quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Há 69 Anos, o Céu em Brasa Desabava sobre Hiroshima




A HORA EXATA EM QUE OS EUA FORJARAM A FOGO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, SUA CONDIÇÃO DE MAIOR ASSASSINO EM MASSA DE SERES HUMANOS INDEFESOS.


 
A hora...


Na madrugada de 6 de Agosto de 1945 o bombardeiro B-29, delicadamente decorado com o nome da mãe do piloto – Enola Gay - decolou da base aérea de Tinian no Pacífico Ocidental, a aproximadamente 6 horas de voo do Japão.

 Estavam prontos para transformar centenas 
de milhares de seres humanos em pó, embora
parecessem estar indo a um pic nic.


Um capitão da Marinha armou a bomba durante o voo, desarmada durante a decolagem para não colocar os assassinos em risco. O ataque foi executado de acordo com o planejado e a bomba de gravidade, uma arma de fissão de tipo balístico com 60 kg de urânio-235, comportou-se como esperado.

O alvo seria Kioto, que foi trocada por Hiroshima por ser uma cidade situada entre montanhas, o que amplificaria os efeitos da explosão exterminando assim mais seres humanos.

O avião aproximou-se da costa a mais de 8 mil metros de altitude. Às oito horas o operador de radar em Hiroshima concluiu que o número de aviões que se aproximavam era muito pequeno, provavelmente não mais do que três, e suspendeu o alerta de ataque aéreo.

Os três aviões eram o Enola Gay, o The Great Artist (O Grande Artista), e um terceiro, Necessary Evil (Mal Necessário). O primeiro transportava a bomba, o segundo tinha como missão vigiar toda a missão, e o terceiro foi o avião encarregado de fotografar e filmar o feito inédito: o extermínio em massa de dezenas de milhares de japoneses, que na sua maioria deveriam desaparecer no primeiro segundo da explosão.

Às 8h15, o Enola Gay largou a bomba nuclear sobre o centro de Hiroshima. Ela explodiu a cerca de 600 metros do solo, com uma explosão de potência equivalente a 13 mil toneladas de TNT, dizimando instantêneamente 140.000 pessoas e destruindo mais de 90% das construções da cidade.


 Enola Gay: Preservado até hoje como troféu.




Relato de um sobrevivente:

Embora aqui, agora, ainda seja início da noite de 05 de agosto, em Hiroshima já é inicio da manhã do dia 06, sessenta e nove anos e quatro minutos após a explosão exterminadora.


"Quando a bomba atômica foi atirada sobre a cidade de Hiroshima e explodiu a uma altura de 570 metros acima do solo, eu tinha seis anos de idade, e morava na prefeitura de Yamaguchi, que fica ao lado de Hiroshima. Como se sabe, todos os homens adultos daquelas cidades tinham sido recrutados e transferidos para outros lugares para participar naqueles últimos dias de desesperada luta; por esta razão, a grande maioria das vítimas em Hiroshima eram bebês, crianças, adolescentes, donas de casa, e velhos. 140.000 pessoas foram mortas instantaneamente pela bomba, e o número dos mortos totalizou 250.000 (de acordo com o relatório oficial feito pela cidade de Hiroshima em 1950). 
  

A partir daí, centenas de pessoas aparentemente sadias, passaram a morreram anualmente de doenças causadas pela radiação nos vários anos seguintes.



No dia 6 de agosto de 1945, às 8:15 da manhã, uma enorme bola de fogo, muito mais brilhante que o sol, com a extrema temperatura de calor de quase 10 milhões de graus Celsius no seu centro, e com a pressão explosiva várias centenas de milhares de vezes mais forte que a pressão normal do ar, explodiu e arrasou a cidade de Hiroshima.


A explosão aplainou a cidade em um raio de 8 km, matando instantaneamente todas as criaturas vivas dentro de um raio de 10 km. Onde os raios de calor bateram diretamente, a superfície de tudo derreteu no momento – madeira, cimento, aço, e até mármore – se tornaram líquidos com o extremo calor. Dezenas de milhares de pessoas simplesmente evaporaram, deixando nas calçadas ou nos degraus de pedra somente suas sombras, a única marca da sua efêmera existência neste mundo. Outras milhares foram torradas como carvão. Algumas cambalearam até os rios com as peles dos seus rostos despencando, quase caindo completamente; outros se arrastaram com a pele das suas costas caindo aos pedaços. Quase todos aqueles feridos, extremamente desidratados, morreram assim que chegaram ao rio e beberam da água quase fervente. Milhares de corpos inchados flutuaram rio abaixo, e este ficou literalmente coberto de cadáveres que se tocavam, ombro a ombro. 



