terça-feira, 11 de outubro de 2016

POR QUE MICHEL TEMER QUER SE VINGAR DO BRASIL?




Arte do Bastidores


Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

Nada é mais chocante que a ânsia do governo Temer por realizar intervenções brutais que deixarão terríveis cicatrizes na face da sociedade brasileira. Seu governo não tem legitimidade, sua duração será breve e qualquer política que aprove, logo passará às mãos de um novo presidente.
Por que então esse governo insiste tanto em realizar reformas profundas e dolorosas para a sociedade brasileira, em especial para os mais pobres?
Porque esse não é apenas um governo do golpe. Um governo nascido de um golpe poderia, em certas condições, ser um governo de conciliação. Não é o caso do governo Temer. Ao contrário. Ele é um governo de vingança que procura esquartejar os arranjos das políticas estruturadas ao longo da trajetória do PT. É um governo de terra arrasada, ou de guerra de extermínio.
E que motivos o levam a tratorar quinze anos de políticas públicas mais ou menos democráticas? O fato de que é um governo que, para abrir o saque dos recursos públicos (leia-se PPI, Pré-Sal, etc.) necessita do beneplácito das elites. Como conquistá-lo? Prestando o serviço de, da forma mais violenta e imediata, limpar o país da herança do PT. Afastar das cercanias do poder a tiros os grupos sociais beneficiados nesses anos, expulsá-los para as periferias e os guetos da política brasileira.
Isso, em primeiro lugar. De outro, se trata depositar sobre as costas, e os ombros, desses grupos todo o peso da 'solução' da crise econômica, livrando as classes ricas de qualquer ônus pela crise (impostos, CPMF progressiva, impostos sobre heranças, etc). Nesse sentido, é um governo de massacre e de violação, que devolverá o Brasil a situação de trinta anos atrás, isto é, a situação de país mais desigual do mundo.
Será responsabilizado? Não. Porque daqui há vinte e poucos meses não estará mais aqui. É um governo de dias contados. O novo governo, vai manter e até reforçar todas as políticas impostas por Temer, mas dirá da forma mais descarada que não pode fazer diferente, que tem que seguir essa política que, se tivesse podido escolher, nunca adotaria. Mas que agora é tarde.
Temer se lança sobre os arranjos políticos democráticos do governo no qual ele era o vice, como um jagunço ou um salteador feroz. Ele atua sobre a arquitetura legal e institucional como um veterinário de guerra que, habituado a costurar cavalos, de repente, é levado para uma sala de cirurgia plástica. Temer está muito consciente que deixará cicatrizes profundas e desfiguradoras sobre o tecido da sociedade brasileira.
Mas isso não importa. O que importa é que receberá os aplausos da mídia, da classe média e, sobretudo, do grande capital, dos grandes empresários, dos latifundiários. Então, todas as chaves estarão graciosamente em suas mãos, todas as portas serão abertas, e todas as PPIs serão aprovadas.
Espanta a passividade da esquerda diante dessa estratégia óbvia. Quem olha para a esquerda nesse momento, lânguida, prostrada em cava depressão, se pergunta se essa a atitude não é a maior cumplicidade que o golpe poderia almejar. Não é verdade, como um jornalista disse essa semana, que as manifestações nas ruas ajudariam o golpe a instaurar um regime de exceção.
Ao contrário. Em todos esses meses, foram sempre as mobilizações que fizeram o golpe recuar, mesmo que momentaneamente, e reduzir o seu ritmo. Quando vão recomeçar as mobilizações e manifestações de ruas? Logo, logo, será tarde demais porque haverá gente de menos disposta a pisar no asfalto.
Caro leitor, temos que multiplicar e fortalecer os fronts de batalha pela democracia. O golpe gostaria de ter uma única mídia, totalitária, uma única Globo, trabalhando para fabricar zumbis obedientes. Nós, ao contrário, só vamos ganhar força através da diversificação dos meios e das chances de informação e opinião.

MARINA: REDE PERDEU, MAS VAMOS CONTINUAR SEM RUMO



A "grande" líder seringueira que hoje não elege ninguém nem nos Estados da Amazônia.


Após a debandada de intelectuais e o fracasso nas eleições municipais, a ex-ministra Marina Silva fez um balanço em tom mais pessimista do que o habitual sobre a Rede Sustentabilidade. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela afirmou que seu partido perdeu "a chance de mudar" e agora "será mudado" diante da mais aguda crise que acometeu políticos do país.
 
