domingo, 19 de fevereiro de 2012

Agradecimentos a Marquinhos






Marcos Nunes: Primo, Amigo, Pai.




Cheguei à casa do primo Marcos – a quem passei a chamar de Marquinhos – com 15 anos. Ele tinha 22 e morava com os pais e sua linda irmã Socorrinho (Socorro Caminha). Politizado e fã de Elvis Preslley, colecionava os cadernos de política do Diário de Pernambuco e todos os discos de Elvis, que ouvia a toda altura numa moderníssima radiola Hi Fi.

Noivo de Dione – hoje são avós – não dispensava as noites de sábados com os amigos. Entre eles os irmãos Bezerra da Rádio Olinda, o comentarista César Filho e o “locutor de futebol” Ivan Lima. Sua turma era bem mais extensa, mas dava para acomodar a todos na sua camioneta Studbaker  de cor alaranjada, e ganhar a madrugada.

Temos muitas histórias engraçadas desse tempo inesquecível. Marquinhos conduziu minha transição entre a puberdade e a adolescência, me deixando já pronto para a vida adulta que logo viria com o primeiro emprego aos 18 anos e a conseqüente saída de casa.

Podia muito bem ter deixado de lado aquele pirralho com jeito interiorano quando saia com sua turma, mas não... Com sua voz grave, me convocava: “Rodolfinho, vamos ali!” Savoy, Botijinha, Sayonara, Chanteclair, ele transformava em “salas de aulas” com lições que me são úteis até hoje. Me protegia como filho quando não me deixava participar das rodadas de poker  com seus amigos, ou me repreendia quando não me portava corretamente durante as refeições.

Marquinhos sabia ser na medida certa, meu primo, meu amigo, meu pai.