terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dilma é do Bem, Para Desgosto da Grande Mídia

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Dilma, presidenta.
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Dilma não estava do lado dos bandidos, como o PIG  - Partido da Imprensa Golpista - tenta nos fazer crer. Ao contrário, os bandidos estavam do outro lado, do lado da ditadura.
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Os jornais e jornalistas que até agora tiveram acesso aos IPMs da Dilma comprovam o que revelamos aqui em primeira mão. Dilma não participou de nenhuma ação direta na guerra travada contra a Ditadura Militar no Brasil. Dilma, até pelo critério perverso do PIG, é do bem.
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Minhas fontes são seguras. Tenho certeza de estar dando testemunho da verdade. Mas é preciso que se registre. Eu preferia até que Dilma houvesse dado uns tiros. Assim, não sobraria nenhum território de conforto nem mesmo para os que, rapidamente demais, eu diria, se exilaram.
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O valor da luta
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Mas também é preciso que se registre. Se a nova presidente do Brasil houvesse travado combates diretos, talvez não houvesse sobrevivido. As novas gerações, especialmente, tem de ter isso em conta. Dilma não estava do lado dos bandidos, como o PIG tenta nos fazer crer. Ao contrário, os bandidos estavam do outro lado, do lado da ditadura.
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Nossa liberdade é selvagem
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Uma coisa é preciso deixar claro: se a Folha de São Paulo, ou qualquer outro jornal pode fazer o que vem fazendo, inclusive contra seus “Manuais de Redação”, ou contra as normas mais básicas do jornalismo e da ética, isso só é possível porque hoje temos democracia e liberdade. Porque Dilma e uma geração de brasileiros lutou para que isso fosse possível.
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Verdade que ainda não temos liberdade de imprensa. Temos só liberdade. Uma liberdade meio selvagem e desgovernada. E é com base nisso que os órgãos que compõem o PIG se sentem a cavaleiro para fazer as barbaridades que fazem, especialmente quando se trata de atacar posições e políticas que defendem os direitos dos mais pobres. Quando tivermos liberdade de imprensa neste país, com regulação ética, impedimento de monopólios cruzados, com certeza os jagunços do atraso serão obrigados a ter outro comportamento.
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Ok. A Folha conseguiu acesso ao IPM da Dilma. Penso que agora temos direito a abertura de todos os registros. Os inquéritos não trazem a verdade, mas são informação e podem lançar muitas luzes sobre episódios obscuros de nossa história.
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Lula Entre os Sujos

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Os sujos sobem a rampa do Planalto
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Amanhã, quarta-feira, dia 24 de novembro, terei a honra de participar do grupo de blogueiros progressistas convidado pelo Palácio do Planalto para entrevistar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Da última vez que entrevistei Lula, eu era um garoto de 23 anos e ele estava no meio de uma guerra: as eleições presidenciais de 1989, as primeiras desde o fim da ditadura, em 1985.
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Eu era repórter do Jornal da Bahia e havia sido mandado para uma coletiva com Lula, em Salvador, na sede do Sindicato dos Bancários, no centro da cidade. Lembro de ter perguntado sobre a dificuldade dele e do PT de arranjar empresários que ajudassem a financiar a campanha contra Fernando Collor de Mello, o José Serra de então: bajulado pelo empresariado, apoiado pela mídia e sustentado pelo conservadorismo da Igreja e da classe média. Também quis saber de Lula a opinião sobre os boatos de que, uma vez eleito, ele iria tomar os apartamentos dos bairros nobres das capitais e entregar aos pobres. Era esse o nível daquela campanha. Lula, ainda um homem jovem de barbas muito negras, cansado e bem humorado, disse que havia desistido de conquistar a simpatia de empresários e que a história dos apartamentos devia ser creditada a quem tinha medo da democracia.
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Dali, saí correndo para fazer outra entrevista incrível, na sede baiana do PDT, com Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, então com 90 anos, que estava em Salvador para declarar apoio a Lula. Com essas duas matérias, voltei à redação para me reportar ao meu chefe da época, João Santana, o “Patinhas”, que viria a ficar famoso, anos depois, por ter sido o marqueteiro que reelegeu Lula em 2006 e, agora, por ter garantido a eleição de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil. A Bahia é mesmo um lugar interessante.
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A entrevista com Lula será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/) e por outros sites e blogs que queiram transmiti-la. Haverá também possibilidade de participação por meio do twitter. Além de mim, também participarão da entrevista os blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).
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Esse mesmo grupo foi chamado por Serra, no auge da baixaria da campanha eleitoral, de representantes de “blogs sujos”, uma referência nervosa a um tipo de mídia que pegou o tucano, uma criatura artificialmente sustentada pela velha mídia corporativa, no contrapé. Nem Serra, nem ninguém na velha direita brasileira estavam preparados para o poder de reação, análise e crítica da blogosfera e das redes sociais. Matérias falsas, reportagens falaciosas, discursos hipócritas, obscurantismo religioso e a farsa da bolinha de papel, tudo, tudo foi desmontado em poucas horas dentro da internet. Chamar-nos de “sujos” nem de longe nos alcançou como ofensa, pelo contrário. Nós, os “sujos” fizemos a história dessa eleição. Serra e seus brucutus terceirizados sumiram no ralo virtual.
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O fato de o presidente mais popular e melhor avaliado da história do Brasil se prontificar a nos receber, no Palácio do Planalto, para responder, sem reservas, aos nossos questionamentos (detalhe: nem todos são jornalistas), demonstra a dimensão exata de nossa participação no atual processo político.
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De minha parte, me sinto muito honrado com o convite.
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Por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi
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