quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jaqueline Roriz - Câmara dos Deputados 265 X Moralidade 166

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 Jaqueline e o maridão - Deslumbrados, como se fosse a primeira vez...
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Com votação secreta, Câmara absolve Jaqueline Roriz
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O plenário da Câmara dos Deputados absolveu na noite de ontem por 265 votos a 166 e 20 abstenções, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato.

Os parlamentares tiveram a coragem de rejeitar o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pedia a perda de mandato de Jaqueline, após a revelação de um vídeo em que ela aparece ao lado do marido, ambos sorridentes, embolsando dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. A gravação foi feita em 2006, mas foi divulgada no início deste ano.

Nesta segunda (29), a deputada encaminhou um "memorial" de 28 páginas aos 513 parlamentares “pedindo” a rejeição do parecer do Conselho de Ética. O memorial alertava que Jaqueline “não se encontrava no exercício de qualquer mandato, especialmente de deputada federal” quando ocorreram os fatos, em 2006, o que deixava implícito que, qualquer um dos 513 deputados poderia ser também cassado por seus crimes antes do mandato.

O autor do relatório que pedia a cassação de Jaqueline Roriz, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), foi o primeiro a falar. Ele defendeu a cassação sob o argumento de que, embora tenha acontecido antes da eleição do ano passado, o fato que motivou o processo de cassação só se tornou conhecido em março deste ano, durante o exercício do mandato da deputada.

"Temos legitimidade para julgar fato pretérito quando esse fato não é conhecido", declarou Sampaio, que negou ter alguma motivação específica para pedir a cassação. "O sentimento que me move é um sentimento de justiça. E não qualquer outro", declarou.

O advogado de Jaqueline Roriz, José Eduardo Alckmin, se valeu de uma decisão de 2007 do Conselho de Ética da Câmara para defender a tese de que o parlamentar só pode ter o mandato cassado por fato ocorrido no exercício do mandato. "Fato praticado fora do exercício do mandato parlamentar não tem o poder de configurar ato atentatório à ética e ao decoro parlamentar", declarou o advogado.

Segundo Eduardo Alckmin – advogado de Jaqueline Roriz - cassar o mandato nessas condições seria "uma estranha forma de admitir uma retroatividade punitiva", o que colocaria em risco todos os mandatos.

A deputada Jaqueline Roriz subiu à tribuna da Câmara após o discurso do advogado e leu a própria defesa e se referiu ao período de 11 anos em que viveu fora do país devido aos problemas de saúde do filho. "Tenho certeza que nesta Casa não há lugar para condenações sumárias", declarou. Só não falou como foi gostoso receber as boladas de dinheiro nem o que fez com elas.

Após a fala de Jaqueline Roriz, quatro deputados - Chico Alencar (PSOL-RJ); Erica Kokay (PT-DF); Reguffe (PDT-DF); Vanderlei Macris (PSDB-SP) - se pronunciaram em defesa do relatório de Carlos Sampaio e um, contra - Vilson Covatti (PP-RS).

Apesar da absolvição na Câmara, a deputada responde, ainda, a inquérito no Supremo Tribunal Federal. Se o STF aceitar a denúncia do Procurador Geral da República, ela passará a ser ré no processo numa ação penal. Essa análise será feita pelo plenário da Corte e não tem data para ocorrer. O relator do caso no STF é o ministro Joaquim Barbosa, ainda bem.
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domingo, 28 de agosto de 2011

A Cassação de Jaqueline Roriz

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Página a ser virada.
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A Câmara dos Deputados pode colocar em votação em plenário na próxima terça-feira 30 a cassação de perda de mandato da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), acusada de envolvimento no esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal.
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Para que seja cassada, será necessário o apoio de 257 deputados, a chamada maioria absoluta, durante a sessão, que terá votação secreta. Em junho deste ano, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por 11 votos a 3, o parecer do relator a favor do pedido de cassação apresentado pelo Psol.

