sexta-feira, 7 de outubro de 2016

DILMA: "MEIRELLES MENTIU EM CADEIA DE RÁDIO E TV"





247 – A presidente eleita Dilma Rousseff, afastada por um polêmico processo de impeachment, publicou, em seu site, uma resposta ao pronunciamento do ministro Henrique Meirelles, em que ele atribuiu a ela o rombo criado no governo de Michel Temer (saiba mais aqui).

"Ele se esquece de apontar que o déficit de R$ 170 bilhões é obra exclusiva do governo Temer, que ampliou os gastos para consolidar o golpe", diz Dilma.

Confira, abaixo, sua nota:

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ocupou na noite de quinta-feira (6) cadeia de rádio e televisão para tratar do estado das contas públicas do país. Disse que assumiu o posto em meio à “pior recessão” da história do país, apontando que “os gastos públicos foram elevados muito além da arrecadação nos últimos anos”.

Diante das câmeras de tevê, Meirelles fingiu ao dizer que o déficit de R$ 170 bilhões foi o prejuízo que o governo Temer recebeu ao assumir o poder. Escondeu o fato de que este déficit de R$ 170 bilhões foi inflado pela equipe econômica para permitir que o governo ilegítimo de Temer gastasse mais para viabilizar o golpe a partir do impeachment fraudulento.

Na verdade, foi graças ao cheque em branco de R$ 170 bilhões aprovado pelo Congresso, baseado na troca de cargos e favores, que o governo golpista de Michel Temer pode conceder generosos reajustes salariais à elite do funcionalismo, que já recebe os mais altos salários do serviço público. Destinou recursos também para a renegociação de dívidas, sem quaisquer critérios ou contrapartidas.

O ministro não explicou e até mesmo escondeu que o governo Temer, em meio às promessas de austeridade, ampliou as despesas públicas, elevando o déficit para R$170 bilhões, no momento em que o país atravessa uma severa crise econômica. O déficit deste ano foi inflado e é o que permite ao governo Temer gastar mais e gastar mal, por exemplo, ao não dar prioridade à educação e à saúde.

Meirelles ainda ocultou que o aumento do déficit não se deu por aumento das despesas no governo Dilma. Pelo contrário, desde 2011, o Brasil teve o menor crescimento dos gastos, quando comparado tanto aos governos de FHC e Lula.

O ministro da Fazenda escondeu o jogo. Não disse que o que ocorreu no Brasil foi uma queda da receita. E, por conta disso, mesmo o governo Dilma controlando os gastos, o país passou por uma piora no resultado fiscal.

DESIGUALDADE

Meirelles omitiu que os gastos foram elevados principalmente pela opção dos governos Lula e Dilma de dar especial atenção à área social, em especial as transferências de rendas às famílias, e para investimentos. Foi isso que permitiu ao país ter uma redução acelerada do índice de Gini, fruto de uma rede de “promoção social” com diversos mecanismos de transferência de renda.

Em educação, por exemplo, o país teve aumento real de investimentos, que garantiu a expansão do ensino superior e técnico. E, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa de Investimento em Logística (PIL), recuperou-se a capacidade de investimento do Estado.

O ministro da Fazenda declarou que os déficits públicos já vinham ocorrendo em anos anteriores: “O governo vinha se endividando e pagando juros muito altos para poder financiar essa conta. A inflação saiu do controle e está acima dos limites aceitáveis”.

O fato é que, mesmo com o crescimento real das despesas nos anos anteriores, entre 2003 e 2015, a dívida líquida caiu em quase todos os anos. O país saiu de 60% da dívida em relação ao PIB no governo FHC para 35% ao final de 2015. A dívida bruta também caiu. A Sua elevação ocorreu, não por aumento de gastos, mas pelo aumento de juros, que vinham caindo, desde 2003, e dobraram de 2014 para 2015.

PEC 241

Ao tratar da proposta de mudança da Constituição, enviada ao Congresso e que congela os gastos públicos por 20 anos, Meirelles desconversou. “O governo Temer enviou uma proposta para mudar a Constituição e equilibrar o orçamento nos próximos anos. É necessário um prazo para ajustar as contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por exemplo, serão preservados”, disse.

