terça-feira, 23 de dezembro de 2014

NOTÍCIA BOA DA PETROBRAS NÃO VALE!...







A Petrobras, depois de uma pesada queda, está recuperando fortemente nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.

Aqui, do ponto pior de R$ 8,52 no dia 15, chegou hoje à tarde (14;40h) a RS 10,34, uma alta de 21,36%.

Em Nova York, subiu, nos últimos três dias, muito acima das outras petroleiras, como se vê no gráfico lá em cima.

Muita gente, como o megainvestidor George Soros, está rindo a toa com os lucros que embolsou esta semana.

E vai embolsar mais, porque a ação ainda está valendo pouco mais da metade do que deveria estar, mesmo com a queda no preço do petróleo.

Porque a Petrobras tem, como se diz no jargão empresarial, “resultado para entregar”.

Hoje a empresa anunciou um novo recorde na produção de poços exclusivos ou operados por ela com parceiros: 2,47 milhões de barris de petróleo por dia, no dia 21. Há um ano, eram 1,96 milhão/dia.

Com uma média mensal proxima disso, serão 25% a mais do que há um ano.

E 700 mil barris no pré-sal, contra 371 mil/dia em dezembro passado.

Ou 88,6% de aumento na produção destas áreas de enorme profundidade, onde a média por poço supera os 20 mil barris diários.

Isso com a companhia trabalhando em que só Deus sabe que está, com todo o tipo de insegurança que a campanha de mídia está provocando internamente.

A roubalheira de Paulo Roberto Costa e de todos os que tenham entrado neste esquema é séria e merece ser duplamente punida: porque é roubo e porque é roubo contra a empresa mais importante para o futuro do Brasil.

Mas ela não justifica – nem sequer explica – a paralisação e a desvalorização de um empresa de petróleo que tira óleo do chão marinho como nenhuma outra faz.

Mas isso não sai na mídia, ou sai sem nenhum destaque.

Querem fazer crer ao povo brasileiro que, como lhe roubaram alguns, a galinha dos ovos de ouro é um bicho inútil e sem valor.

Quem desdenha, já dizia a minha avó, quer comprar.

E baratinho, baratinho, na bacia das almas, como conseguiram com Fernando Henrique que vendeu  quase 30% do capital da empresa, a maior parte para investidores estrangeiros.



FILHA DE MARIO LAGO SE REVOLTA COM PRÊMIO DADO A WILLIAM BONNER







“Meu pai, Mário Lago, merece respeito! Enojada e revoltada com a farsa que foi o Prêmio Mário Lago 2014. Com a audiência do ‘Jornal Nacional’ despencando, o premiado foi o editor geral do panfleto global. E tome elogios ao jornalismo da Globo, à ‘ética, lisura e imparcialidade’ do JN, à maneira ‘firme, mas respeitosa’ como Bonner conduziu as entrevistas com os presidenciáveis, ao serviço prestado pelo JN à moralização do país. E tome pau nas redes sociais ‘instrumentalizadas pelos partidos’ para atacar a Globo e seu jornalismo. Nojo. Lá no infinito, papai e mamãe devem ter ficado muito revoltados”, disse Graça Lago

O prêmio Mário Lago, concedido no último domingo pela Globo ao apresentador William Bonner, revoltou a filha do ator que dá nome à premiação.

Graça Lago foi às redes sociais e disparou:

“Meu pai, Mário Lago, merece respeito! Enojada e revoltada com a farsa que foi o Prêmio Mário Lago 2014. Com a audiência do ‘Jornal Nacional’ despencando, o premiado foi o editor geral do panfleto global. E tome elogios ao jornalismo da Globo, à ‘ética, lisura e imparcialidade’ do JN, à maneira ‘firme, mas respeitosa’ como Bonner conduziu as entrevistas com os presidenciáveis, ao serviço prestado pelo JN à moralização do país. E tome pau nas redes sociais ‘instrumentalizadas pelos partidos’ para atacar a Globo e seu jornalismo. Nojo. Lá no infinito, papai e mamãe devem ter ficado muito revoltados”, disparou ela.


Graça também mandou uma mensagem à Globo:

“E atenção, Rede Globo, não sou instrumentalizada por ninguém ou por nada. Sei pensar, refletir, fazer escolhas, opinar, me posicionar”, postou ela. 

Bonner recebeu a estatueta das mãos da atriz Fernanda Montenegro.