O relatório considerou que houve quebra do decoro parlamentar quando Jaqueline Roriz ainda era deputada distrital, em 2006. Na ocasião, ela foi filmada recebendo uma quantia em dinheiro de Durval Barbosa, operador e delator de um esquema de corrupção que levou à prisão preventiva do então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, ex-aliado de Joaquim Roriz, pai de Jaqueline.

Na sexta-feira passada, dia 26, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação da parlamentar pelo envolvimento no esquema. Para Gurgel, há elementos suficientes para que o Supremo Tribunal Federal julgue o caso, transformando a filha de Joaquim em ré. Desde março há um inquérito na alta corte para investigar Jaqueline Roriz. A constatação é de que ela foi beneficiada por dinheiro arrecadado de maneira ilícita junto a prestadores de serviço do Distrito Federal.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As Mulheres Caminham para a Extinção. Putz!


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Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.
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De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.
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O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.
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Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.
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Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.
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Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.
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Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.
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Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000. 
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Melancolia, o Filme


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“Melancolia”, de Lars Von Trier, é um filme belíssimo, embora saiamos do cinema carregando a coisa no estômago para uma digestão pesada que se arrastará por dias. Não é fácil tratar da real fragilidade da vida no nosso planeta e do sem número de eventos aleatórios em que se baseia a vida, sem provocar uma imensa melancolia. Esse tema sempre foi tratado de forma fantasiosa, com heróis de mentira salvando o planeta. Trier não oferece nenhum tipo de alento, ou saída mágica. O que há de mais humano está exposto no comportamento de seus principais personagens. A absoluta crença na ciência pelo anfitrião se mostra ingênua. A verdadeira ingenuidade da criança contribui para a melancolia do espectador. A esperança que vem e se esvai diante dos eventos trágicos que se anunciam, perde força à medida em que o final do filme se aproxima. A sensação é estranha diante da recusa do diretor em encontrar saída mirabolante, como estamos acostumados  por anos a fio de filmes-catástrofe americanos, nos quais no último minuto o presidente norte-americano de plantão aprova alguma medida  nos salvando a todos. Mas ele não aparece. Não tem papel algum nem é citado nesse filme de Von Trier. A dura realidade é que a crise atingiu em cheio os programas da NASA que a cada ano decola menos. A crise já esfrangalhou também a fantasia do outrora redentor Capitão América. Lars Von Trier tirou da mão dos falsos heróis norte americanos as chaves do nosso destino, mostrando-nos que não haveria saída ilusória.
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Trier conta a história de Justine (Kirsten Dunst, merecidamente premiada em Cannes como melhor atriz), uma jovem noiva que não parece contente em contrair matrimônio, enquanto a câmera passeia livremente pelos convidados, como em Festa de família  de Thomas Vinterberg. Por mais que o clima de vez em quando, seja quebrado por um inesperado humor deslocado e amarelado, a melancolia está em cada detalhe da produção: trilha sonora, figurino, edição, interpretações e ambientação, notadamente quando os convidados se vão, e as atenções se voltam para os quatro personagens centrais.
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Para as irmãs, o tempo só serviu para afastá-las. Nem o casamento entre Justine e Michael (Alexander Skarsgård) serve como desculpa para aproximá-las e, depois da cerimônia, Justine começa a ficar triste e melancólica. Quando o anúncio sobre a colisão da Terra com outro planeta de nome Melancolia chega ao conhecimento de alguns, as reações são bem diferentes. Justine está conformada, enquanto o desespero do iminente fim apavora Claire.
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A terceira parte foca justamente no pavor de Claire com a aproximação do gigantesco Melancolia. Em meio à ameaça de colisão com a Terra, as duas buscam resolver conflitos e entender suas escolhas.
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Sem efeitos especiais mirabolantes , sem o apelo melodramático de metrópoles engarrafadas e multidões enlouquecidas, mas também sem receio de revolver nossos medos mais profundos, Von Trier chega ao final de seu filme de forma magistral, mostrando que é, ainda que odiado por muita gente, um dos grandes realizadores de nosso tempo. 
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Melancolia é, sem dúvida alguma, uma experiência cinematográfica arrebatadora e inquietante.
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domingo, 21 de agosto de 2011

