sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Casa Branca dá mais um passo a caminho da desmoralização total.

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 Bonner... De costas para a dignidade.
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Se o sueco Julian Assange, fundador do WikiLeaks,  fosse caçado não pela CIA, Interpol ou Barack Obama, mas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a conversa seria outra.
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O avião do JotaHieNa no Ar – do Jornal Nacional -  estaria atrapalhando as buscas, e o quinta-coluna do William Bonner bradando aos cinco (?) ventos que isso era mais um atentado à liberdade de imprensa.
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Mas, o casal 45 só cita Julian Assange como criminoso, ou pratica a cumplicidade do silêncio não reproduzindo os telegramas mais vergonhosos, seguindo os ditames dos patrões do norte. Aliás, para cada quatro notícias sobre Barack Obama, temos uma sobre atos do governo brasileiro. Dizem as más (?) línguas que Bonner está estudando inglês pela internet, e em breve apresentará o jn diretamente da Flórida.
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 Assange: "Só a verdade... Nada mais."
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O site de Assange, praticando o mais puro jornalismo, expôs as vísceras imundas da “diplomacia” norte-americana, revelando segredos que não ameaçam a integridade física de ninguém, mas têm a virtude de mostrar ao mundo a falta de caráter e a hipocrisia estadunidenses e de seus puxa-sacos, estrategicamente distribuídos  pelo mundo afora.
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O apoio desse tipo de mídia, conseguido em troca de um punhado de dólares, subverte a opinião pública mundial, aumentando o risco de Assange ser extraditado pela Justiça britânica para a Suécia. Dali, ele pode ser enviado aos Estados Unidos, cujo governo, rotulado de democrático e liderado por Barack Obama tem a intenção de condená-lo por espionagem, o que pode resultar até em pena de morte.
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A acusação que pesa sobre Assange é a de não ter percebido que a camisinha que usava numa transa consensual estourara, o que é considerado crime de estupro na Suécia. Pode?...

Por que os Estados Unidos condenam o Irâ, a Venezuela, a Líbia e até mesmo seu outrora aliado Egito por censura à Internet, e não têm sequer vergonha – na verdade nunca tiveram tal sentimento – de proceder da mesma forma no caso WikiLeaks?
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Costumam agir protegidos por legalidades desonestas. Nem sempre a aplicação do que é regido por lei é feita dentro da moralidade. E é assim que age costumeiramente os Estados Unidos.

O processo “é uma injustiça”, conforme Assange. “Nunca pude apresentar a minha versão da história", disse em entrevista coletiva.
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Assange e o WikiLeaks prestam um grande serviço à democracia e aos povos na medida em que contribuem para escancarar as verdadeiras razões que orientam a política imperialista. Os fatos revelados têm mais força que os argumentos dos críticos para desmascarar o império. Daí o ódio da Casa Branca.

As correspondências reveladas pelo site criaram grandes constrangimentos para os EUA, pois mostram que sua diplomacia canalha não tem nada a ver com a falsa imagem de paladinos da liberdade e senhores da moralidade que Washington dissemina através de bajuladores como William Bonner e Fátima Bernardes.
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