Tal afirmação é uma falácia. As áreas de saúde e educação vão perder – e muito –, caso a PEC 241, a chamada PEC do Teto dos Gastos Públicos, seja aprovada pelo Congresso Nacional. Os investimentos nas duas áreas vão cair progressivamente, ano a ano, em relação à regra atual – PIB e per capita – pelos próximos vinte anos. Nas demais áreas, como cultura, segurança, esportes, direitos humanos e agricultura, os recursos vão simplesmente minguar.

CONFIANÇA

Meirelles disse ainda na TV e no rádio, que o governo Temer está criando mecanismos para garantir que áreas prioritárias como saúde e educação não terão perdas. Ele jura que, com o controle dos gastos, o Brasil vai recuperar a credibilidade. “A confiança de consumidores, investidores e empresários já está retornando. Já notamos os primeiros sinais dessa mudança”, assinalou.

O ministro não disse que a PEC 241 está toda baseada em um diagnóstico errado sobre a situação fiscal do Brasil. Não será agradando o mercado que o país terá a recuperação da sua economia ou que seus problemas estarão resolvidos. Essa ideia é falsa. Está baseada num conceito antigo, na cartilha neoliberal já tentada no Brasil, que só elevou o desemprego ano a ano.

A PEC do Teto dos Gastos Públicos é antidemocrática. Ela retira da sociedade brasileira, do Congresso Nacional e dos próximos governos eleitos, o direito de definir o modelo de desenvolvimento que se quer para o país.

O governo golpista faz propaganda enganosa. Vende austeridade fiscal, mas já usou boa parte dos recursos autorizados pelo Congresso para fazer generosos ajustes salariais ao topo do funcionalismo público.

Isso não é governar com responsabilidade. É governar para poucos, promovendo o caos nas contas públicas para impor uma agenda de retrocesso nas políticas sociais.

A CAMPANHA DE TEMER MOSTRA TODO SEU CINISMO E PEQUENEZ.



O poder em mãos alheias


A campanha intitulada "vamos tirar o Brasil do vermelho" (numa alusão ao PT) é uma campanha fascista. Como agem os fascistas?

1. Apostam na divisão. Não acreditam na possibilidade e nem na "utilidade da paz". "Somente a guerra", escreveu Mussolini, "aumenta toda a energia humana até a potência máxima e coloca a marca da nobreza sobre as pessoas que têm coragem de enfrentá-la".

2. Rejeitam totalmente o humanismo e a democracia.

3. Para se manterem o poder, usam da violência, real e simbólica, reprimindo qualquer pessoa/instituição que não aceita as suas imposições.

E para conseguirem tudo isso, USAM DA PROPAGANDA fascista para conquistar apoio, mentes e corações, promovendo uma série de idéias através da mídia e outras formas de propaganda.

A propaganda é uma das melhores armas empregadas pelo fascismo. Para tanto, contam com o dinheiro do grande capital, o que lhes permite utilizar das técnicas mais sofisticadas e perspicazes de manipulação e propagação do ódio. Além disso, o fascismo sabe utilizar habilmente a mídia para transformar a defesa do grande capital em um anticapitalismo inofensivo, conquistando assim amplas camadas da população e os inocentes-úteis.

Para o fascista, as massas são incapazes de compreender as ideias abstratas e de ter opiniões próprias. Assim, as opiniões devem ser impostas; os sentimentos manipulados por meio de imagens e ideias simples que despertem um fanatismo dinâmico e um histerismo autêntico. Portanto, ao falar de "vermelho" querem, na verdade, promover a caça às bruxas, escondendo os verdadeiros saqueadores do erário.

A mídia, parceira na empreitada, propaga os espetáculos judiciais-policialescos, milimetricamente combinados, fornecendo um dos ingredientes fundamentais para despertar o ódio seletivo, a caça às bruxas, o fanatismo político e de base religiosa.

A propaganda governamental, utilizando-se desse substrato que manipula e distrai a opinião pública, funciona com uma espécie de costura, catalizando e potencializando essa trama perversa.

Hitler e o seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels, afirmavam que a maior mentira, dita em frases curtas e repetida sempre, transformava-se na maior verdade.

Sem sombra de dúvidas, é esse o desejo da grande coalizão golpista no poder.