Um Maestro de Nome Chaguri

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Com Chaguri, na reunião em Maceió-AL
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A Chaguri


Eu havia retornado ao serviço público federal há apenas três meses naquele ano de 2009. Fora demitido por Collor em 1990 exclusivamente para justificar sua bravata de campanha de "acabar com os marajás”. Extinguiu o BNCC onde trabalhava ha 14 anos, juntando-me às dezenas de  milhares de brasileiros que ficariam desempregados pelos próximos dezenove anos.
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Feliz pelo retorno, estava chefiando informalmente o setor de material e patrimônio quando, um certo dia, a “Rádio Corredor” noticiou em tom assustador que no dia seguinte, um  "Dr. Shaguri" viria de Brasília fiscalizar nossa Unidade.
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Sempre cheguei ao trabalho às sete da manhã , e como não estava utilizando meu carro para vir ao ministério, só tinha duas opções já que morava em Olinda a 17 quilômetros: ou chegava por volta das 6:40 ou, se perdesse esse ônibus, só conseguiria chegar depois das oito por causa do trânsito insuportável já às 7:00 horas.
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Foi justamente o que aconteceu. Exatamente no dia em que esse Dr. Shaguri  viria nos fiscalizar, só consegui chegar depois das oito. Estressadíssimo, fiquei sabendo que passara em frente à “minha” sala encontrando-a fechada.
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Trabalhara com japoneses ainda rapazote no Banco América do Sul, e sabia como eram exigentes com horário e tudo mais.
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“Puxa vida!” pensei... “Perdi a oportunidade de conhecer esse japonês e mostrar-lhe a minha dedicação pelo trabalho, e o agradecimento ao governo pela anistia que foi concedida a todos os que foram demitidos injustamente em 1990”.
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Por volta das nove horas a “Rádio Corredor” noticiava agora uma reunião com todos os servidores, convocada para o auditório pelo próprio Dr. Shaguri. Tomei meio comprimido de Lexotan para conter a ansiedade e fui saindo da sala para a reunião. Já no corredor um chefe de outra seção gritou: “Rodolfo, tem reunião lá em cima”... Subi apressadamente ao segundo andar onde fica o auditório e também o gabinete do superintendente.
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Eu havia substituído nas duas últimas reuniões de chefias, a minha chefe que encontrava-se desencantada com a função. Cheguei ao segundo andar e dirigia-me ao auditório, quando foi saindo do gabinete o superintendente que, ao ver-me, pensou que mais uma vez eu estaria substituindo a chefe, e foi logo me re-convocando: “Rodolfo... pro gabinete!...”
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Entrei rápido e lá estavam apenas os chefes. Percebi que não deveria estar ali. Mesmo assim sentei na única cadeira que encontrava-se vaga, bem em frente à mesa do superintendente, estranhamente ocupada por uma outra pessoa. Não poderia ser o Dr. Shaguri, pois não tinha traços orientais.
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De repente alguém se dirige a ele chamando-o pelo nome do japonês tão temido por mim, e só aí percebi que o mesmo não era japonês. Sem conter a surpresa, perguntei:
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“O senhor que é o Dr. Shaguri!?”
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Olhou-me de frente e respondeu com outra pergunta: “Porque, já ouviu falar de mim?”
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E eu, tentando mostrar descontração: “Sim, desde ontem só se fala no senhor.”
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“De bem ou de mal?” Perguntou.
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“De bem, claro!...” Respondi.
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E ele, com um leve sorriso, concluiu: “Pois prepare-se. Dentro de dez minutos mudará de opinião”.
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No blefe estava a certeza de que detinha todos os números na memória. Enquanto slides de gráficos eram apresentados pelo “data show”, ele complementava as informações com números precisos e dados enriquecedores sobre todas as Unidades espalhadas pelo Brasil.
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Em vez de Shaguri, é Chaguri, de origem libanesa - fiquei sabendo depois.
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Agora, já ocupando uma diretoria, senti que há cerca de dez meses o andar da carruagem acelerou. Pedidos de relatórios e de dados que nunca nos haviam sido cobrados se sucediam.  A cada atraso no envio dos mesmos um puxão de orelhas. Só depois apareceria o nome de quem procedera tantas mudanças e imprimira esse novo  ritmo em tão pouco tempo: Luiz Chaguri Neto... O japonês estava de volta.
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Tremi, até voltar a encontra-lo pessoalmente numa reunião com todos os demais diretores do nordeste em Maceió. Extremamente exigente, mas justo, corre contra o tempo para conseguir implantar no MAPA Manuais que padronizem seus procedimentos, e ajudem a trazer a máquina pública federal para os níveis de eficiência e eficácia esperados pela Nação. Seu entusiasmo contamina a todos, transformando-nos em soldados prontos para o combate às mazelas tão propaladas no serviço público.
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Comentando com a colega Ambrosina sobre a dedicação daquele homem, confirmei minhas observações ao ouvi-la: “Entre os servidores públicos, Rodolfo, existem os que carregam o piano, os que assistem o piano ser carregado, os que torcem para que não dê certo todo aquele esforço e, por último, os que chegam a sentar-se sobre o piano para inviabilizar por completo a ação."
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Tanto Ambrosina quanto eu carregamos nossos pianos como também fazem outros colegas, todos sob o comando do mestre Chaguri, comprometidos com as responsabilidades que nos foram entregues pela sociedade.
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NOTA: Em março de 2013, a alta direção do MAPA, numa atitude unilateral, sem sequer consultar os mais interessados que eram as 27 Superintendências, nem ouvir a equipe que planejou e vinha executando o acompanhamento minucioso de todas as atividades de cada uma das Superintendências, extinguiu a Coordenação-Geral encarregada desse imprescindível monitoramento, largando´-as mais uma vez às suas próprias sortes.