Marina Silva disse ainda que não sabe se irá disputar a Presidência da República em 2018 , uma vez que precisa avaliar se essa é "a melhor forma de contribuir" para o que chama de "renovação" da política".

"Segundo ela, as disputas presidenciais de 2010 e 2014, das quais participou e acabou em terceiro lugar, não serviram para "melhorar a qualidade da política" e das "relações institucionais" e, por isso, talvez sua atuação seja continuar no debate, não focada no resultado eleitoral", avaliou.

"Ela reconhece que a performance da legenda ficou abaixo do esperado, mas diz que, para o que se propôs, com poucos recursos e tempo de televisão, um partido tão jovem conseguiu "espaço de renovação política".

Marina respondeu ainda à carta aberta do antropólogo Luiz Eduardo Soares e outros sete intelectuais que se desfiliaram da Rede alegando "vazio de posicionamento político" e dependência política à figura de Marina, além de aproximação da sigla ao "campo conservador".

"Se olhar bem o documento, tem uma contradição porque o texto diz que a Rede foi pelo caminho do impeachment se curvando a uma posição minha supostamente autoritária e, em seguida, diz que um dos problemas da Rede e meu é de que a gente não tenha assumido posição."

20 ANOS NO FREEZER - UMA PEC GOLPISTA DE UM GOVERNO GOLPISTA



Enquanto papy congela...


247 - Líder do PT na Câmara dos Deputados, o baiano Afonso Florence diz que, ao contrário do que sugere o governo, a PEC 241, apelidada de PEC do Teto, vai "estagnar ainda mais a economia" brasileira.
 
"É uma PEC ilegítima, pois foi enviada ao Congresso no período de interinidade de Michel Temer (na Presidência da República, enquanto o impeachment de Dilma era julgado). Essa proposta deles vai paralisar o crescimento do país, vai inclusive afetar as pessoas que são beneficiadas por programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Temer quer congelar os investimentos para os próximos presidentes eleitos, e vale lembrar que ele não foi eleito. É uma PEC golpista de um governo golpista", diz Florence.

A medida, aprovada na segunda-feira (10) no plenário da Câmara, estabelece pelos próximos 20 anos um limite para gastos públicos, incluindo as despesas com saúde e educação, nas três esferas do Poder Executivo (municipal, estadual e federal). A oposição diz que a medida é um retrocesso porque, segundo os deputados da minoria, vai congelar os investimentos em áreas que já têm déficit em todo o país.



APROVADA PEC 241 - ENTENDERAM ?!!! AGORA BATAM SUAS PANELAS, SEUS PALHAÇOS !




Do G1:

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (10), em primeiro turno, por 366 votos a favor, 111 contra e duas abstenções, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Por se tratar de emenda à Constituição, eram necessários para a aprovação os votos de pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513). O projeto ainda ainda terá de passar por um segundo turno de votação no plenário da Câmara, o que deve ocorrer no próximo dia 24, segundo previsão do relator, Darcísio Perondi. Também são necessários pelo menos 308 votos. Se aprovado em segundo turno, seguirá para análise do Senado.

Após o texto principal, os deputados ainda teriam de analisar sugestões de destaques (mudanças no texto original) para concluir a votação em primeiro turno.

Enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre, a proposta é tida pelo Palácio do Planalto como um dos principais mecanismos para o reequilíbrio das contas públicas.

A PEC define que as despesas da União só poderão crescer, pelas próximas duas décadas, até o limite da inflação do ano anterior. Na prática, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União não poderão aumentar suas depesas de um ano para o outro acima da inflação.

Em caso de descumprimento, a PEC estabelece uma série de vedações, como a proibição de realizar concursos públicos ou conceder aumento para qualquer membro ou servidor do órgão.

A fim de garantir a aprovação do texto nesta segunda, o presidente Michel Temer ofereceu um jantar a mais de 200 deputados na noite deste domingo (9), no Palácio da Alvorada. Em um discurso de cerca de cinco minutos, o peemedebista afirmou, sem citar um caso específico, que qualquer “movimento corporativo” contra a PEC “não pode ser admitido”.

 Veja como votou cada deputado:

http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/pec-241-aprovada-em-1o-turno-como-votaram-os-deputados