NOTA DO BLOG BASTIDORES: Jornalistas da Globo se sentiram obrigados pela emissora a participar da homenagem a William Bonner exibida ontem (21) no Domingão do Faustão. Repórteres e editores de São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Nova York e Londres apareceram batendo palmas para Bonner pelo Troféu Mário Lago de 2014. Mas não foi uma homenagem espontânea. Os jornalistas foram convocados por seus chefes a se reunirem nas redações e aplaudir o editor-chefe do Jornal Nacional.

Em São Paulo, pelo menos dois profissionais se sentiram constrangidos a fazer parte do coro puxado por Marcio Canuto. No Rio, também houve participação a contragosto. Nenhum deles foi de fato obrigado a participar da homenagem, mas alguns deles avaliaram que não poderiam rejeitar o convite da chefia.




“EU DEFINITIVAMENTE NUNCA FUI OMISSA”, AFIRMA GRAÇA








Presidente da Petrobras rebate, em entrevista ao jornal O Globo, acusações feitas pela ex-gerente Venina Velosa da Fonseca ao Fantástico, de que teria alertado diretores e inclusive ela, Graça Foster, sobre irregularidades em processos na estatal; "A Venina nunca fez nenhuma denúncia usando as palavras conluio, cartel, corrupção, fraude, lavagem de dinheiro (...). (Eram) e-mails cifrados, truncados, muito misturados", disse; executiva detalha a relação de confiança entre a ex-gerente com Paulo Roberto Costa e relata que Venina foi duas vezes para Cingapura, uma para estudar e outra porque pediu; "Não existe isso exilado", rebateu, acrescentando que, na empresa, "ninguém é obrigado a nada".



Fantástico com Venina tem pior ibope do mês: menos de 20 pontos







Apesar da entrevista exclusiva com Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da Petrobras que disse ter relatado irregularidades na estatal à presidente da empresa, o Fantástico deste domingo (21) marcou 19,5 pontos na Grande SP, a menor audiência nas últimas quatro semanas.



PETROBRAS BATE RECORDE DE PRODUÇÃO DIÁRIA QUE DURAVA QUATRO ANOS





Por Roberto Samora


SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras informou nesta terça-feira que bateu recorde histórico de produção diária no Brasil de petróleo e LGN (líquidos de gás natural) no dia 21, produzindo 2,286 milhões de barris, superando a marca anterior de 2,257 milhões de barris/dia de 27 de dezembro de 2010.


A marca foi obtida com a colaboração do recorde de produção na camada pré-sal, que exigiu pesados investimentos da Petrobras nos últimos anos.


“O novo patamar histórico decorre principalmente da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano”, afirmou a Petrobras em nota.


A Petrobras, que vai elevar a extração em 2014 no Brasil após dois anos de queda no bombeamento, registra uma melhora operacional em um momento de preços mais baixos da commodity no mundo, enfrentando ainda uma de suas piores crises institucionais, em meio a denúncias de corrupção.


Ainda que os preços do petróleo Brent tenham caído recentemente para mínimas de mais de cinco anos, abaixo de 60 dólares o barril, o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli, disse em entrevista na semana passada que as margens do pré-sal –onde a extração é mais custosa em lâminas d’água profundas e ultraprofundas– continuam positivas.


A produção de petróleo nos campos operados pela empresa no pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu 700 mil barris por dia (bpd) no último dia 16, novo recorde. Desse volume, cerca de 74 por cento (523 mil bpd) correspondem à parcela da Petrobras e o restante às parceiras.


A companhia relatou a interligação de 68 novos poços –produtores e injetores– até novembro de 2014, contra 45 poços interligados em 2013.


Segundo a estatal, das plataformas instaladas em 2013, contribuíram para o recorde recente a P-63, no campo de Papa-Terra, e P-55, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos; o FPSO Cidade de Itajaí, em Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos; além dos FPSOs Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, e Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste –ambos no pré-sal da Bacia de Santos.


Os sistemas de produção que entraram em operação em 2014 e que ajudaram no aumento da extração foram a P-58, no Parque das Baleias, e P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos; e os FPSOs Cidade de Mangaratiba, na área de Iracema Sul, e Cidade de Ilhabela, na de Sapinhoá Norte, ambos no pré-sal da Bacia de Santos.


A petroleira afirmou que o programa de aumento de eficiência operacional (Proef) nas porções fluminense e capixaba da Bacia de Campos também impulsionou o bombeamento. “Essas áreas têm mantido a produção sustentável, diante do declínio natural dos reservatórios.”


A Petrobras, que prevê elevar a produção de petróleo no Brasil entre 5,5 a 6 por cento este ano, abaixo da meta inicial de 7,5 por cento por atrasos na entrada de alguns sistemas, ainda não divulgou a produção de novembro.


