domingo, 29 de abril de 2012

Homenagem ao Meu Irmão Luiz Carlos Vasconcelos e Seu Palhaço Xuxu

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Filme "Acalanto" de Arturo Sabóia Representou o Brasil no Festival de Cannes - Estréia neste 2º semestre de 2013. Filme ganhou o prêmio de MELHOR FILME do Festival de Gramado de 2013 e mais 5 outras premiações no mesmo festival.



Novela "Flor do Caribe" da Rede Globo - No Horário das Seis 

Luiz Carlos interpreta o mestre pescador, capitão de traineira Donato. As relações entre pais e filhos são trazidas pela arte apurada de Luiz Carlos, emocionando até os que se fazem passar por "durões" - como eu - e deixamos as lágrimas despencarem cara abaixo.



Filme "O Tempo e o Vento" de Jaime Monjardim - estréia no º semestre de 2013.

Luiz Carlos Vasconcelos, em personagem do Filme "O Tempo e o Vento", da obra homônima de Érico Veríssimo, com direção de Jaime Monjardim, que entrará em cartaz no primeiro semestre de 2013
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Luiz Carlos e seu Palhaço Xuxu
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Novela das seis  Rede Globo  A VIDA DA GENTE. Inicio 26/09/11, término em março/12.
 
Renato (Luiz Carlos Vasconcellos) – Conhece Vitória (Gisele Fróes) na faculdade e, do rápido namoro que têm, nasce Alice (Sthefany Brito), entregue em seguida para adoção. Renato mal registra a gravidez da ex-namorada e o consequente nascimento da filha. Anos mais tarde, porém, arrepende-se profundamente. Ex-alcóolatra, há cinco anos recuperado, luta para se reinserir socialmente e conseguir trabalho. Ao conhecê-lo – doce, amoroso e carismático – Alice se comove com a história do pai e decide ajudá-lo na reabilitação.


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.               Cena do filme "Homem Mau DormBem"
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Como "Aresio", na mini serie "A Pedra do Reino" 
de Ariano Suassuna / Rede Globo.
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Melhor Ator do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro/2009.
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No Filme "Andar as Vozes"


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Com Jose Dumont, em cena do filma "Arido Movie"
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Filme selecionado para o Festival de Veneza

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Cena do filme 
"O Sol do Meio Dia"
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Trayler do Filme 
"O Sol do Meio Dia"

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Com o elenco da Mini Serie "Queridos Amigos / Rede Globo

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Trecho do último capítulo da mini série "Queridos Amigos" da Rede Globo
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Trayler do FILME  de Hector Babenco  Carandiru

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Cena do FILME "Carandiru", interpretando Dr. Drauzio Varella.


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Trayler da SERIE "Carandiru da Rede Globo 
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Procurando, apos 18 anos, o Palhaço Pixilinga... Emocionante
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Mini Serie "Pastores da Noite" Rede Globo

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Cena do filme "Romance do Vaqueiro Voador"


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Trayler do Filme "Romance 
do Vaqueiro Voador"

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Com Fernanda Torres, em cena do filma "Primeiro Dia" de Walter Salles.

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Trecho do filme "Primeiro Dia" no qual João (Luiz Carlos Vasconcellos), apos ser liberado da penitenciaria em troca de matar seu amigo (Mateus Nachtergaele), cumpre o prometido.
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Cena do premiado filme Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lirio Ferreira, interpretando um "Lampião" que tambem curtia perfumes franceses e whisky 12 anos.


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Entrevista de Luiz Carlos sobre o inicio da sua carreira cinematografica, sendo ate então um homem do teatro.
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Trayler do filme "Baile Perfumado"
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ABRIL DESPEDAÇADO
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"Leoncino D'Oro" Prêmio do publico jovem do
Festival de Veneza 2001.
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Indicado ao GLOBO DE OURO
Melhor Filme Estrangeiro de 2002
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Eleito um dos Melhores Filmes do Ano
National Board Of Review

Indicado para o BAFTA - British Academy
of Film and Television Arts 2002

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de Melhor Filme Estrangeiro

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Trailer Oficial do filme: Abril Despedaçado
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Com Marilia Gabriela, na novela "Senhora do Destino", da Rede Globo.

