sábado, 15 de julho de 2017

MÉDICO E RUMBEIRO CUBANO GANHA A MULHER DE BOLSONARO



Em "desabafo" nas redes sociais, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro demonstra irritação ao revelar que a ex-namorada virou feminista e foi vista com um médico cubano em uma balada LGBT; resposta da jovem ao comentário do parlamentar viralizou nas redes sociais



Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, publicou uma espécie de desabafo nas redes sociais nesta terça-feira (11) após descobrir que a sua ex-namorada foi vista acompanhada de um médico cubano e usando roupas ‘vulgares’.

Aparentemente enciumado, o deputado tem pedido a terceiros que fiquem de olho na ‘ex’ e culpa o ‘feminismo’ pela mudança de postura da moça. Ela rebateu a postagem de Eduardo, mas teve seu comentário deletado.

A ex-namorada em questão é Patrícia Lélis, uma jovem que já foi conservadora e denunciou o pastor Marco Feliciano (PSC), correligionário de Eduardo, por tentativa de estupro (relembre).

Na época das denúncias, toda a alta cúpula do PSC se mobilizou para abafar o caso e criminalizar a jovem. Patrícia chegou a receber propostas financeiras de líderes políticos e religiosos para permanecer em silêncio.

Renegada por quem defendeu a vida inteira, Patrícia Lélis recebeu o apoio de organizações feministas e, aos poucos, se aproximou do feminismo.

Confira abaixo o post de Eduardo Bolsonaro e a resposta de Patrícia Lélis.

Eduardo Bolsonaro: “Eu começo a ‘entender’ a importância da figura masculina na vida de uma mulher quando minha ex-namorada que já se declara feminista é vista em uma balada LGBT acompanhada de um médico cubano, usando uma roupa vulgar e, como se não bastasse, rebolando até o chão. E ainda posta isso na internet, como se fosse uma atitude louvável. Lembrando que antes do feminismo ela andava com roupas discretas, não rebolava até o chão, e namorava comigo. ;) #FeminismoÉDoença”

Patrícia Lélis: “Eu comecei a entender a importância do feminismo quando fui abusada por seu amigo de partido e você me pediu para ficar calada, mesmo sabendo que era verdade e me vendo machucada fisicamente e psicologicamente. Foi daquele dia em diante que eu comecei a entender o feminismo. Até então eu aceitava as suas grosserias, abusos e traições. Foram 3 anos e 8 meses em um relacionamento abusivo. Eu estou percebendo que tudo na vida evolui, menos você. Falta de elegância ficar pedindo para terceiros te passarem informações sobre onde e com quem estou. Você consegue desrespeitar até mesmo pessoas que você nunca viu na vida, menosprezando e desvalorizando o próximo. Sabe qual foi o principal motivo que nos levou ao término? Eu descobrir que eu sou dona de mim, descobrir que sou um ‘mulherão da porra’, e quando descobri isso, você ficou com medo. Moleques não aguentam mulheres fortes. Só para terminar esse post: esse médico cubano que você tentou menosprezar nesse post, além de ser um baita ‘homão da porra’, me leva pra balada, não reclama das minhas roupas e maquiagem, dança comigo, e cá entre nós: tem uma ‘pegada’ que você nunca teve na vida. Beijo, Eduardo. E vê se para de me ligar e mandar mensagens dizendo que tá com saudades, tá chato já!”



SUASSUNA - O AUTO DO REINO DO SOL: FEÉRICA ÓPERA POPULAR



Em absoluta entrega aos personagens e ao oficio criador, esta expansiva trupe de múltiplos talentos vocais,instrumentais, teatrais e circenses, faz, enfim, de Suassuna – O Auto do Reino do Sol o musical mais barroco , luminoso e viajante no agora dos palcos cariocas. 

Texto de Wagner Corrêa de Araújo no site Escrituras Cênicas
 


“Tragicomédia lírico-pastoril, drama cômico, farsa de moralidade e facécia de caráter bufonesco” . Palavras de Ariano Suassuna que podem, também, servir de referencial para esta feérica incursão da Cia Barca dos Corações sobre seu mítico universo memorial e armorial.


Suassuna- O Auto do Reino do Sol, assim, em seu formato de encenação, estabelece pontes entre um tributo biográfico/literário e uma fabulação dramatúrgica com nuances de teatro musical e ópera popular nordestina.


Nesta delirante e enérgica teatralidade configura-se ainda uma síntese do imaginário que une o legado medieval ibérico aos ofícios criativos dos brincantes, cordelistas e mamulengos, às pantomimas circenses e aos recursos da narrativa mambembe.


