quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Meninas de Prata, Nervos de Aço, Coração de Ouro.

Foi mesmo uma pena! Quanto orgulho todos nós brasileiros sentimos dessas meninas prateadas, mas reluzindo a ouro. Quanto empenho, quanta raça, quanta habilidade e, principalmente, quanta dignidade e respeito com o adversário quando o placar nos era desfavorável.
Há dois anos não vemos uma seleção brasileira de futebol - incluindo aí a masculina - nos dar tanto orgulho, mexer tanto com nossos nervos, e correr até o último segundo, mortas de cansaço, na tentativa de mudar a história do jogo. Parabéns, essas meninas!...
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Adoção: Por Que os Gays Não Merecem?!

O que o amor tem a ver com a sexualidade?
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O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que a nova Lei de Adoção aprovada ontem, se depender dos deputados, será conhecida como lei Cléber Matos. "É uma homenagem ao meu filho adotivo, já falecido", disse, emocionado, o deputado João Matos, um dos que influenciaram os “líderes” dos partidos a excluírem a possibilidade de adoção por casais homossexuais.
Um tema de tamanha importância para milhares de crianças abandonadas nas ruas e orfanatos do Brasil e também para casais homossexuais que desejam sentir o prazer de cuidar e ver crescer uma criança ao seu lado, foi desviado para satisfazer o ego de um dos seus membros que queria ver seu nome titulando essa lei, agora definitivamente capenga.
Não precisa existir “o casal” para que seja permitida uma adoção. Basta que uma pessoa singular preencha alguns pré-requisitos do Estatuto da Criança e do Adolescente para ter esse direito reconhecido.
Por que precisa ser heterossexual para ter esse direito? Na verdade, o que devemos nos perguntar é o que exatamente nos garante que alguém, simplesmente por ser heterossexual, dará a uma criança condições melhores de vida que um outro pai, homossexual. O que nos garante que essa criança terá um ambiente saudável somente porque sabemos que seu pai mantém relações sexuais com pessoas de sexo oposto ao dele? A segurança, a felicidade e a integridade da criança ficam relegados a segundo plano, passando a prevalecer, como os adotantes transam ao fecharem a porta do quarto.
É muita hipocrisia dessa Câmara de Deputados lotada de gangsteres de todos os quilates e especialidades, e de homossexuais também, por que não, mas que não podem aparecer como tal para supostamente não perder votos ou morrer de vergonha do papai que está em casa.
A justificativa de que o item foi vetado por que não é reconhecida legalmente a união civil homossexual, é derrubada pelo fato de que uma única pessoa pode adotar uma criança.
Por que esses deputados têm vergonha de aprovar na íntegra uma lei como essa, que beneficiaria tantas crianças, e não têm de impedir investigações sobre as falcatruas dos seus membros; de votarem benesses para seus pares na calada da noite; de se esconderem atrás dos mandatos para fugir da polícia?
Esperamos que na volta ao senado esse retrocesso seja reparado.

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