Em novembro de 2013, inscrito no Prêmio Servidor MAPA pela nossa colega Ambrosina (da Superintendência de Sergipe) contra sua própria vontade, foi eleito com expressiva votação pelos próprios colegas de todo o MAPA, o Servidor MAPA 2013 na categoria INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE, justamente pelo trabalho implementado junto às Superintendências, recebendo o prêmio em solenidade no Salão dos Ministros, na sede do próprio MAPA, das mãos do Ministro da Agricultura Antonio Andrade.




Mulher Pobre e Preta Que Faz Aborto, ou Morre ou Vai pra Cadeia


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 Rosimere rondava o meu bar Farândola, em Olinda. Fazia qualquer "programa" por uma cédula de 2 Reais. Morreu na rua, grávida de nove meses, com o bebê morto há 10 dias em seu ventre.
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As mulheres pobres – e particularmente aquelas que são negras – estão entre as principais prejudicadas pela ilegalidade do aborto no país. Essa foi uma das avaliações apresentadas nesta quinta-feira (18) na audiência pública que o Senado promoveu para discutir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
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“Quem tem poder econômico paga, e muito bem, pelo aborto em clínicas clandestinas. São as mulheres pobres que morrem devido ao aborto mal feito.”  – declarou Rosane Silva, representante da Central Única dos Trabalhadores .
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Opinião semelhante foi exposta por Sônia Coelho, integrante da Marcha Mundial das Mulheres – movimento criado em 2000. Ela disse que “as mulheres que têm dinheiro podem decidir sobre a sua vida, podem decidir se querem ter filhos ou não, em contraste com o que acontece com as mulheres pobres e negras”.
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Caso da Escrivã Que Foi Despida na Marra Vai Para a Esfera Federal