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Cenas da Novela "Senhora do Destino"




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Cartaz do espetaculo teatral "Retabulo", da obra de Osman Lins, direção de Luiz Carlos Vasconcelos.

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Atores do Grupo de Teatro Piollin, em cena do espetaculo "Retabulo", adaptado e dirigido por Luiz Carlos.



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Luiz Carlos e seu Palhaço Xuxu, fazendo o que mais gostam... Juntar gente na Praça.

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 "Vau da Sarapalha". Adaptação e Direção do Conto de Guimarães Rosa por Luiz Carlos Vasconcelos. Mais de 1.300 apresentações em todo o mundo.

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"Vau da Sarapalha". O ator paraibano Escurinho, em cena.


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Trailer do filme: Ilhas Cayman
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Cenas da Mini série global: O Natal do Menino Imperador
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Com Regina Caze, em cena de Eu, Tu, Eles, de Andrucha Waddington.






Trailer não oficial do filme: Eu, Tu, Eles

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Cena do filme "Eu, Tu, Eles".





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Luiz Carlos e o apresentador do programa MOBILIZAÇÃO, no qual apresenta uma série inédita para a televisão brasileira que mostra iniciativas, tecnologias e soluções sociais bem sucedidas, que garantem educação, renda, trabalho e melhores condições de vida nas comunidades. Todos os sabados, as 9:00 h.
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A Revista Veja, de Cachoeira Abaixo











Se existia dúvida quanto à inclusão da revista Veja no rol dos que serão investigados pela CPI do Cachoeira, a partir do vazamento na internet do inquérito que foi enviado ao Congresso pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, tal dúvida virou pó. 

Quem deu o furo foi o controverso site Brasil 247, que tem comprado briga com a Veja, com blogs progressistas, reacionários e que, entre seus colunistas, conta com figuras antagônicas como o petista José Dirceu e o tucano Artur Virgílio.



A importância do furo é tão grande e o conteúdo do inquérito tão explosivo que o Jornal Nacional citou a fonte, de onde eclodiu uma cachoeira de acusações contra o já exangue Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, que mantém ar impoluto apesar da lama que já lhe chega à cintura.

E é aí que entra a revista Veja, apesar de, por enquanto, continuar de fora dos telejornais. A publicação aparece mal na fita, ou melhor, nas fitas das gravações da Polícia Federal que figuram no inquérito.

Em um dos trechos largamente divulgados na internet, Cachoeira e companhia aparecem decidindo em que seção da revista deverão ser publicadas informações que passaram ao editor Policarpo Jr., informações que a quadrilha pretendia que prejudicassem seus adversários nos “negócios”.

Como se não bastasse, a transcrição das escutas revela que as imagens do ex-ministro José Dirceu se encontrando com membros do governo federal em um hotel de Brasília que Veja publicou, foram fornecidas pelo esquema de Cachoeira.

E essas são só algumas das muitas garimpagens que estão sendo feitas por uma legião de internautas no material divulgado pelo 247, que ainda não inclui os contatos do editor da Veja com a quadrilha apesar de ele e a publicação aparecerem nos diálogos, o que sugere que ainda há material oculto.

Torna-se impossível, assim, que a CPI deixe de convocar, se não o dono da Veja, Roberto Civita, ao menos o seu editor Policarpo Jr. a fim de dar explicações, pois o que já vazou deixa claro que a mera relação fonte-repórter que a revista alega era muito mais do que admite.

Diante da confirmação de maior envolvimento da Veja no escândalo, parece lícito especular que, se a chapa esquentar, Policarpo pode receber uma proposta do patrão: assumir sozinho ônus dessa relação inexplicável que fez de Cachoeira uma espécie de ghost-editor da revista.

Esse tipo de proposta se baseia em pagamento de alta soma e apoio jurídico integral. Como o bode expiatório, supõe-se, não tem passagens pela polícia, torna-se réu primário, ou seja, não vai para a cadeia. E, depois de ultrapassado o desgaste do processo, sai rico dele.

A Veja sairia chamuscada, mas sem responsabilização criminal. É o que está acontecendo na Inglaterra, no caso Murdoch. Ele diz que “não sabia” de nada e empurra a culpa para os funcionários. Só que não está funcionando. Mas isso é na Inglaterra e estamos no Brasil.


