quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MENDONCINHA "DOMINÓ" VAI GASTAR 200 MIL EM LANCHINHOS NOS JATINHOS DA FAB



O "Dominó" do título é uma referência do Blog Bastidores. Quando Collor fechou o banco federal (BNCC) onde eu trabalhava, abri um barzinho cubano de nome "El Bodegón" em Recife, e Mendoncinha - então com vinte e poucos anos - começou a frequentá-lo com mais três amigos, levando embaixo do braço uma caixinha de madeira com um jogo de dominó, desfrutando dele até alta madrugada, regada a cerveja e gargalhadas. Um garçom, já bem veterano, dizia que já servira seu pai (Deputado Estadual José Mendonça), e que já ouvira dele o comentário de que o filho não havia dado pra nada.

Do DCM

Embora seja lateral, diante dos acontecimentos de hoje (ainda volto ao tema, hoje) , a notícia de que o Ministério da Educação mandou soltar um edital para compra lanches para serem consumidos pelo Ministro Mendonça Filho e seus “maçanetas” nos jatinhos da FAB que o transportam.
Segundo a insuspeita Época, o edital diz que “Na dinâmica das viagens de avião, existe um momento que cabe o fornecimento de refeições para o Senhor Ministro e sua comitiva e que este fornecimento proporciona diversas vantagens como tranquilidade, menor nível de estresse, disponibilização de boas condições de trabalho, fornecimento de água, dentre outras vantagens onde também sabe-se que no transcurso do voo não se tem como adquirir alimentos e bebidas pois são aeronaves de uso restrito, daí a contratação de empresa especializada nestes serviços aeroviários é uma maneira de cumprir as funções institucionais.”
E, por isso, vai comprar bandejas de frutas por até R$ 119 e refeições a R$ 54…
Mendonça, sem querer fazer sombra a seu assessor Alexandre Frota, não ficaria mais em conta pedir umas quentinhas com salgadinhos, kibes ou coxinhas?




"CALICUTE" DA PF PRENDE SÉRGIO CABRAL E CONDUZ COERCITIVAMENTE SUA MULHER PARA DEPOR





A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Além dele, outros mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público, e outro pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba.
Cabral é alvo de dois mandados de prisão preventiva, um pela Operação Calicute, que tem como base a delação premiada do empresário Fernando Cavendish, outro, pela Lava Jato, com base na delação da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. A esposa de Cabral, Adriana Anselmo, é alvo de condução coercitiva pela Operação Calicute.
Por volta das 6h50, um carro saiu da garagem do ex-governador e muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam pela prisão dele. Para sair do local, a polícia chegou a jogar spray de pimenta.
A ação tem o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, cujo prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.
No início da manhã também foi preso o assessor de Cabral, Wagner Jordão Garcia, na Barra da Tijuca, Zona oeste do Rio. Ao todo, a polícia visa cumprir 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 conduções coercitivas.
A polícia chegou à casa de Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, por volta das 6h. Cabral e os outros acusados são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras públicas como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
A investigação teve como ponto de partida as delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez, feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram à força-tarefa que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras. Só a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176 milhões em propina para o grupo.
O mandado expedido pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, visa cumprir, de forma coordenada, 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária.
Além de Cabral, a polícia também busca cumprir mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, e do ex-secretário de obras,
Hudson Braga.

A operação foi batizada de “Calicute”, região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvarez Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.

JORNAL NACIONAL BATE DE FRENTE COM A SOCIEDADE E ESCONDE SEUS CANALHAS PREFERIDOS



O Jornal Nacional chamou os invasores da Câmara dos Deputados de “vândalos” que “afrontaram a Constituição”. Muito bem. Curiosamente, omitiu que os fascistas gritavam “Viva Sérgio Moro” enquanto pediam intervenção militar.

CACO BARCELOS É LINCHADO, PEDE SOCORRO, MAS GENOÍNO NÃO ESTAVA LÁ PARA PROTEGÊ-LO







A agressão sofrida por Caco Barcellos no protesto dos servidores na Assembleia Legislativa do Rio foi covarde, absurda e deve ser repudiada por qualquer democrata.
Ponto.
Dito isto, Caco foi imprudente, o que causa surpresa num repórter tarimbado como ele. Escapou por pouco de ser linchado.
Sério, corajoso, Caco está subestimando o ódio que a emissora onde trabalha provoca — à esquerda e à direita. Ódio este que só faz crescer.
Sob os gritos do clássico “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo” e “golpista”, foi xingado, depois alvo de garrafas de água vazias até ser finalmente perseguido por um grupo.
Tomou chutes até conseguir escapar para um lugar seguro.
Precisa parar de dar sopa para o azar. Não é a primeira vez que passa aperto. Em 2013, a equipe do “Profissão Repórter” foi cercada e impedida de gravar num protesto. Caco estava presente e foi hostilizado.
No distante ano de 2000, quem o salvou de apanhar foi, veja você, José Genoino. O episódio ocorreu durante um ato do funcionalismo público de São Paulo que reuniu cerca de 20 mil pessoas em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
Tudo andou bem até que, segundo reportagem da Folha, “punks, servidores embriagados e pessoas que não estavam participando do movimento por reajuste tentaram agredir jornalistas”.
O alvo principal foi Caco Barcellos. De acordo com a matéria, “ele entrevistava o deputado federal José Genoino (PT) quando foi cercado”.
Deputados e assessores, com Genoino à frente, fizeram um cordão de isolamento para tirar o repórter da aglomeração.
As belas fotos — de quem? — registraram esse momento.
Eu me pergunto se, depois do massacre que sofreu, Genoino faria isso novamente. Suponho que, caso se tratasse do Caco Barcellos, repetiria o gesto.
Suponho.