A VAGABUNDICE NO MINISTÉRIO PÚBLICO E O SILÊNCIO CONIVENTE DE JANOT

Travestidos de senhores da dignidade, não passam, na verdade, de aproveitadores, beneficiados pelo que a lei lhes confere, e desonestos, que fingem lutar diuturnamente, contra a bandalheira que eles mesmos encabeçam. Em maio deste ano, depois de abrir um inquérito civil para investigar supersalários na Prefeitura de Sorocaba, interior do Estado de São Paulo, o promotor de justiça Orlando Bastos Filho mandou um ofício duro ao prefeito da cidade: “Que fique claro, desde logo, que não será aceita eventual alegação de sigilo: uma, porque detém o MP constitucionalmente poder de requisição; duas, porque os vencimentos de servidores públicos é informação pública; por fim, porque são até publicados, considerando a lei de acesso à informação.” Conhecido na cidade pelo rigor com que fiscaliza o poder público, Orlando Bastos Filho acaba de ter seu nome divulgado na lista de supersalários do Ministério Público do Estado de São Paulo: em outubro, seus vencimentos foram de R$ 107 mil b...