Texto de Eduardo Guimarães, na Carta Capital.





quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lançamento de Documentário Reúne Dilma e Lula







Como num filme.


A Presidenta Dilma Rousseff tirou a noite de ontem – quarta-feira 25 – para assistir ao lançamento do documentário “Pela Primeira Vez”, produzido e dirigido por Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante seus dois mandatos. A exibição marcou também o retorno de Lula a Brasília depois do desaparecimento de um tumor na laringe, diagnosticado em outubro do ano pasado.

Com mais de uma hora de atraso, Dilma e Lula chegaram juntos à sessão de cinema, no auditório do Museu da República, e foram recebidos com palmas pelo público.



O filme, produzido em terceira dimensão (3D), documenta os últimos momentos de Lula como presidente da República e os primeiros de Dilma Rousseff no posto mais alto do país. Durante 35 minutos, a plateia, que lotou o auditório, viu o momento em que Lula passou a faixa presidencial a Dilma, a sua saída do Palácio do Planalto, a despedida junto ao povo aglomerado na Praça dos Três Poderes, o encontro emocionado com o vice-presidente José Alencar, no hospital, após a posse de Dilma e a sua diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o primeiro discurso no Congresso Nacional.



Ao final da sessão, Lula elogiou o trabalho da presidente no comando do país. “Tudo que a gente falava da companheira Dilma antes da campanha era pouco diante do que ela está fazendo”, declarou. “Estou muito emocionada”, disse a presidente depois de ver o filme.






Cachoeira Pagou Propina a Deputado Tucano








A solidão dos flagrados.


O contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, mandou entregar propina “embrulhada em jornal” para o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A informação consta de relatório da PF, sob guarda do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento esmiuça as relações próximas de Cachoeira com o parlamentar.

Os dados são apontados no capítulo intitulado “transações financeiras” envolvendo o contraventor e o deputado tucano. A PF assinala que Cachoeira manda Geovani (Pereira da Silva), seu contador, “passar dinheiro para o deputado Lereia, não sendo possível identificar a que título”. Interceptações telefônicas da PF flagraram diálogos entre Cachoeira e Leréia.

Também caiu no grampo o contador Geovani,, que está foragido. O contraventor o chama de Geo e pede a ele que providencie pagamentos em dinheiro vivo para Leréia.

Numa dessas conversas, a 1.ª de agosto de 2011, às 14h34, Cachoeira recomenda a Geovani a entrega de R$ 20 mil em dinheiro para Leréia “embrulhados em jornal”. Uma assessora do contraventor participa da conversa e informa que o dinheiro foi colocado em um “envelope quadrado”.

Fonte: Conversa Afiada




Cineasta que Criticou Washington é Perseguida em Aeroportos Norte Americanos









A americana Laura Poitras, autora do documentário "The Oath", lançado em 2010 e candidato ao Oscar, é perseguida em aeroportos por criticar Washington. Desde o 11 de setembro, leis de exceção dão carta branca para agentes vasculharem bagagens e confiscarem bens.

Após os atentados terroristas de setembro de 2001, o governo dos Estados Unidos criou uma serie de leis que autorizam a intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos. Desde então, é cada vez maior o número de norte-americanos que viajam ao exterior e que ao retornar são detidos nos aeroportos, onde têm suas bagagens revistadas, e o conteúdo de computadores e celulares – e-mails, textos, vídeos e fotografias - é checado e copiado.


E não há a quem reclamar. As leis de exceção autorizam os funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) a fazer vistorias, mesmo sem autorização judicial, e o cidadão não tem qualquer possibilidade de pedir explicações. Ou seja, é como se desde o 11 de setembro a quarta emenda – que garante os direitos à intimidade e privacidade - tivesse desaparecido da Constituição norte-americana.



O documentário de Laura fala sobre os acusados pelos ataques de 11 de setembro e foi aclamado no Sundance Festival, além de ter sido indicado ao Oscar. Depois dele, Laura está entre dezenas de artistas perseguidos pela paranoia, soberba e preconceito americanos.







quarta-feira, 25 de abril de 2012

Prenhez e Parto - Ou o Dia em que Nietzsche me Fez Sêmen, Ovo e Rebento.,










A Carol Caldeira, uma menina de braços abertos para a vida.