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Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, covardemente, depois de algemar, tiraram a calça e a calcinha da escrivã. 
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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão manifestou ao Procurador-Geral da República seu entendimento de que há indícios de prática de crime de tortura no caso da ex-escrivã Vanessa Frederico Soller Lopes, que foi vítima de abusos por parte de delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, em interrogatório realizado em 15 de junho de 2009, no 25º DP, no bairro de Parelheiros, Zona Sul da Capital. Desta forma, se encontram preenchidos os requisitos para o deslocamento de competência do Estado para a Federação da ação penal, inquérito e eventuais procedimentos.
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A informação foi comunicada por Marcus Elicius Lima, da Secretaria de Gabinete da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, por meio de ofício ao presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo o deputado Adriano Diogo: “Estamos trabalhando de todas as maneiras para que este crime de tortura não fique impune”.
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O pedido para a federalização do caso, respaldado na hipótese de grave violação de direitos humanos, foi feito pela Procuradora Gilda Carvalho, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão atendendo solicitação do presidente da  Comissão da Assembleia que relatou que o governo do Estado não tomou as devidas providências em relação ao ocorrido.
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Em fevereiro último, a imprensa divulgou o vídeo gravado pelos próprios policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo durante a ação, mostrando o momento em que os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves tiraram a calça e a calcinha da escrivã.  Ao longo dos 12 minutos do vídeo, a ex-escrivã Vanessa Lopes gritava que os delegados poderiam revistá-la, mas que só retiraria a roupa para policiais femininas. Gritou ainda pedindo socorro ao Corregedor que estava até então presente, mas esse retirou-se e permitiu que esse crime acontecesse.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por Que a ONU Condena a Síria e Absolve os EUA?

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 Reunião do isento Conselho de Segurança da ONU
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Declaração do Conselho de Segurança da ONU denuncia “as amplas violações aos direitos humanos e o uso da força contra os civis” pelo Governo Sírio. 
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O regime do presidente Bashar Al-Assad ocupa o centro de Hama e o país registra mais três mortes, totalizando agora duas mil.

Isso mesmo! Mais “três” mortes”.

E as bombas atômicas despejadas pelos EUA sobre centenas de milhares de civis japoneses, exterminando ao todo 750.000 nas cidades de Hiroshima e Nagazaki?

Por que a ONU nunca reviu esse genocídio?

Por que nenhum presidente norte americano foi conduzido algemado aos tribunais internacionais pagar por seus crimes hediondos?

Logo após a declaração da ONU o presidente dos Estados Unidos e os países europeus pediram a imediata destituição do presidente Sírio. Na verdade, além de ser uma prática dos norte americanos que acham que todos os seres do planeta lhes devem temer, foi também uma tentativa de desviar o foco para a quebradeira geral em que jogaram o mundo.

O pior ainda não aconteceu.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Freio de Arrumação no Governo Dilma

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 Acelerando com a esquerda e freiando com a direita
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Um bom argumento para mudanças estratégicas, bem como de correção de rumo, são as ameaças à economia e, principalmente, as sucessivas revelações de irregularidades administrativas que vêm surgindo - verdadeiras ou não - e  que poderiam tirar a autoridade de quem tem insistentemente pedido austeridade a seus comandados.

A presidenta Dilma Rousseff enfrenta o primeiro gargalo do seu governo, o primeiro corredor polonês, a primeira troca de tapas com sua base política, momentaneamente instabilizada pelas trocas imediatas dos líderes das Pastas onde há suspeitos de irregularidades, enquanto a economia dá os primeiros sinais de nuvens escuras no horizonte e as taxas de aprovação ao seu governo, embora se mantenham praticamente inalteradas, apresentam um ligeiro declínio.

É possível que os índices estejam influenciados pelas acusações veiculadas pela mídia sobre irregularidades em seus ministérios,  mas mesmo assim convém tomar cuidado. A classe política brasileira nunca foi antes "encostada na cerca".