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Nós soubemos mais tarde, através de vários meios, sobre estes incidentes infernais e sobre todas aquelas mortes. Eu soube sobre alguns destes horrores pessoalmente, porque os vi com meus próprios olhos. Mesmo depois de tantos anos eu não posso olhar para aqueles lugares onde aconteceram aquelas coisas horríveis sem sentir uma dor no coração. O que eu sinto é descrito muito bem num trecho de um famoso romance baseado em fatos, Chuva Negra, de autoria de Masuji Ibuse: 




Eu notei que estava chegando ao lugar que eu nunca mais queria ver. Havia um poço com água usada para combater fogo, bem ao lado da estrada, e três mulheres estavam flutuando na água do poço, mortas, quase nuas, com as faces voltadas para baixo, mas com a cintura acima da superfície. Das nádegas de uma dela, os intestinos haviam saído em uma extensão de mais de um metro, e estavam inchados como um tubo fino que tivesse sido enchido de ar até chegar a uns 10 cm de diâmetro. Assim como se fossem um balão circular em cima da água, os intestinos da mulher se moviam ao vento pra lá e pra cá."

 Hiroshima, vista noturna.


O viajante que chega à moderna e povoada cidade de Hiroshima fica maravilhado com os grandes e suntuosos edifícios, hotéis e bem delineadas avenidas por onde passam milhares de veículos.


 O local do epicentro.




No entanto, no meio deste turbilhão deslumbrante, o visitante não pode esquecer que se encontra na primeira cidade praticamente volatizada pelo afã dos Estados Unidos de dominar o mundo.

 O prédio da Biblioteca foi mantido como 
restou, para que o crime nunca seja esquecido.



Este impacto é percebido quando se visita e percorre o Parque da Paz, o Museu das Vítimas e a chama eterna adiante do cenotáfio negro que inscreve os nomes das vítimas do genocídio da Casa Branca para chantagear o mundo dia 6 de agosto de 1945.





Todos os anos, na hora exata da barbárie, as dezenas de milhares de mortos são reverenciados, e em 2012, pela primeira vez, o embaixador norte americano teve o descaramento de estar presente à cerimônia.




Visite os sites abaixo e veja fotos desse crime brutal que foi escondido às custas da valorização do holocausto, transformando os EUA em devedor perpétuo do povo judeu.








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(www.pcf.city.hiroshima.jp/index_e2.html). Clique no "Virtual Museum".



HOJE, 06/08/2014, DESCARADAMENTE, OBAMA PARTICIPOU DE ATO EM HIROSHIMA LEMBRANDO O GENOCÍDIO DE CENTENAS DE MILHARES DE SERES HUMANOS, EFETUADO PELO GOVERNO DO SEU PAÍS.







Milhares de pessoas se reuniram na manhã desta quarta-feira (horário local), em Hiroshima, para marcar o 69º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica da história, que arrasou a cidade que fica ao oeste do Japão.

Alguns sobreviventes, parentes de vítimas, autoridades do governo e delegações estrangeiras permaneceram imóveis às 8h15 (20h15 de Brasília), quando ressoou um sino que dava o sinal para guardar um minuto de silêncio na hora exata em que, em 6 de agosto de 1945, o bombardeiro americano 'Enola Gay' largou a bomba que transformou a cidade em um inferno nuclear.



Após o minuto de silêncio, o prefeito da cidade, Kazumi Matsui, pediu ao governo japonês liderado por Shinzo Abe e a outros líderes mundiais, como o presidente dos EUA Barack Obama, que "trabalhem para conseguir uma maior aproximação entre os países que dispõem de armas nucleares e o restante do mundo", visando "o desarmamento total". Ele também convidou Obama, "e a todos os dirigentes das nações nucleares a visitar as cidades da bomba A o mais cedo possível".



38 Bilhões em Saneamento são Investidos pelos Governos Lula e Dilma







O saneamento básico tem impacto direto na qualidade de vida da população, pois combate doenças infectocontagiosas, principalmente de crianças, e valoriza as regiões, tendo reflexos em toda a cadeia produtiva. Além disso, o acesso à água, e potável, é direito fundamental do cidadão.


