terça-feira, 20 de julho de 2010

As Últimas Mentiras de Hillary Clinton


Intérprete e personagem na mesma tragédia: "A Farsa".

No último 4 de julho, a BBC noticiou que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse: "O objetivo da base de mísseis balísticos instalada na Polônia não é dirigida contra a Rússia, seu objetivo é proteger a Polônia contra a ameaça iraniana".

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Por que o Irã seria uma ameaça à Polônia? O que acontece com a credibilidade dos EUA, quando a Secretária de Estado faz essa afirmação tão estúpida? Será que Hillary pensa que não está enganando os russos? Ou que alguém, na Terra, acredita nela? Qual é a finalidade de uma mentira tão evidente? Encobrir um ato de agressão americano contra a Rússia?

Sem perder o fôlego, Hillary advertiu que há um "torno de aço" de repressão, esmagando a democracia e as liberdades civis ao redor do mundo. Os jornalistas americanos podem se perguntar se ela se referia ao próprio país. Glenn Greenwald contou, na edição também de 4 de julho da revista "Salon", que a Guarda Costeira norte americana, que não tem poder para legislar, emitiu uma regra determinando que os jornalistas que se aproximem a menos de 65 pés das operações de limpeza no Golfo do México realizadas pela British Petroleum, serão punidos com uma multa de 40 mil dólares e prisão de 1 a 5 anos. 





O "New York Times" e vários outros jornalistas relatam que a BP, a Guarda Costeira, o Departamento de Segurança Doméstica (Homeland Security) e as polícias locais estão proibindo os jornalistas de fotografar os danos maciços resultantes do fluxo contínuo de óleo e produtos químicos tóxicos para o Golfo.

Em 5 de julho, Hillary Clinton esteve em Tbilisi, Geórgia, onde, segundo o Washington Post, acusou a Rússia da "invasão e ocupação" da Geórgia. Qual é o sentido dessa mentira? Até mesmo os governos-fantoches americanos da Europa emitiram relatórios em que documentam que a Geórgia iniciou a guerra com a Rússia, e que rapidamente a perdeu, por invadir a Ossétia do Sul, em um esforço para destruir os separatistas.




Parece que o resto do mundo e o Conselho de Segurança da ONU deram passe livre para as mentiras sem fim de Hillary, abrindo de vez a porta para Washington atingir o seu objetivo de hegemonia mundial.

Como isto pode ser benéfico ao Conselho de Segurança e ao mundo? O que se passa aqui?

Depois das mentiras de Clinton, e depois que o presidente Bush, o vice-presidente Cheney, o secretário de Estado Collin Power, o conselheiro de segurança nacional e quase todos os membros do regime de Bush enganaram o ONU e o mundo sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, conseguindo ardilosamente invadir o Iraque, por que o Conselho de Segurança da ONU cai na conversa de Obama de que o Irã tem um programa de armas nucleares?

Em 2009, todas as dezesseis agências de inteligência dos EUA emitiram um relatório unânime, informando que o Irã abandonou seu programa de armas em 2003. Porque o Conselho de Segurança ignora este relatório?

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica em território iraniano têm consistentemente relatado que não há desvio de urânio do programa de energia. O Conselho também ignora os relatórios da AIEA?

Se não ignora, por que o Conselho de Segurança da ONU aprova sanções contra o Irã por este dar cumprimento ao seu direito, assegurado no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (que não é assinado por Israel detentor de inúmeros artefatos nucleares), de ter um programa de energia nuclear? As sanções da ONU são injustas. Elas violam os direitos do Irã como um dos signatários do Tratado. É este o "torno de aço" de que Hillary falou?

Assim que Washington obteve as sanções do Conselho de Segurança, o governo Obama acrescentou unilateralmente sanções ainda mais severas. Obama está usando as sanções da ONU como um veículo para adicionar ainda mais sanções. Talvez seja este o "torno de aço" de opressão sobre o qual Hillary falou.

Por que o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde ao regime de Obama para iniciar mais uma guerra no Oriente Médio?


Estes questionamentos são levantados por Paul Craig Roberts no site Global Research.
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