A vida marcha em minha direção sedenta e incontida, e deita sua escolha sobre mim sem me oferecer tempo para questionamentos e sem ouvidos que lhe permitam saber se estou pronto para o que me trás. E, entre perplexo e curioso, vejo, vivo, ouço e... Suspeito, espero. 

Sereno, sonho sonhos extraordinários, e os acolho em meus próprios pensamentos como raios espermáticos; e me iludo ao supor que vêem de fora, de baixo ou de cima, constituindo-se agora em meus próprios acontecimentos, em minhas próprias singularidades, em minhas próprias experiências, gozos e sofrimentos, como se calmarias e tempestades fossem. 

E agora já sou eu mesmo um temporal caminhando prenhe de novos raios e coriscos que tanto ferem como acariciam. Um vento cortante me conduz, aparentemente a ermo, levando minha carga de prótons a inteirar-se para daí acender silenciosos e fantásticos relâmpagos. Minha prenhez me faz agora um homem fatal com o destino irrevogável de parir, em torno do qual há sempre murmúrio, bramido, rompimento, susto, expectativa, inquietude. 

E aí, eu e a vida parimos juntos o mesmo parto, embora apenas ela acolha o rebento que nasce atroadoramente, e que some de mim chispando faíscas que irão acariciar e ferir. E o homem que sou agora é o de antes, o do princípio, que tantas vezes fugiu de si mesmo, que muitas vezes teve medo de si mesmo, mas, cuja extrema curiosidade, me fez voltar sempre ao cinzento das minhas entranhas e abri-las à vida disfarçadamente sem dor, para que ela, certeiramente, me emprenhasse outra vez.





terça-feira, 24 de abril de 2012

Filme "O Tempo e o Vento" de Jaime Monjardim









LUIZ CARLOS VASCONCELOS, CYRIA COENTRO, JOSÉ HENRIQUE LIGABUE E CLEO PIRES - FOTO MARCO PERES



A semana passada foi marcada pela série de cenas fortes que Cleo Pires filmou como Ana Terra. Começando pelo desejo atormentado pelo índio Pedro Missioneiro e a posterior desconfiança de que estaria grávida - o que levou seu pai, Maneco (Luiz Carlos Vasconcelos), e seu irmão, Antônio (José Henrique Ligabue), a matarem Pedro. Depois, Cleo filmou a cena do parto do filho, Pedro Terra, a morte da mãe, Henriqueta (Cyria Coentro), o ataque ao rancho por um bando de castelhanos, quando seu pai e seu irmão foram assassinados, e ela, estuprada pelo bando. No final do ataque, os castelhanos atearam fogo à casa, e Ana Terra escapa e sobrevive, com o filho.

O set presenciou momentos de grandes interpretações dos atores que compõem a família Terra, sempre acompanhados da preparadora de elenco, Patrícia Carvalho-Oliveira, e dirigidos de perto por Jayme Monjardim. Sutileza e veracidade marcaram o desenho das cenas, rodadas na Estância São Francisco, em Bagé, onde foi construído o rancho dos Terra.





Ferro na Veja II






Deputado Federal por Pernambuco, Fernando Ferro.



Depois de subir à tribuna da Câmara e dizer que a revista Veja é “o próprio crime organizado fazendo jornalismo”, o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) afirmou, em entrevista, que o veículo de comunicação "fomentou, incentivou, financiou esses delinquentes a terem esse tipo de comportamento", referindo-se à rede ilegal de atuação do contraventor Carlinhos Cachoeira.


O deputado defendeu que os responsáveis pela revista prestem esclarecimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar a rede ilegal de atuação de Cachoeira e que sejam tratados como réus. Escutas feitas durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, mostraram conexões entre o grupo do contraventor e o diretor da sucursal de Brasília da publicação semanal, Policarpo Júnior. 


Este mês, Veja divulgou reportagem afirmando que a CPMI é uma "cortina de fumaça" criada pelo PT para desviar o foco do julgamento do mensalão, que será realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A notícia levou Ferro a lamentar que a revista atue desta maneira.



Perguntado se a convocação de representantes do Grupo Abril não afetaria a liberdade de imprensa, Ferro afirmou que as atividades de Veja tem conexão com o crime organizado, e não com o jornalismo. Para o parlamentar, o dono da Editora Abril, Roberto Civita, deve ser tratado como réu nessa investigação.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o deputado Fernando Ferro, um dos candidatos a integrar a CPMI do Cachoeira.