PRÉ-SAL


A Petrobras afirmou que a produção de 700 mil barris/dia –alcançada oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006– foi obtida com a contribuição de somente 34 poços produtores, evidenciando “a elevada produtividade dos campos já descobertos”.


Desses poços, 16 estão localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61 por cento do volume produzido no pré-sal. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39 por cento restantes.






Ao receber prêmio no Faustão, Bonner irrita família de Mario Lago e é injusto com internautas





Péssimo ator, William Boinamerd se esforça para parecer emocionado


Parafraseando Paulo Nogueira, no DCM.

Bonner é um mal agradecido.
Queixou-se das redes sociais ao receber um prêmio no Faustão.
Foi o prêmio Mario Lago, que foi entregue por Fernanda Montenegro, em um puxassaquismo inigualável, com Bonner figindo que estava emocionado, mas que não deixou quieta a filha Graça Lago do inesquecível ator, escritor, compositor e comunista Mario Lago, que achou um absurdo o nome do seu pai ser associado ao de um reacionário inescrupuloso como William Bonner (cujo nome de batismo é Boinamerd, com ‘d’ mudo)
Ora, ele tem mais de 6 milhões de seguidores no Twitter, onde se apresenta como Tio, e agora começou a postar no Facebook cenas dos bastidores do Jornal Nacional.
Se é para reclamar de alguém, Bonner deveria mirar é nos telespectadores, e não nos internautas.
O JN, de Bonner, perde continuamente audiência. Em 1996, quando ele assumiu, o Ibope era superior a 40 pontos.
Metade desse público se foi desde então, e neste instante, mais pessoas estão deixando de ver o JN, um noticiário tendencioso, com meias verdades, sempre no sentido de desmoralizar os governos do PT, e seus principais personagens Lula e Dilma.


Bonner faz esse trabalho sujo sem perceber que caminha para a derrocada com toda sua equipe, e arrasta a reboque a própria Rede Globo.
Não foi à toa que manifestantes tentaram incendiar a sede da Globo no Rio e chegaram a depredar e incendiar seus veículos. A antipatia vai se tornando insuportável por conta de um Bonner com aspirações – por incrível que pareça – à Presidência da República, já que a direita dá mostras claras que seus caciques estão todos com os pés atolados em porcaria.
O JN tenta hoje se manter nos 20 pontos, mas é uma luta perdida, dada a voracidade com que a internet avança sobre todas as mídia, incluída a televisão.
Bonner, com seu JN, foi abandonado por milhões de pessoas nos últimos anos, e continuará a ser nos próximos anos.
Ele e seu chefe, Ali Kamel, formam a dupla mais abandonada da televisão brasileira, mas é preciso reconhecer que o mercado foi mais decisivo para isso do que a capacidade de ambos.
O futuro é complicado para todo jornalista que trabalha nas mídias que não sejam a internet, e não é diferente para Bonner.
Até quando a Globo poderá pagar salários como os que paga a ele e a Kamel no Jornal Nacional?
A resposta é: enquanto a publicidade puder bancar. Mas aí surge uma segunda pergunta: e até quando os anunciantes gastarão milhões numa mídia em declínio.
Qual vai ser o ponto de disrupção? Quando os anunciantes vão dizer: estou pagando muito por uma mídia velha e decadente?
Não é possível precisar ainda.
Imagino que isso ocorra quando a audiência recuar para um dígito, mas pode ser antes, naturalmente.
Em geral, o que ocorre entre os anunciantes é o chamado efeito manada. Um sai e os outros seguem.
É o que está ocorrendo na Abril.
Recentemente, a L’Oreal, durante muito tempo o maior anunciante das revistas femininas da Abril, comunicou que estava saindo da mídia impressa.
Numa conta simplificada, em breve Bonner terá mais público no Twitter que no Jornal Nacional.
Um ponto no Ibope, em São Paulo, equivale a 60 mil lares. O Ibope sustenta – sem comprovação nenhuma – que em cada casa três pessoas em média assistem aos programas de tevê.
Repare: na internet você afere leitor por leitor. Na televisão, existe uma estimativa obviamente inflada, bem como nas revistas e nos jornais.
Segundo o Ibope, o JN em São Paulo, com 20 pontos, é visto em 1,2 milhão de casas. Mesmo aceitando a taxa de três espectadores por lar, você fica em 3,6 milhões de pessoas.
Isso é pouco mais da metade do número de seguidores de Bonner no Twitter. São Paulo não é o mercado nacional, é verdade, mas é a maior parte dele.
Na site da Globo, está escrito que o JN é visto diariamente por 25 milhões de pessoas no país.
Mas quem acredita nisso, como dizia Wellington, acredita em tudo.
Bonner está sendo ingrato com os internautas.
Em algum momento não muito distante, sua carreira vai depender deles e só deles.
E olhe lá!...





