sexta-feira, 2 de outubro de 2015

FALSO MORALISMO DESMORALIZA A OPOSIÇÃO






Montagem Bastidores



Texto de Ricardo Noblat



Defensora do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff por estar "envergonhada com tanta roubalheira", a oposição pratica "falso moralismo" quando se trata do caso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que já "incorreu em cima duas vezes, pelo menos", avalia Ricardo Noblat, do Globo.
O colunista faz referência ao recebimento de propina pelo deputado no esquema de corrupção da Petrobras e ao fato de negar, em depoimento à CPI, que tivesse qualquer conta bancária na Suíça – o que já se mostrou ser mentira.
"Se a oposição ao governo, envergonhada com tanta roubalheira, defende a queda de Dilma em nome da moralidade pública, não tem como permanecer calada diante da descoberta de que Eduardo Cunha incorreu em crime duas vezes, pelo menos", diz Noblat.
"O silêncio escandaloso da oposição tem a ver com a certeza alimentada por ela de que Eduardo facilitará de alguma forma a abertura de um processo de impeachment contra Dilma. Quer dizer: para derrubar Dilma, vale tudo, até mesmo manter no exercício do cargo de presidente da Câmara dos Deputados quem há muito dele deveria ter-se afastado", critica o colunista.




SUIÇA COGITOU PEDIR EXTRADIÇÃO DE EDUARDO CUNHA





Cheira o meu que eu cheiro o teu


Está na rede mundial de computadores, viralizando em centenas de sites. 

"O Ministério Público da Suíça bloqueou contas de Eduardo Cunha no país e comunicou as autoridades brasileiras."

Uma das notas do Ministério Público suíço explica que Eduardo Cunha, por ser brasileiro, não pode ser extraditado à Suíça.

«Brésilien de naissance, Eduardo Cunha ne peut être extradité en Suisse.

Interessante terem pensado nessa hipótese!

Em tese, sou contra a extradição de qualquer brasileiro para uma prisão no exterior.

Mas, no caso de Eduardo Cunha, minha convicção chega a bambear.

Imaginem que espetáculo!


A notícia foi publicada há pouco no Tribune de Genéve.



IBOPE INFLA AUDIÊNCIA DA GLOBO? CABE CPI !...









Por Altamiro Borges
O jornalista Ricardo Feltrin fez uma grave denúncia nesta semana - reforçando antigas suspeitas que circulam entre os especialistas em tevê no país. Ele revelou em sua coluna no UOL que "os primeiros dados apurados pela empresa alemã GfK, que começou a medir o público da TV brasileira, apontam que a audiência de emissoras como Record e SBT é maior do que a registrada até hoje pelo Ibope".


A denúncia impacta os anunciantes privados, que sempre se basearam no Ibope para investir bilhões em publicidade. Mais do que isto. Ela incomoda o governo federal, que nos últimos 12 anos repassou quase R$ 6 bilhões para a Globo. Houve fraude do Ibope - já batizado de Globope - para beneficiar a famiglia Marinho? Não seria o caso de instalar uma CPI para apurar a fraude com recursos públicos?


De acordo com a matéria, postada na segunda-feira (28), "o UOL teve acesso a algumas observações feitas após as primeiras medições da GfK. A primeira leva de dados consolidados só deverá ser divulgada na próxima semana pela empresa às emissoras que assinaram seu serviço (Record, SBT e RedeTV!)... A metodologia alemã já teria observado que o SBT, por exemplo, tem mais audiência matinal e à tarde do que a medida atualmente pelo Instituto Ibope. Segundo os dados iniciais da GfK, a Record também tem mais público na faixa da tarde e à noite do que os números atuais medidos pelo Ibope".

A suspeita de fraude na medição da audiência é antiga. Já foram feitas inúmeras denúncias de que o Ibope, até recentemente presidido pelo empresário-trambiqueiro Carlos Montenegro, inflava os dados para beneficiar o seu maior contratante. Diante das suspeitas, as outras emissoras decidiram enfrentar o monopólio do Ibope e contrataram a GfK no ano passado. A famiglia Marinho jogou pesado e sujo para sabotar a concorrência, mas foi derrotada pelo "pool" formado por Record, SBT e RedeTV!.

Ainda segundo reportagem, "a empresa alemã também está encontrando diferenças (em relação ao Ibope) entre algumas faixas etárias e sociais. Segundo fontes ouvidas por esta coluna (que pedem anonimato), essa discrepância captada em medições iniciais pode indicar que a metodologia utilizada pela GfK seria mais completa e ampla que a usada atualmente. A empresa alemã teria contemplando 'significativas mudanças' nos estratos sociais ocorridos especialmente nos últimos dez anos".

Ricardo Feltrin conclui: "Ainda é cedo para saber como emissoras, mundo publicitário e, em especial, os anunciantes irão reagir aos novos dados de audiência medidos pela GfK, mas é óbvio que eles serão analisados detalhadamente e com atenção. Embora muita gente acredite que uma segunda empresa medindo audiência pode servir apenas para criar confusão no mercado, alguns especialistas acreditam que é justamente o oposto disso: que eventuais discrepâncias que a GfK identificar também podem servir para aprimorar ainda mais estratégias publicitárias e de anunciantes na TV".

