sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Férias na Casa de Praia de Babá e Célia – III – Paella Valenciana

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Kekel foi a primeira a chegar correndo.
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O despertar aqui na praia de Intermares, no ponto mais oriental das Américas, além do que a situação geográfica acrescenta, tem outros ingredientes trazidos pela presença de pessoas muito queridas, que aos poucos foram se agregando ao grupo primeiro, transformando-o numa verdadeira farândola.

Saímos para caminhar com o sol bem próximo ao horizonte. Fazemos isso pela calçadinha que acompanha a curva da praia e, ao todo, completamos um percurso de aproximadamente oito quilômetros.
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Cozido em quase um litro de azeite extra virgem Galo, o arroz que fica um pouco torrado no fundo da paellera é delicioso.
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Na volta nos sentamos nos bancos de alvenaria que acompanham toda a calçada, e nos juntamos ao grupo de turistas que saboreia frutas bem tropicais como abacaxi, melancia e mamão, todos geladinhos e bem maduros, servidos aos pedaços em saquinhos plásticos com palitinhos de picolés com pontas afiadas. Ainda levamos para casa quatro abacaxis fatiados.

Já em casa, Babá assume a vitamina passada no liquidificador com banana, leite, ameixas, linhaça e mel de abelhas.

Aos poucos todos vão acordando, e a turma mais preguiçosa, que não aproveita a caminhada nem os abacaxis e vitamina, fica com os sanduíches e café com leite que Babá já deixa pronto.
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Há duas milhas náuticas da Praia de Camboinha, emerge, com a maré baixa, esta pequena e encantadora praia de areias vermelhas.
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Ontem – quinta-feira 12 – foi o dia de tirarmos logo cedo os frutos do mar do congelador antes de irmos para o bar do italiano, que tem uma simpática varanda no primeiro andar, toda em madeira – inclusive o piso – bem em frente ao mar. Dela podemos ver bem à nossa frente Areia Vermelha (banco de areia de cor avermelhada que emerge do mar a cerca de uns três quilômetros da praia quando a maré está baixa) repleta de barcos ancorados, barracas de bebidas e comidas, e uma multidão, que se diverte durante as três horas em que isso é possível a cada lua nova ou cheia.

Retornamos ao meio dia e já fui direto para a cozinha montar a Paellha Valenciana.
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A sobrinha Duda - ao fundo - preferiu esperar a foto para só depois abastecer o prato.
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Babá tem uma paellera de bom tamanho, mas preferi utilizar minha frigideira. Coloquei meio litro de azeite extra virgem galo para aquecer e em seguida uns oito dentes de alho bem picados. Dourei trezentos gramas de peito de frango temperados com sal e pimenta, e reservei; no mesmo azeite dourei trezentos gramas de lombo magro de porco, também temperados com sal e pimenta; em seguida doures a mesma quantidade de anéis de lula e também reservei; assim procedi com os camarões (meio quilo com casca e cabeça), com as caudas de lagostins, e depois com os mexilhões em suas cascas.

Nesse azeite onde foram refogados todos os frutos do mar e as carnes, adicionei o arroz e deixei refogar bem, acrescentando o açafrão, mais meio litro de azeite e depois o caldo de frango. Nesse ponto retorna-se à frigideira tudo o que foi anteriormente refogado, e deixa-se cozinhar por uns cinco minutos. Agora, já com menos caldo na frigideira, colocamos tiras de pimentão vermelho intercaladas com os camarões maiores, e deixa-se cozinhar destampada, em fogo baixo. Prove o arroz para ver o sal que recebeu das carnes e veja se já está cozido. Constatando isso, é só servir.


Amanhã será o dia do tão esperado churrasco.
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Férias na Casa de Praia de Babá e Célia – II - Uma Noitada de Sushis

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Com a linda e inteligentíssima sobrinha Duda Vasconcelos, para quem fiz os sushis, sunomono e missoshiru.
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Vou ainda ficar devendo a receita do Pão Gelado. Nadja foi passar a tarde com a mãe e as irmãs que moram aqui em João Pessoa, e essa receita é dela.

Ontem, a procura por peixe fresco ideal para as comidinhas japonesas foi intensa, mas frutífera. Só encontramos em Cabedelo, cidade portuária da Região Metropolitana de João Pessoa.

Indicaram-me um peixeiro de apelido “Olho de Gato”, que não foi difícil de localizar no Mercado Público de lá. Ali pude comprar “toro” (parte mais gorda da barriga de alguns peixes) de Meca, Agulhão Branco e Atum, que se juntaram ao Salmão que já tínhamos. Deixei Kênio - noivo da minha sobrinha Duda – ajudando-a a fatiar os pepinos japoneses para o Sunomono, e fui com Babá a um restaurante japonês de Tambaú adquirir um Tofu para a Missoshiru.

Preparar comidinhas japonesas quando não se faz isso todos os dias, dá uma mão de obra danada.

Embora tenha sempre à mão todos os apetrechos e grande parte dos produtos, os que precisam ser adquiridos frescos não são fáceis de encontrar.

Mas, deu tudo certo. Por volta das oito da noite servimos a Missoshiru em tigelinhas japonesas, com cebolinhas hidropônicas.
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Francisco Vasconcelos e seu pai Luiz Carlos... Matando saudades.
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Ficamos aguardando Luiz Carlos, que só apareceu pelas 22:00 h. Antes dele chegar já havíamos devorado metade do Sunomono, que enchia uma grande travessa.

Após as fotos de praxe, abraços e muitos sorrisos de alegria, pudemos avançar sobre as bandejas de sushis.

Com Luiz Carlos vieram seu filho Francisco Vasconcelos, um irmão dele e mais um amigo. Só saíram por volta das duas da matina, pois a vida de ator não é fácil, principalmente quando se está também montando um espetáculo sobre Portinari (em São Paulo) e dirigindo outro (Retábulo, com o Grupo Piollim.

Acordei às 5:00 h. para a caminhada, e depois voltei a Cabedelo para completar os ingredientes da Paella Valenciana que trouxemos de Recife. Comprei camarões grandes e pimentões vermelhos para a decoração.

Babá e Célia têm uma paellera de bom tamanho, mas acabei por optar pela minha velha frigideira, pois havia muitos candidatos para o almoço.

Trouxe açafrão espanhol, o que deu uma cor maravilhosa ao prato.


Amanhã será o dia da Paella Valenciana.

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