Rede Globo Despenca, e Procura uma Crise para se Agarrar

. . . . . . Como se sabe, o ano de 2010 teve Copa – exclusividade do “Cala a Boca, Galvão”, que tem o poder de derrubar e escalar o técnico da seleção. . E teve eleição – onde a Globo não exerce mais o monopólio. Copa e eleição são puxadores de audiência. . Não adiantou nada. O “carisma e a isenção” do Casal 45 (especialmente quando entrevistam candidatos trabalhistas) não conseguiram salvar a pátria. . Muito contribuiu para o naufrágio a iluminada gestão do Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da História da Globo. Kamel levou para o jn um “padrão de isenção, objetividade, qualidade e inovação” que seria inevitavelmente recompensado. Sobretudo o aspecto da “inovação”. Kamel consegue a proeza de fazer o mesmo jornal nacional que o Armando Nogueira fazia nos anos 60, com uma diferença: Armando não tinha computador. (Outra diferença: o jn do Armando tinha humor, um sorriso nos lábios, especialmente na...