia de nossa política econômica sempre vai trabalhar com este objetivo.
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Quanto às políticas de longo prazo, o Brasil reconquistou a capacidade de planejamento em campos como a energia, o transporte, o setor habitacional e o saneamento, ao redefinir o papel do estado no desenvolvimento da infraestrutura social.
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A descoberta de grandes reservas de petróleo em águas profundas vai abrir um novo ciclo de industrialização, especialmente nos setores naval, petroquímico e de bens de capital; também vai permitir ao Brasil criar um fundo especial para investir em políticas sociais, científicas, tecnológicas e culturais.
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O país fortaleceu as empresas estatais como a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos para induzir o desenvolvimento. Através de mecanismos de defesa comercial, apoiados nas regras da Organização Mundial do Comércio, o Brasil não vai permitir que sua indústria seja ameaçada pela competição injusta.
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O Brasil também tem compromisso com a luta contra o desmatamento, especialmente na Amazônia; com a promoção da agricultura sustentável; com o fortalecimento de uma matriz energética variada. Estou convencida da necessidade de consolidar estas conquistas, assim como estou certa de que temos responsabilidade pelo reequilíbrio da economia mundial. É hora de os líderes globais agirem com determinação e ousadia. É isso o que o mundo espera de nós.
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*The writer is president of Brazil
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