A presidenta tem fixado nesses episódios a imagem altiva que todos esperavam dela, alinhando-se, assim, com as aspirações da maioria do seu povo por um governo honesto. As acusações contra ela própria limitaram-se às mentiras e calúnias desferidas durante a campanha presidencial por José Serra e sua esposa Mônica, além da publicação de uma ficha falsa do DOI/CODI pelo "PIG" (Partido da Imprensa Golpista).

Flutuações expressivas de opinião no eleitorado costumam vir relacionadas a mudanças de avaliação da própria situação e das perspectivas futuras, porém a presidenta não tem esperado que essas mudanças aconteçam. E aí, o que só viria mais tarde, como uma reforma ministerial, passa a ser mais importante.

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Esse “freio de arrumação” pode sim ser a solução a curto prazo, apesar do desgaste com a base aliada.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Serra e PSDB são Condenados por Crime Eleitoral

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 Serra planeja retirada
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José Serra, candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB durante as eleições de 2010, foi multado por propaganda eleitoral antecipada. O Plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu ainda cassar dois minutos e trinta segundos do tempo de inserções a que o PSDB teria direito no segundo semestre de 2011. A decisão foi unânime.


Em programa de TV do ano passado, antes da campanha eleitoral, a propaganda dos tucanos veiculava a seguinte mensagem: “ele cuidou das mulheres, protegeu os idosos, lutou pelos trabalhadores, deu força para os jovens, amparou as mães e as crianças, socorreu os necessitados, um governante sensível, trabalhador e que faz coisas acontecerem. José Serra, quem tem história faz a diferença e quem compara vai de Serra”.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, concluiu em seu voto que “o PSDB buscou, por meio da inserção, realizar a exclusiva promoção de José Serra, à época escolhido para concorrer à Presidência da República”.

Para ela, a mensagem publicitária viola dispositivos da Lei dos Partidos Políticos .


A ministra estendeu a multa a José Serra por considerar que ele tinha prévio conhecimento da propaganda irregular. O TSE condenou o partido a pagar R$ 10 mil e José Serra R$ 7 mil, como multa.
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domingo, 14 de agosto de 2011

Suicídios no Exército dos Estados Unidos Batem Recorde

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O Exército dos Estados Unidos registrou 32 suicídios em julho, o recorde de ocorrências desse tipo desde que a instituição começou a publicar dados desse tipo a partir de 2009, segundo informou no sábado o jornal americano The Washington Post.


O elevado número de mortes por mês representa um revés para o Exército, que colocou forte ênfase na redução dos suicídios nos últimos anos. A cifra inclui 22 soldados em serviço ativo e 10 reservistas. O recorde anterior era de 31, em junho de 2010.

Um oficial do Exército anunciou que as investigações continuam em curso para confirmar, na maioria dos casos, a causa exata da morte.
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Jornalista Inglês que Acusa Ricardo Teixeira Concede Entrevista Exclusiva ao Deputado Romário

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O jornalista escocês Andrew Jennings é repórter investigativo há 30 anos e comanda um programa de grande audiência na TV inglesa BBC. Depois de investigar a máfia italiana, a corrupção na Scotland Yard, há 13 anos comprou uma guerra com a poderosa Federação Internacional de Futebol (FIFA). Passou, então, a ser o principal inimigo dos dirigentes esportivos internacionais.


Descobriu, entre outras coisas, que as eleições internas são compradas, há manipulação de resultados de jogos e negociatas para a escolha de países-sedes da Copa do Mundo. Reuniu tudo no livro, recém-lançado no Brasil: Jogo Sujo, o Mundo Secreto da FIFA. “São negócios que fariam corar a máfia italiana”, afirmou Jennings.


Romário – Há quanto tempo você vem investigando a corrupção no esporte?


Andrew Jennings – Eu tenho sido um repórter investigativo há 40 anos e 20 anos atrás eu estava investigando a máfia de Palermo e as suas operações na Europa, Reino Unido e América do Norte. Um dia, durante as filmagens em Palermo, fiquei frente a frente com um mafioso muito irritado, que nos mandou parar de filmar.