Pergunta: Por que levar um órgão de imprensa a uma CPMI?


Fernando Ferro: Caberia ao órgão de imprensa trazer esclarecimentos sobre essa relação, o porquê de tantos telefonemas identificados na investigação da Polícia Federal.



Pergunta: Você falou em requerer a presença de Roberto Civita.


FF: Independentemente de quem seja, o Civita ou não, os responsáveis pela Veja terão de responder sobre isso. 



Pergunta: Há uma relação da Veja com essas atividades ilegais?


FF: É uma relação estranha, que tem laços de cumplicidade com esse submundo. Na verdade, isso vem lá de trás, em vários momentos. Essas denúncias espetaculosas da Veja, todas elas estão sendo lastreadas por esse processo de espionagem e arapongagem. Em termos de ética jornalística, isso é muito questionável. A Veja fomentou, incentivou, financiou esses delinquentes a terem esse tipo de comportamento.



Pergunta: Isso poderia colocar em risco a liberdade de imprensa?


FF: A Veja tenta formar uma ideia de que nós estaríamos querendo restringir a liberdade de imprensa. Essa é uma medida esperta e calhorda dela de justificar a sua ação criminosa. Eles querem falar em nome de toda a imprensa, mas não é verdade, essa prática, esse estilo, é próprio da Veja. Ou seja, ela praticou ações criminosas e agora quer colocar o conjunto da imprensa no Brasil como vítima. Ela é ré, vai ter que trazer esclarecimentos à CPI.



Pergunta: Há quem defenda esse tipo de jornalismo a qualquer custo.


FF: Essas ações da Veja têm tudo a ver com crime organizado, não com jornalismo.



Pergunta: Por que no Brasil há uma tendência de punir exclusivamente os políticos que estão envolvidos em atividades ilegais, sendo que por diversas ela possui muitos lados?


FF: Há uma ação política e ideológica de incriminar um partido político, ou uma orientação, ou uma corrente política. Na verdade, não há uma preocupação com a informação, estão preocupados em incriminar alguém que está governando o país.



Pergunta: O senhor está falando da Veja, especificamente?


FF: A Veja criou a figura do bandido colaborador, que é alguém que atende aos interesses dela, e o qual ela criou um nível de promiscuidade tão grande que você nem sabe quem é mais bandido. Na verdade, os dois são.



Pergunta: Em sua opinião, quem mais deve ser chamado para depôr na CPI?



FF: A partir da investigação da Operação Monte Carlo, você tem os vínculos de articulação criminosa, de envolvimento entre os personagens dessa teia criminosa, então todos eles, tanto agentes públicos quanto privados, deverão ser chamados para prestar esclarecimentos.

Fonte: Rede Brasil Atual






segunda-feira, 23 de abril de 2012

Minha Casa, Minha Vida - Fará 2 Milhões Até 2014










Em 12 de abril o governo federal anunciou a construção de 107 mil casas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida. As casas serão construídas em cidades com menos de 50 mil habitantes, o que deve movimentar a economia local, além de ajudar a diminuir o déficit habitacional. O ato reuniu cerca de mil prefeitos em Brasília, a maioria deles do Nordeste do Brasil. O programa quer fazer dois milhões de casas até 2014.  






domingo, 22 de abril de 2012

Advogado Roberto Caldas Tira o Sono dos Torturadores








O Brilhante Advogado Roberto Caldas


Há poucos dias, em decisão inédita, o juiz Guilherme Dezem, de São Paulo, determinou que no atestado de óbito de João Batista Drummond, dirigente do PCdoB, morto em 1976, conste que ele morreu em decorrência de “torturas físicas” e não de “traumatismo craniano encefálico” como consta hoje.

Esse é o mais recente indício de que a Lei da Anistia brasileira não resistirá ao ambiente democrático.

“A revisão dessa lei é só uma questão de tempo”, sustenta o advogado Roberto Caldas, indicado pelo governo brasileiro para disputar, na Assembleia da Organização dos Estados Americanos (OEA), a vaga de juiz titular da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com sede em San José da Costa Rica.