Para se ter uma ideia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada R$ 1,00 investido em saneamento representa R$ 4,00 de economia na área de saúde. Como consequência, a cada R$ 11 bilhões aplicados no setor são gerados 550 mil empregos em obras. E 18% é o índice médio de valorização dos imóveis.

Nos governos de Lula e Dilma, os investimentos em saneamento cresceram vertiginosamente, promovendo resultados importantes. Em 1990, 70% da população tinham acesso à água (de rede geral de distribuição) e 53% viviam em residências com ligação à rede coletora de esgoto ou com fossa séptica. Em 2012, esse índice aumentou para 85,5% e 77%, respectivamente.

“O Brasil superou um passado em que governantes não tinham interesse em investir em saneamento. Achavam que era obra que não rendia voto. A preocupação do meu governo é o bem-estar do cidadão. Transformamos o investimento em saneamento em uma política de alcance nacional, que beneficia pessoas de todos os cantos do país”, disse a presidenta Dilma Rousseff ao anunciar os investimentos em maio deste ano.

Decisão política

Para o engenheiro e um dos maiores especialistas em saneamento, Plínio Tomaz, o governo Dilma tem feito uma verdadeira revolução na área. “É uma ação excelente para o desenvolvimento do país e, principalmente, para a saúde da população. Uma decisão política de investir em obras que aparentemente não dão votos porque as pessoas não veem as obras, já que são subterrâneas”, disse ele.

Plínio, que foi fundador do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos), destaca os avanços conquistados pelo município. “A cidade não tratava nada de esgoto. Hoje, com os investimentos oriundos do governo federal, Guarulhos construiu três estações, sendo que uma quarta está em obras, e trata 50% do seu esgoto”, enfatizou ele, destacando ainda que o problema é a falta de projetos das prefeituras para à área. “Por isso, é tão importante a decisão política do governo de destinar verbas para o setor. Falta as prefeituras planejarem e apresentar projetos”, completou.

32 milhões de brasileiros beneficiados

Segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o número de brasileiros com acesso a serviços de saneamento básico aumentou 15% entre 2000 e 2012. Nesse período, mais 31,7 milhões de pessoas passaram a dispor de melhores instalações sanitárias e mais 29,7 milhões, a dispor de água tratada.

A presidenta Dilma estabeleceu como meta a universalização do saneamento básico em todo o país. Já investiu R$ 6,9 bilhões para construção de redes de água e esgoto em 3.381 municípios e, em 2014, anunciou este ano investimentos adicionais de R$ 2,8 bilhões do PAC Saneamento em 635 cidades, com até 50 mil habitantes.

Dos municípios que receberão os recursos, 239 são da Região Nordeste, 131 da Sudeste, 131 da Sul, 69 da Centro-Oeste e 65 da Norte. Os municípios foram selecionados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) por meio de projetos apresentados pelas prefeituras e as obras serão executadas pelos gestores locais.

Os recursos terão como prioridade obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da proteção dos mananciais, despoluição de cursos d’água e o tratamento de resíduos sólidos, beneficiando 5,2 milhões de brasileiros.

Quanto ao acesso à água, o programa Água para Todos beneficiou 7,6 milhões de famílias de áreas urbanas e a integração do rio São Francisco garantiu o acesso a 12 milhões de pessoas.

Comparando

No total, foram investidos R$ 37,8 bilhões em obras de esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e saneamento integrado para municípios do país por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), iniciado no governo Lula, em 2007.





O volume de investimento feito nos governos de Lula e Dilma tenta recuperar duas décadas de atraso sem praticamente nenhum investimento. E a diferença é grande. Segundo o presidente Lula, em dois anos e meio do seu primeiro mandato foram investidos 14 vezes mais do que o governo FHC.

Por outro lado, no plano de governo do candidato tucano Aécio Neves, basicamente as propostas se concentram em incentivos e garantias às operações de mercado na área de saneamento, incluindo ‘fundos de pensão e de investimentos’, tirando do Estado a responsabilidade de ser o gestor de tais ações.

Nesse período de campanha eleitoral vale lembrar que saneamento básico é um direito constitucional e não pode ser tratado como promessa de campanha que não se cumpre no decorrer do mandato, muito menos como moeda de troca do mercado financeiro. 

Água e saneamento constituem um dos mais sérios problemas ambientais, principalmente nas áreas urbanas de países mais pobres. Por isso, o reconhecimento da importância do saneamento, suas relações com a saúde do ser humano e as ações governamentais neste sentido, aponta o compromisso do administrador com o seu povo.