Esta experiência e entendimento de como as famílias do crime organizado operam foi o treinamento perfeito para o próximo alvo – as federações esportivas internacionais. Eu pensei que este trabalho não iria durar muito tempo. Vinte anos depois ainda estou desenterrando evidências de corrupção – especialmente na FIFA! Não tenho dúvidas de que a FIFA é uma família do crime organizado e que Blatter (presidente da FIFA) mantém a sua influência distribuindo fartamente ingressos da Copa do Mundo.


Romário – Quem é Ricardo Teixeira, no contexto do futebol internacional?

preparativos


Andrew Jennings – Poucos fãs fora do Brasil não reconheceriam Teixeira na rua. Aqueles que o conhecem veem um homem que se tornou rico e poderoso explorando o futebol brasileiro e a FIFA. As notícias internacionais expõem histórias sobre seu envolvimento em contratos duvidosos da Copa do Mundo.


Romário – Como o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014?


Andrew Jennings – Blatter, o poderoso chefão da mafia, tem que manter seus Sub-Chefes ao redor do mundo felizes. Ricardo queria sua própria Copa do Mundo para saquear. A melhor maneira de Blatter mantê-lo fiel era deixá-lo organizar a Copa de 2014. Depois que a África do Sul foi roubada em 2000, quando perdeu a sede da Copa do Mundo de 2006 – subornos foram pagos em nome da Alemanha – a África ficou furiosa. A Sul conseguiu sediar o evento em 2010 e 2014 foi prometida à América do Sul. Vocês (brasileiros) têm que descobrir que negócios foram feitos secretamente entre Teixeira e o resto dos países que formam o Comnebol.


Romário – E as investigações continuaram?


Andrew Jennings – As investigações da polícia continuaram em relação aos subornos e o caso foi resolvido fora do tribunal, no verão do ano passado – o anúncio foi feito durante a Copa do Mundo na África do Sul e teve pouca atenção. Após cinco anos de investigações os acusados concordaram em pagar CHF 5.5million e o caso foi encerrado.”


Romário – E a história acabou?


Andrew Jennings – Certamente que não. Nosso dever como jornalistas da BBC foi para descobrir quem havia admitido tomar o suborno. Sentimos que o mundo tinha o direito de saber.


Romário – Então o que você fez?


Andrew Jennings – Como todo repórter faz, nós fizemos inquéritos confidenciais na Suíça e soubemos muito mais. Assim, em 23 de maio deste ano eu apresentei um programa Panorama BBC no qual dei o nome do Ricardo Teixeira e do João Havelange como os dois funcionários da FIFA que haviam admitido ter recebido subornos. Eu também denunciei a FIFA – e aqui nós só podemos estar falando de Blatter – admitindo que o dinheiro devido à FIFA, da ISL, tinha sido desviado em subornos.


Romário – Você tem sido justo com Ricardo Teixeira?


Andrew Jennings – É claro. A BBC insiste que qualquer pessoa denunciada em um programa tem tempo suficiente para responder às acusações e nos aceitado cerca de US$ 10 milhões por meio de uma empresa chamada Liectenstein Sanud.


Romário – Como ele reagiu?


Andrew Jennings – Ele nunca respondeu. Ele ignorou e não aproveitou a oportunidade para negar qualquer coisa. Ao contrário, ele atacou a BBC e o jornalismo britânico como “corruptos. ‘Isso não é resposta para denúncias tão sérias e graves que estão documentadas.


Romário – O que você está fazendo para provar que Teixeira é um dos que aceitaram suborno?


Andrew Jennings – A BBC e alguns meios de comunicação suíços – e eu acredito que um jornal brasileiro – começaram um processo judicial formal na Suíça. O Ministério Público em Zug diz que está preparado para divulgar as provas, mas ele está sendo contestado pelos homens acusados. Eles (os acusados) estão gastando grandes somas com advogados suíços para argumentar contra a publicação desta informação.


Romário – Qual é a importância disso? O último suborno foi pago no início de 2001?