O 
Estado Islâmico quer que o mundo colha o que os EUA plantaram




Isto é o que quer o grupo que tomou cidades no Iraque e na Síria e reuniu os EUA 
e o mundo árabe como seus inimigos


Por Reginaldo Nasser

No dia 9 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em pronunciamento oficial, autorizava ataques contra o grupo Estado Islâmico (ISIS) na Síria. A ação militar dos norte-americanos foi apoiada por diversos países ocidentais e do mundo islâmico, como Turquia, Arábia Saudita e Irã. Num período de seis meses, o ISIS foi capaz de ocupar um território de tamanho equivalente ao Estado da Jordânia, incorporando parte do leste da Síria e do oeste do Iraque, incluindo Mossul, a segunda maior cidade iraquiana. Colocou em marcha uma campanha sangrenta contra curdos, xiitas e outros grupos étnicos, além de promover e divulgar na mídia cenas de execuções de jornalistas ocidentais.

Conseguiu, desse modo, realizar uma verdadeira façanha, reunindo Estados Unidos, Irã, Turquia, Arábia Saudita e Israel como seus inimigos. Aliás, não se conhece um único Estado, atualmente, que seja seu aliado, pelo menos de forma explícita. Na verdade, quando o ISIS tomou algumas cidades sírias, em 2012, era apenas mais uma notícia, afinal o governo sírio de Assad era considerado o inimigo maior dos EUA. Mas, quando o ISIS começou a tomar cidades no Iraque e regiões petrolíferas, tornou-se um grande problema.

A Síria, o Iraque e seus países vizinhos estão em alerta máximo. As ameaças às fronteiras da Turquia e, particularmente, em relação à população curda são cada vez maiores. O Líbano colocou suas forças em estado de alerta; Arábia Saudita e os Emirados Árabes, acusados de fomentar o ISIS, sentem-se igualmente ameaçados.

Quem são e o que querem os militantes desse Estado Islâmico? Será que se trata simplesmente de um grupo de fanáticos religiosos que sai matando a esmo, como a mídia internacional quer nos mostrar?  A invasão do Iraque pelos EUA e o consequente desmantelamento do Estado iraquiano são o ponto de partida para compreender as razões da origem do grupo. Um dos motivos de sua ascensão no Iraque deve-se ao fato do crescente alijamento da população de sunitas, dominado pelo governo do primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki. Cerca de 20% dos iraquianos, em torno de 6 milhões nas províncias sunitas, foram excluídos do regime. Eles são constantemente perseguidos, não conseguem trabalho, trata-se de uma verdadeira punição coletiva, de jovens desempregados nas aldeias que não têm alternativa a não ser aderir ao ISIS. Na verdade, a unidade entre a resistência sunita e xiita sempre foi motivo de preocupação para os americanos, que fomentaram, desde o início da ocupação do Iraque, em 2003, as divisões sectárias.

Por que precisamente esse grupo, e não outro (há dezenas deles), conseguiu tirar vantagem dessa situação? Em suas atividades na Síria, o Estado Islâmico tem focado mais na administração dos territórios que domina do que propriamente na luta contra o regime de Bashar al-Assad. Desde maio de 2013, quando dominou a cidade de Raqqa, no Rio Eufrates, aplica rigorosamente sua versão da lei islâmica na criação de tribunais da sharia e no cumprimento das penas canônicas contra malfeitores e “apóstatas”. Mais competidor do que aliado, o ISIS distingue-se da marca da Al-Qaeda em dois aspectos fundamentais.

Embora adote uma ideologia sunita radical, que tem como premissa a promoção da jihad contra os “apóstatas” dos regimes políticos do mundo árabe e seus apoiadores estrangeiros, é menos tolerante com seitas islâmicas. Além disso, não é apenas uma organização jihadista (tanzim), mas reivindica ser Estado soberano de pleno direito (dawla) com ambições expansionistas. Seus líderes comprometeram-se conquistar mais território, até reconstituir o califado, ou império islâmico.