Expressando em inventiva e transcendente apropriação suassúnica a organicidade da escritura cênica e, numa mesma e irresistível pulsão, do brilho da textualidade de Bráulio Tavares à sua irradiante materialização no palco, pelo comando diretorial de Luís Carlos Vasconcelos.


Com uma convicta e rompante competência artesanal nos seus elementos técnico/artísticos. Perceptível na metafórica simbologia cenográfica (Sérgio Marimba) e indumentária(Kika Lopes/Heloísa Stockler), entre a medieval trajetória dos saltimbancos e das mambembes trupes circenses/teatrais do nordeste brasileiro, em efusiva aproximação da ancestralidade historicista à contemporaneidade regionalista.






Completando-se o impacto plástico no desenho de luzes (Renato Machado)contrastantes, nos entremeios tonais de claridades vazadas e explosões aquareladas.


Fazendo sobressair o enérgico componente da linguagem corpórea (Vanessa Garcia)na adequação da fisicalidade ao delineamento emotivo e no contraponto rítmico de inebriante trilha sonora autoral(Chico César/Beto Lemos/Alfredo Del Penho).


Falando desta vigorosa dramaturgia coletiva ,plena de acertos estéticos,chega a vez de um elenco que se atira, com sangue e alma, rigor interpretativo e liberdade instintiva na representação de quadros e personagens.


Com alcance de tessituras operísticas tanto nos arroubos vocais de Adren Alves, no seu emblemático presencial nos papéis de Sultana e D. Eufrásia, nas mirabolâncias tenorísticas de Ricca Barros( o Major Antonio Moraes) como nos duetos de amor de líricos timbres no canto de Rebeca Jamir e Alfredo Del Penho.


E , ainda, na espontaneidade das improvisações e acrobacias circenses de Eduardo Rios e Renato Luciano e nas estripulias burlescas de Fábio Enriquez. Sem esquecer as intervenções nunca menos surpreendentes de Beto Lemos, Chris Mourão e Pedro Aune.



Em absoluta entrega aos personagens e ao oficio criador, esta expansiva trupe de múltiplos talentos vocais,instrumentais, teatrais e circenses, faz, enfim, de Suassuna – O Auto do Reino do Sol o musical mais barroco , luminoso e viajante no agora dos palcos cariocas. 

SUASSUNA - O AUTO DO REINO DO SOL está em cartaz no Teatro Riachuelo,/Centro/RJ, de quinta a domingo, às 20h30m. 120 minutos. Até 20 de agosto.
 
                                              

EDUARDO CUNHA ENTREGA: "O GOLPE FOI COMPRADO POR MIM E PELO TEMER"



EDUARDO CUNHA ENTREGA TODO MUNDO, MENOS DO JUDICIÁRIO.
QUEM ACREDITARIA QUE BANDIDOS DEDURARIAM JUÍZES QUE TERÃO SUAS SENTENÇAS NAS MÃOS?
QUEM ACREDITA QUE O STF QUE DEPENDE DO CONGRESSO PARA APROVAÇÃO DOS SEUS MEGA REAJUSTES SALARIAIS DEIXARIA DE SER "BENEVOLENTE" COM O GOLPE, SE DILMA HAVIA NEGADO O REAJUSTE IMORAL DESSES CANALHAS? 

Um trecho da delação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem assustado seus ex-colegas na Câmara dos Deputados.
 
É o que revela os deputados federais que receberam dinheiro para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em abril do ano passado, quando Cunha presidia a Câmara. A denúncia, que consta na proposta de delação, já teria sido aceita pelo Ministério Público Federal.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, do Globo, Cunha, que está preso desde outubro, "não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos".

Noblat diz ainda que Cunha "contou o que viu e acompanhou de perto e o que ficou sabendo depois. Não poupou nem aqueles deputados considerados mais próximos dele", uma forma de retaliar os que o abandonaram numa hora difícil - ele teve seu mandato cassado por 450 votos.

O acordo de delação premiada de Cunha, que é feito simultaneamente ao do operador Lúcio Funaro, que também está preso, podem servir de base para uma nova denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pela Procuradoria Geral da República.

A denúncia de Cunha sobre o impeachment só comprova ainda mais que tudo não se passou de um golpe, aprovado pelo STF em troca dos reajustes indecentes dos seus membros que sempre foram permitidos pelos congressistas e barrados por Dilma.