Andrew Jennings – As implicações são enormes. FIFA e os dois brasileiros serão expostos como bandidos. O mundo vai aprender que o homem encarregado da Copa de 2014 é corrupto. O dano à reputação do Brasil será imensa.


Romário – O que o Congresso do Brasil e o governo brasileiro devem fazer?


Andrew Jennings – É o momento para a presidente Dilma Rousseff tomar medidas para encerrar este escândalo.


Romário – E se ele se recusar?


Andrew Jennings – Então ele deve ser despejado rapidamente de qualquer parte da organização de 2014. Uma faxina no Comitê Organizador Local. Há uma abundância de talento no Brasil para substituí-los e produzir um grande torneio com o orçamento disponível.


Romário – O que mais pode ser feito?


Andrew Jennings – O Congresso Nacional também deve pedir para ver estes documentos suíços. E o Governo, por meio do Ministério das Relações Exteriores, também deve requerer junto ao governo suíço que os documentos se tornem públicos. É do interesse nacional do Brasil saber o que está acontecendo.


Romário – Algo mais a acrescentar?


Andrew Jennings – Adoro visitar meus amigos no Brasil e estou ansioso para um grande torneio no Brasil, em 2014, com o Ricardo Teixeira fora da organização. E que todos os orçamentos sejam públicos – para evitar a corrupção. Assim teremos uma grande festa!
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sábado, 13 de agosto de 2011

Assassinada no Rio a Juiza Patrícia Acioli

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 Mãos limpas, mas mortas.
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A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), foi assassinada na madrugada desta sexta-feira (12). Segundo a Polícia Militar, a magistrada estava dentro do carro, na porta de sua casa, quando homens armados passaram e atiraram várias vezes contra ela, em Niterói, no Grande Rio.


Além de sentenciar os criminosos – principalmente os que faziam parte de organizações criminosas – com as maiores sentenças permitidas por Lei, a juíza Patrícia Lourival Acioli tinha várias decisões judiciais contra policiais militares em seu currículo. Como titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ela era responsável por julgar casos de homicídio no segundo município mais populoso do estado do Rio, inclusive os casos de autos de resistência, isto é, mortes provocadas pela polícia supostamente em confronto com o suspeito.

O nosso país – justamente quando desponta como uma das maiores economias mundiais – dá sinais evidentes de que não tem como enfrentar o crime organizado.

As dificuldades começam dentro do nosso Congresso Nacional, apinhado de malfeitores, trambiqueiros, terroristas de serra elétrica em punho, surrupiadores do dinheiro público... E por aí vai!...

Com essa primeira vassourada no governo federal, deu pra ver como agem os políticos brasileiros. Os ministérios, pelos quais tanto brigam e condicionam seu comando ao apoio em votações no Congresso, são transformados em arapucas para desvio de dinheiro para as próximas campanhas e fortalecimento de contas bancárias em nome de desconhecidos.

São os bandidos cuidando deles próprios. Não têm vergonha quando são descobertas as falcatruas para nomeações dos seus, dos aumentos de ganhos disfarçados sob rubricas as mais esquisitas, de penas brandas para os seus comparsas que não chegaram à classe “A” da bandidagem, que é formada por eles próprios, os que fazem as Leis.

E esses que não chegaram à casse “A” da bandidagem não têm o traquejo das palavras para, com a ajuda de uma mídia inteiramente comprometida com Bicheiros, Traficantes e Gangster’s que comandam a economia mundial, ludibriar os eleitores, passam fogo. Executam os que combatem o crime organizado no “front”.

Vemos isso todos os dias: policiais honestos, jornalistas que se rebelam contra a linha editorial de seus veículos midiáticos e mostram as benfeitorias das UPP’s, juízes que aplicam penas exemplares contra policiais corruptos e o crime organizado, são executados como bicho peçonhento em praça pública.
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Se não começarmos por cima, pelo judiciário e legislativo, não chegaremos a lugar nenhum.
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