A própria entrada da GfK no mercado de pesquisas, rompendo o antigo monopólio, já parece ter seus efeitos no Ibope. A concorrência obriga o suspeito instituto a mudar de atitudes e a tentar ajustar seus índices para evitar a total desmoralização - e, inclusive, a rigorosa apuração sobre suas manipulações. Segundo informa a jornalista Keila Jimenez, do site R7, o Ibope finalmente decidiu quebrar o sigilo de suas pesquisas e liberar os dados da audiência - uma antiga reivindicação das rivais da Globo.

"Em decisão inédita, o Ibope passará a divulgar a audiência da TV aberta e TV paga, semanalmente, em seu site. As análises da audiência estarão à disposição no www.ibopemedia.com... É a primeira vez em mais de 70 anos que o Ibope abre esses dados... A novidade embarca em uma prática comum em outros países, onde atuam na aferição de audiência o instituto Nielsen e instituto GfK. O segundo, por sinal, chegou ao Brasil para concorrer com o Ibope e promete divulgar seus primeiros índices de aferição de audiência no país no próximo mês... Por aqui, o Ibope sempre fez jogo duro com relação a liberação de números publicamente e chegava a questionar clientes quando esses divulgavam dados de pesquisas. Há até uma cláusula de confidencialidade na maioria dos contratos. A disponibilização desses dados mostra que a política do Ibope está mudando".

Estes fatos confirmam que seria saudável para o país a convocação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as possíveis distorções no mercado publicitário. Afinal, bilhões de reais fluíram para a poderosa Rede Globo com base em pesquisas sob suspeita. Em certo sentido, os cofres públicos podem ter sido assaltados. Será que a mídia privada, que adora uma CPI, topa averiguar esta sujeira? Será que os parlamentares, muitos deles metidos a vestais da ética, aceitam enfrentar a Rede Globo? Será que a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República vai reavaliar os seus critérios "técnicos" de publicidade, que só ajudam a alimentar cobras? A conferir!



DILMA CORTA OITO MINISTÉRIOS, REDUZ SECRETARIAS, E EXTINGUE 3 MIL CARGOS COMISSIONADOS









A presidente Dilma Rousseff anunciou a reforma ministerial. Serão reduzidos oito Ministérios, com o corte de 3 mil cargos em comissão, redução em até 20% dos gastos de custeio e de contratação da União e o corte dos imóveis da União que não são usados para políticas públicas. "A União não pode continuar sendo uma grande imobiliária", afirmou. O PMDB, que antes tinha seis ministérios, agora comanda sete.

Dilma anunciou a integração do Ministério da Pesca à Agricultura; a extinção da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que ficará a cargo do Ministério do Planejamento; a extinção da Secretaria Geral como está hoje, que será reunida à Secretaria de Governo, assim como a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas; o Gabinete de Segurança Institucional será mantido apenas uma parte que será transformado em Gabinete Militar; e a criação do Ministério das Mulheres, da Igualdade e dos Direitos Humanos. A presidente também fundiu os ministérios da Previdência e do Trabalho em um único .

A presidente também anunciou os nomes para os novos Ministérios: Nilma Lino Gomes ocupará o Ministério de Mulheres, da Igualdade e dos Direitos Humanos, e Miguel Rossetto ocupará o Ministério do Trabalho e da Previdência Social, também unificados.

Confira os ministérios e respectivos ministros:

-Casa Civil - Jaques Wagner

-Ministério da Defesa - Aldo Rebelo

-Educação - Aloisio Mercadante

-Saúde - Marcelo Castro

-Mulheres, da Igualdade e dos Direitos Humanos - Nilma Lino Gomes

-Trabalho e da Previdência Social - Miguel Rosseto

-Ciência e Teconologia - Celso Pansera

-Ministério das Comunicações - André Figueiredo

-Secretaria de Governo Presidencial Ricardo Berzoini

Dentro do Ministério unificado das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, foram nomeados como secretários Elenora Menicucci para a pasta de Mulheres, Ronaldo Barros para Igualdade Racial e o atual secretário-adjunto de Direitos Humanos de São Paulo, Rogério Sottili, para a Secretaria de Direitos Humanos.

O objetivo das fusões de pastas que antes ocupavam Ministérios autônomos é, segundo a presidente, aprimorar as políticas públicas. "A fusão de alguns dos Ministérios tem um objetivo claro: fortalecer, dar um maior foco", afirmou.

Dilma anunciou, ainda, a criação de uma Comissão Permanente de Reforma do Estado, com o objetivo de definir melhores práticas para economia de recursos da União. "A reforma ministerial foi realizada para contribuir mais rapidamente para que o Brasil saia da crise", afirmou Dilma Rousseff, com as metas de reequilíbrio fiscal, controle da inflação e consolidar a estabilidade macroeconômica do país.

Entre as demais medidas anunciadas de cortes, o governo anunciou que os ministros não poderão viajar mais de primeira classe e o carro oficial do governo ficará destinado, apenas, aos ministros.