Além da criação da Comissão da Verdade, a indicação de Caldas é mais um sólido sinal de intolerância do governo Dilma à Lei da Anistia.

Talvez não haja ninguém no País mais versado sobre o tema do que ele. Profissional sóbrio e sem paixões partidárias, Caldas participa das decisões da CIDH desde 2008 e, como juiz ad hoc, já votou por três vezes pela condenação do Estado brasileiro. A mais recente delas foi a decisão sobre a Guerrilha do Araguaia.

O julgamento ocorreu em 2010, com base na Convenção Americana de Direitos Humanos, que, segundo Caldas, “declarou nula, de pleno direito, a Lei da Anistia brasileira quanto aos crimes cometidos por agentes do Estado”.

A razão é simples. As regras jurídicas não admitem uma lei de autoanistia. Ela é inexistente, inválida, para a Corte e para os tribunais internacionais.

Caldas não tem dúvidas sobre a necessidade de o Brasil se submeter às decisões impostas por tratados internacionais que assinou: “A ordem jurídica internacional está atenta para não permitir que os detentores do poder político legislem em causa própria, com o objetivo de encobrir crimes graves contra direitos humanos. Mais uma razão somou-se a isso: os crimes de lesa-humanidade não podem ser objeto de anistia nem de prescrição”.

Ele interpreta assim o sentido dessa decisão: “É a condenação de um crime muito mais agressivo do que o assassinato. Funciona como pressão contra um tipo de pensamento que afeta toda a sociedade e não só os que sofreram”.

Um exemplo disso é o medo presente na sociedade brasileira quanto a uma possível retaliação dos militares à apuração de crimes cometidos na ditadura.


Embora lento por tradição cultural, Caldas acredita que o Judiciário brasileiro começará a recepcionar as decisões tomadas pelas cortes internacionais. Talvez um pouco mais tarde do que seria preciso, mas certamente antes do que muitos gostariam.


Ao declarar a Lei da Anistia constitucional, o STF, no entanto, não a blindou definitivamente?



Roberto Caldas diz que não, e explica: “A decisão do tribunal ateve-se à análise da constitucionalidade da lei. Não há qualquer equiparação com decisões tomadas no âmbito do direito internacional vigente à época. É anterior ao julgamento do caso da Guerrilha do Araguaia pela Corte Interamericana, que interpreta e aplica a Convenção Americana, uma espécie de Constituição continental sobre Direitos Humanos”.

Isso significa, por exemplo, que “é perfeitamente cabível”, segundo ele, “a análise dos crimes continuados, por parte de agentes do Estado”.

A Lei da Anistia não é o nó cego pensado pelos articuladores dela: a proteção permanente das ações desumanas, imposta aos presos políticos na ditadura, está com os dias contados. 

Portanto, torturadores, tremei!


Texto da Carta Capital





sábado, 21 de abril de 2012

Filme "O Último Dançarino de Mao"











Filme americano baseado na autobiografia do bailarino chinês Li Cunxin que aos 11 anos foi tirado de uma pobre aldeia chinesa para estudar balé na escola de dança de Madame Mao, em Pequim. Em 1979, ele consegue entrar para a Companhia Houston Ballet durante um intercâmbio cultural no Texas, onde começa uma vida nova e livre. Os oficiais chineses tentam levá-lo de volta à China, mas manobras legais e o casamento com uma bailarina americana conseguem mantê-lo nos EUA. Para lutar pelos seus sonhos, porém, ele terá de abandonar para sempre sua família.



Como sempre o cinema de Tio Sam se apresenta a serviço do Estabelechiment mostrando as culturas alheias como “pobres”e seus povos famintos. Os mimos do capitalismo são valorizados ao extremo e nem percebem o ridículo como se mostram ao mundo.

Fora a questão política o filme mostra as contradições de uma China vivendo os últimos anos de Mao no poder e os primeiros de Deng  Xiaoping substituindo-o, as diferenças entre uma pequena aldeia nos confins do território Chinês e a cidade de Houston no Texas com suas torres de concreto, o glamour vazio da sociedade norte americana e a simplicidade e valores de um jovem criado com a família camponesa em território chinês.

Vale a pena ver.


Nós, (eu, Nadja e Kekel) acabamos de chegar do Cinema da Fundação de Cultura da Cidade do Recife.