Acredita-se que o ISIS conta com até 31 mil combatentes no Iraque e na Síria, e que, desse total, cerca de 30% faz o “grupo ideológico”, o restante é incorporado pelo medo ou coerção. São mais de 12 mil estrangeiros de, pelo menos, 81 países, incluindo 2,5 mil de Estados ocidentais. Muitos dos seus dirigentes são ex-oficiais iraquianos que faziam parte das Forças Armadas de Saddam Hussein, o que ajuda a explicar seu sucesso no campo de batalha, pois permite articular a habilidade militar tradicional às táticas insurgentes de grupos que adquiriram grande experiência nos anos de luta contra as tropas americanas. Ou seja, diferentemente dos demais grupos insurgentes, é capaz de conjugar com bastante eficiência as características das ações de forças armadas tracionais, coordenando operações militares em grandes áreas, com ações de insurgência e terrorismo de unidades de combate que adquiriram experiência nos últimos anos. Utilizam grande variedade de armas, leves e pesadas, incluindo metralhadoras montadas em caminhões, lançadores de foguetes, canhões antiaéreos e sistemas de mísseis portáteis superfície-ar, além de contar com tanques e veículos blindados capturados dos exércitos da Síria e do Iraque, originalmente fabricados para os militares dos EUA. É provável que o grupo tenha uma cadeia de suprimentos flexível que garante fornecimento constante de munições e armas de pequeno porte para seus combatentes.

Por mais que utilize métodos de intimidação naqueles que estão sob seu domínio, o ISIS tenta espalhar a sua mensagem religiosa por meio de pregação pública, além de se esforçar para ganhar o apoio da população nas áreas que conquistou. Ao assumir o controle de uma cidade, procura administrar a distribuição de água, farinha e outros recursos, além policiar ruas, fornecer eletricidade e fiscalizar o comércio, colocando em prática o que parece ser o início de estruturas quase estatais. Estabelecem, nos territórios dominados, ministérios, tribunais e até mesmo um sistema de tributação rudimentar, que, segundo alguns, é muito menos espoliativo do que o governo da Síria de Assad.

Estima-se que por volta de 8 milhões de pessoas vivam sob controle total ou parcial do grupo. Esse trabalho de governo requer, por sua vez, recursos financeiros que o Estado Islâmico demonstrou habilidade na produção e exportação de petróleo. Cerca de 9 mil barris diários de petróleo a preços que variam de 25 a 45 dólares. Relatos de serviços de inteligência avaliam que possui cerca de 2 bilhões de dólares em dinheiro e bens que advêm do uso dos campos de petróleo e gás que controla, bem como de impostos, pedágios, extorsão e sequestro. A ofensiva no Iraque também tem sido lucrativa, dando-lhe acesso ao dinheiro mantido em grandes bancos em cidades e vilas dominadas.

O fenômeno ISIS pode ser caracterizado dentro daquilo que agentes da CIA denominaram, nos anos 60, de blowback. O termo é empregado para referir-se às consequências desastrosas, e não intencionais operações clandestinas realizadas pelo governo dos EUA com o objetivo de derrubar regimes estrangeiros. Como se sabe, o grupo terrorista de Osama bin Laden, a Al-Qaeda, originou-se nos campos de batalha do Afeganistão com o auxílio dos EUA.

Blowback é outra maneira de dizer que uma nação colhe o que semeia. O ISIS é mais um na longa lista que os americanos vêm colecionando desde que se tornou grande potência. 





Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos




Um manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes circula atualmente na internet, após ter sido revelado pelo site Wikileaks.




O relatório secreto da agência de espionagem estadounidense analisa diversas operações de assassinato em vários países, principalmente contra líderes afegãos do Talibã, do grupo terrorista Al-Qaida e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Também aparecem como possíveis pontos de ataque dirigentes do grupo libanês Hezbolá, a Organização para a Libertação de Palestina (OLP), Hamas, o grupo guerrilheiro peruano Sendero Luminoso, Os Tigres de Libertação do Tamil Eelam (LTTE), o Exército Republicano Irlandês (IRA) e a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN).

A publicação do Wikileaks chegou às redes sociais apenas dez dias depois que o Comitê de Inteligência do Senado estadounidense tornasse público um polêmico relatório secreto sobre o emprego da tortura em suas formas mais brutais contra prisioneiros supostamente vinculados a ações terroristas.

O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o agente John Kiriakou – atualmente preso – denunciasse pela primeira vez a prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.

Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no Afeganistão (2001-2009), Argélia (1954-1962), Colômbia (2002-2009), Iraque (2004-2009), Israel (de 1972 até meados dos anos 1990 e dos anos 1990 a 2009), Peru (1980-1999), Irlanda do Norte (1969-1998) e Sri Lanka (1983-2009).

As operações descritas no plano da CIA incluem: assassinatos políticos, sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de dirigentes guerrilheiros.

Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe, através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.

Fonte: Prensa Latina