sábado, 23 de agosto de 2014

Polícia Federal apura fraude em compra de jato utilizado por Eduardo Campos







Publicado no Diário de Pernambuco (Política) de 22/08/14


A Polícia Federal investiga três empresários de Pernambuco suspeitos de terem participado da compra irregular do jato Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA, que caiu em Santos na semana passada, matando o candidato à Presidência do PSB, Eduardo Campos, e outras seis pessoas.

Os empresários João Carlos Lyra Pessoa Monteiro de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite teriam adquirido a aeronave, mas a Agência Nacional de Aviação Civil desconhecia o negócio. Oficialmente, ela pertence à AF Andrade, empresa de Ribeirão Preto, que está em recuperação judicial. Pela lei, o Cessna usado por Campos não poderia ser vendido sem autorização judicial. Só agora, após o acidente, a AF Andrade informou a Anac da compra.


João Carlos é usineiro, dono da factoring JCL Fomento Mercantil. e era próximo de Campos. Apolo é dono de uma importadora de pneus, a Alpha Trading Comércio, Importação e Exportação Ltda, conhecida como Alpha Pneus, e da D’Marcas Comércio Ltda. O empresário foi alvo de denúncia do Ministério Público Federal em 2009 por um esquema de sonegação que teria provocado um prejuízo de R$ 100 milhões à Receita.

O terceiro empresário investigado é conhecido como Eduardo Ventola, Dono da Cerâmica Câmboa e de uma construtora.

Documento da AF Andrade enviado à Anac informa que a Bandeirantes Cia. de Pneus S.A. e a BR Par Participações assumiram os custos do leasing de compra da aeronave. A Bandeirantes Pneus diz ter se interessado no jato, mas a compra não ocorreu porque a Cessna Finance Export Corp não aprovou a tempo o negócio. João Carlos Lyra, Apolo e Eduardo não foram localizados.





“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma na abertura da Copa









Depois de quase três meses em sigilo, ficamos sabendo, pelo Estadão, que 20 mil  cartazes foram distribuídos à entrada do Itaquerão, na abertura da Copa, atacando e pedindo manifestações contra Dilma Rousseff.

O apelo era explícito: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos que está na hora do Brasil  vencer de verdade”.

Foram pagos pela empresa Multilaser, pertencente a Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder.

Dois yuppies que, imaginem só, mantêm um site em que avaliam a eficiência e a ética dos políticos.

É claro que  quase só entram ali os parlamentares de direita ou os que se dizem de esquerda mas, na prática, acompanham as políticas da direita.

Então foi assim que se preparou a “manifestação espontânea” de grosseria no jogo inaugural da Copa?

É assim que dois empresários que, inclusive, gozam de incentivos fiscais, gastam o dinheiro que a União deixa de recolher em impostos?

Porque quem pagou não foram eles, do bolso próprio, mas a empresa.

Com direito a abater nos impostos que ambos maldizem.

A empresa, aliás, não deve ter do que reclamar dos impostos, pois diz o Estadão que “segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões em 2012 para R$ 128 milhões em 2013″.

Um crescimento nada mau de 151% nos ganhos dos pobres coitados que dizem estão carregando o Estado brasileiro nas costas.


Mais cara de pau, só a da nossa imprensa, que  tinha um esquadrão de repórteres pronto para encontrar qualquer montinho de terra que ajudasse a dizer que a festa era um desastre, mas não foi capaz de ver a distribuição de milhares de cartazes que, é só olhar, não tinham nada de espontâneos.




EXCLUSIVO: EMPRESA QUE NEGA COMPRA DO JATO ACIDENTADO TEM OUTRO AVIÃO, QUE EDUARDO TAMBÉM USAVA





A Marina não pegou o avião do Eduardo no último voo, mas o avião do Eduardo vai pegar ela



Texto de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:



A empresa Bandeirantes Companhia de Pneus, uma ex-recauchutadora de Pernambuco, que passou a importar e vender pneus chineses, e divulgou ontem nota negando que tivesse arrendado o avião Cessna PP-AFA usado por  Eduardo Campos  em sua campanha e que o matou no acidente da semana passada em Santos  tem outro aparelho, igualmente cedido ao ex-candidato do PSB, de forma irregular.


É o birreator Learjet 45, arrendado do Bank of Utah Trustee, prefixo PP-ASV, que campos usava até o negócio ainda obscuro que lhe proporcionou usar o Cessna mais moderno que acabaria por matá-lo no acidente.

Em maio, o jornal A Tarde, da Bahia, registra o candidato junto ao avião, chegando para uma visita a Feira de Santana.

O registro completo da aeronave, que está ativo e indica que a Bandeirantes ainda o possui pode ser consultado na Anac, usando este link e a matrícula, sem hifen.

A situação está ficando cada vez mais complicada, pois não há explicação plausível para uma pequena empresa (aliás, uma filial da empresa, que mudou formalmente sua sede para uma sala em João Pessoa, na Paraíba) possuir um aparelho destes e ainda se interessar em comprar outro, ainda mais moderno.


Estão chegando muitos documentos e informações, mas este blog manterá sua política de só divulgar aquilo que estiver fartamente documentado, como isto está, pelo Registro Aeronático Brasileiro.


Clique aqui para ler “Comprador do jatinho era sócio de Eduardo ?”